BANCADA DIRECTA

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

“No Palco da Saudade”, rubrica semanal de Salvador Santos e nela recorda os grandes nomes do nosso Teatro. Hoje fala-se de Paulo Eduardo Carvalho. E o Teatro no Bancada Directa

 “No Palco da Saudade”, rubrica semanal de Salvador Santos e nela recorda os grandes nomes do nosso Teatro. 
Hoje fala-se de Paulo Eduardo Carvalho. 
E o Teatro no Bancada Directa 

“No Palco da Saudade” 
Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto) 

 PAULO EDUARDO CARVALHO 

Foi professor auxiliar da Faculdade de Letras do Porto, membro integrado do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa da Universidade do Porto (UP) e colaborador do Centro de Estudos de Teatro (Universidade de Lisboa) e do Centre for English Translation and Anglo-Portuguese Studies (UP). 

Publicou diversos artigos em revistas nacionais e estrangeiras nos domínios dos Estudos de Teatro, dos Estudos de Tradução e dos Estudos Irlandeses, tendo participado na organização de diferentes reuniões científicas nessas mesmas áreas. 

No plano prático, prestou colaboração em diferentes companhias, assegurando a tradução e dramaturgia (e até a encenação) de diversos dramaturgos contemporâneos de língua inglesa, tais como Tom Murphy ou Caryl Churchill, Athol Fugard, Frank McGuinness e Martin Crimp, entre muitos outros. 
Ao longo dos últimos vinte anos, foram mais de quarenta as produções teatrais que se montaram a partir de textos que Paulo Eduardo Carvalho verteu para a nossa língua, alguns dos quais introduzidos por si pela primeira vez nos palcos portugueses, nos corpos e vozes dos nossos atores, nas nossas companhias, insertos em várias publicações e discutidos em inúmeros estudos e leituras. 

Na cidade do Porto, onde ajudou a criar a ASSÉDIO-Associação de Ideias Obscuras, desenvolveu um intenso e profícuo trabalho de reflexão crítica sobre a realidade teatral local, ao mesmo tempo que produzia um inestimável trabalho de aprofundamento da matéria cénica em jornais e revistas, sendo por isso de estranhar que o seu nome não seja hoje mais reconhecido. 

Da obra de reflexão teórica e crítica de Paulo Eduardo Carvalho, destaca-se naturalmente o trabalho que desenvolveu como membro do Conselho Redatorial da revista “Sinais de Cena”, da Direção da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro e do Comité Executivo da congénere internacional daquele organismo, onde foi, entre 2007 e 2009, responsável pela direção de Seminários. 

2001. PROBLEMAS. Construído a partir de textos dramáticos de  prosa e poesia de  HAROLD PINTER. Estreia: Armazém do Ferro / Agosto. Outras apresentações: Les Bernardines, Théâtre Merlin, Minoterie.  Marselha, França / Setembro  Tradução Paulo Eduardo de Carvalho. Guião Cão Solteiro. Encenação e Cenografia Nuno Carinhas.Figurinos Mariana Sá Nogueira. Desenho e Luz Carlos Assis. Fotografia Susana Paiva.Grafismo Paulo Reis. Actores Marcello Urgeghe, Miguel Loureiro, Paula Sá Nogueira

É de realçar ainda a publicação de “Identidades Reescritas-Figurações da Irlanda no Teatro Português” (Edições Afrontamento, 2009), livro que retoma a tese de dissertação de doutoramento apresentada à Faculdade de Letras da UP e propõe uma caracterização da presença da dramaturgia irlandesa na dinâmica da criação teatral portuguesa dos últimos 50 anos. 

A partir de 1997, Paulo Eduardo Carvalho passou a colaborar regularmente com Teatro Nacional São João (TNSJ), sobretudo nos domínios da produção de textos de reflexão, críticas e entrevistas para a documentação de apoio aos espetáculos levados a cena por aquela estrutura pública de criação e difusão das artes de palco. 

Paralelamente foi coordenando diversas iniciativas complementares ao trabalho de cena, nomeadamente debates e conferências sobre as temáticas, épocas e autores transpostos para cena no âmbito da programação do TNSJ. Dessa relação resultou ainda a monografia, editada em 2006, “Ricardo Pais-Actos e Variedades”, que se debruça sobre o percurso profissional do então diretor artístico e administrador do Nacional do Porto. 
A colaboração de Paulo Eduardo Carvalho estendeu-se a muitas companhias e encenadores, mas terá sido para o Teatro Carlos Alberto e para o encenador Nuno Carinhas que assinou um dos trabalhos que mais prazer lhe terá dado: a tradução dos dramatículos de Samuel Beckett “Ir e Vir”, “Um Fragmento de Monólogo”, “Baloiço” e “Eu Não”, reunidos num espetáculo com o título genérico “Todos Os Que Falam”, apresentado também com grande sucesso em diversos outros palcos portugueses e em Bucareste. 

No seu último ano de vida, intensificou e diversificou ainda mais a sua plural dedicação ao teatro, tendo encenado pela primeira vez um espetáculo, a que chamou “Cartas Íntimas”, com texto de Brian Friel, um dos primeiros autores que traduziu. 

No dia em que Paulo Eduardo Carvalho morreu, engolido pelo mar no final da tarde de 20 de maio de 2010, quando tomava banho na praia do Cabo do Mundo, em Leça da Palmeira, estavam em cena dois espectáculos de teatro com traduções suas. 
Teatro Nacional de São João. Porto

Um deles era “A Rainha da Beleza de Leenane”, de Martin McDonagh, pelo Teatro Meridional, em Lisboa; o outro era “A Nova Ordem Mundial”, um curto texto de Harold Pinter, que os Artistas Unidos integraram num espetáculo duplo, com “Comemoração”, do mesmo autor (tradução de José Maria Vieira Mendes), que se apresentou em Aveiro, Guarda, Ponte de Sor e Lisboa. Dias depois estreava no Porto a sua tradução de “As Mulheres Profundas/Animais Superficiais” de Howard Barker. 

Grande parte do espólio de Paulo Eduardo Carvalho encontra-se hoje depositado no Centro de Documentação do TNSJ, situado no Mosteiro de São Bento da Vitória, disponível para consulta, através do qual se pode testemunhar o excelente trabalho por ele realizado, desde as traduções e as críticas de teatro até ao seu exercício académico. 

Maria Helena Serôdio, presidente da Associação Portuguesa de Críticos e orientadora da sua tese de doutoramento, classificou-o após a sua morte como «uma pessoa rara e de grande sensibilidade». 

Por seu turno, Rui Pina Coelho, professor universitário e crítico de teatro, afirmou que «havia um rigor e uma exigência de qualidade inexcedíveis em tudo o fazia». Nós recordamo-lo como um ser generoso e exemplar no seu trabalho. 

Salvador Santos 
Teatro Nacional de São João. Porto 
Porto. 2014. Outubro. 08

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Ai se fosse no tempo em que o Sócrates governava. Os professores já tinham posto isto tudo de pantanas. Assim o outro tinha razão quando disse "ai aguenta, aguenta"!........

Ai se fosse no tempo em que o Sócrates governava.

Os professores já tinham posto isto tudo de pantanas.

Assim o outro tinha razão quando disse sobre as caracteristicas do nosso povo: "ai aguenta,  aguenta"!.......

Oh Antonio Costa. Antes da previsivel liderança deste país, peço-te que não te esqueças dos perigos que a capital encerra para os seus municipes. Domingo passado ia sendo atropelado neste local. Gosto de Lisboa, mas desta maneira fico-me por Sintra e Roquetas



Lisboa
Avenida Duque de Loulé

É esta a cidade cujo (actual) presidente da câmara por certo liderará os desígnios do país.

Obviamente que a obra que se apresenta nas imagens precisava de espaço para ser realizada em segurança para todos, mas preferiu-se simplesmente eliminar o passeio e colocar os peões a circular na estrada à mercê da muito comum velocidade excessiva das vias de Lisboa, a simplesmente reduzir a largura de uma via (de entre duas) ao tráfego rodoviário.

Na política como na vida, as decisões são feitas de prioridades e já há muitos anos que sabemos quais as verdadeiras prioridades da autarquia de Lisboa, quando há conflitos de interesse entre as máquinas motorizadas e as pessoas

Em relação ao "atropelamento referido no título deste post claro que é um exagero da minha parte, mas que é uma possibilidade lá isso é verdade.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

As diferenças e as semelhanças entre Passos Coelho e Marinho e Pinto. É que o Passos não admite striptease de forma alguma e o Marinho quer fazer striptease mas de cachecol ao pescoço. Do advogado nem me interessa saber qual o seu vencimento em Bruxelas (toda a gente sabe qual é), mas saber o que declarou ao fisco e sua consistencia bancaria nos ultimos 20 anos.

As diferenças e as semelhanças entre Passos Coelho e Marinho e Pinto.
É que o Passos não admite striptease de forma alguma e o Marinho quer fazer striptease mas de cachecol ao pescoço.
Do advogado nem me interessa saber qual o seu vencimento em Bruxelas (toda a gente sabe qual é), mas saber o que declarou ao fisco e sua consistencia bancaria nos ultimos 20 anos.

Eis a noticia
Ontem em Coimbra o ex-bastonário dos advogados lançou o seu Partido Democratico Republicano na presença de 300 pessoas. Claro que é o seu principal fundador e no mesmo dia em que comemorava a implantação da Republica Marinho e Pinto , (64 anos)  empolgado e de que maneira, atacou durante uma hora em varias frentes desde os Parttidos, passando pelos Deputados, Governantes e Comunicação Social
 
Aos 64 anos, António Marinho e Pinto, ex-bastonário da Ordem dos advogados e deputado europeu, não defraudou as cerca de 300 pessoas que esta tarde assistiram ao lançamento do partido de que é fundador: o Partido Democrático Republicano.

No dia da República, numa empolgante intervenção de quase uma hora, Marinho e Pinto atacou em todas as frentes, dos partidos políticos, aos deputados, governantes da nação e comunicação social.

Defensor de um novo projeto político, Marinho e Pinto prometeu lutar pelo aprofundamento da democracia participativa, a nível político, económico e social, a única via para inverter "o suicídio do país".
Entre as mudanças anunciadas, o deputado europeu propõe-se criar um partido de serviço público e por cobro ao "regabofe" que mina as atuais estruturas partidárias. "Queremos por termo ao monopólio dos partidos, fechados sobre si próprios, e que de forma execrável se têm colocado ao serviço dos seus agentes e das suas clientelas".

"Beneficiam as suas castas e não o bem comum", sublinha o deputado europeu, que avisa que esta semana irá publicar no site do novo partido todos os seus seus vencimentos do Parlamento Europeu: "Vou fazer o striptease que outros se recusam a fazer. Não tenho nada a esconder em relação ao chorudo salário que me pagam", acrescenta.
Ora, assim também eu: o vencimento de eurodeputado é público.

Se Marinho Pinto quer mesmo entrar por aí, terá que mostrar os movimentos bancários dos últimos 20 anos, incluindo vencimentos privados, que afinal é disso mesmo que se trata.

Vamos lá, então ao striptease de MP

SUBSÍDIOS E SUBVENÇÕES
  • Subsídio mensal: o vencimento bruto de um eurodeputado são €7 956,87; após imposto comunitário e contribuição para seguro, desce para €6 200,72, sobre os quais os Estados-membros podem aplicar impostos nacionais;
  • Subsídio "de estadia": são €304 para cobrir despesas (de alojamento e despesas conexas) por cada dia que os deputados compareçam em reuniões oficiais, desde que assinem um registo de presença. Pela comparência em reuniões fora da UE, recebem €152 (mais reembolso das despesas de alojamento).
  • Despesas de viagem: os deputados têm direito ao reembolso do custo das viagens para participar nas reuniões plenárias (em Bruxelas ou Estrasburgo) ou outras, decorrentes do exercício do cargo, mediante apresentação dos recibos ou a €0,50 por km (a que acrescem outras despesas de viagem), se a viagem for efectuada em automóvel privado.
  • Subsídios para despesas gerais: são €4 299 mensais, para "cobrir despesas no Estado-membro de eleição", como, por exemplo, os custos de gestão de um gabinete, telefone, correio ou material informático;
  • Despesas com pessoal: os deputados podem escolher o seu staff e, para tal, têm disponível um máximo de €21 209 mensais, pagos directamente aos colaboradores. Um quarto deste orçamento (no máximo) pode ser usado para pagar serviços, como a realização de estudos técnicos.
  • Escola Europeia: os filhos dos deputados têm acesso à Escola Europeia, que podem frequentar gratuitamente, com total equivalência ao sistema de ensino português.
  • Pensão: os antigos deputados têm direito a uma pensão de aposentação, ao atingirem 63 anos. A pensão ascende a 3,5% do subsídio por cada ano de mandato, até ao limite máximo de 70% do vencimento.

O meu 5 de Outubro. Por esta eu não esperava. Ter telhados de vidro e só se lembrar de atirar pedradas aos telhados dos outros. Foi o 5 de Outubro de Cavaco Silva. Em vez de se auto criticar aponta armas aos politicos que só sabem viver da politica.

Por esta é que eu não esperava.
Ter telhados de vidro e só se lembrar de atirar pedradas aos telhados dos outros.
Foi o 5 de Outubro de Cavaco Silva.
Em vez de se auto criticar aponta armas aos politicos que só sabem viver da politica.

Depois de um Paulo Macedo ter tido a ideia de desafiar o PS para um pacto que nunca propôs para a saúde, seguido de um Passos Coelho que deu o dito por não dito e desenterrou uma sugestão de acordo na segurança social era de esperar que Cavaco Silva viesse em apoio do seu governo.

Cavaco fez um discurso em círculos para acabar na lenga lenga do compromisso, uma lenga lenga a que recorre sempre que o governo dos seus está em dificuldade.
Desta vez Cavaco introduziu uma novidade, ignorando que muitos dos podres da sociedade portuguesa são uma consequência dos seus vinte anos de exercício de poder, podres que estão simbolizados num grupo numeroso de antigos companheiros que estão a contas com a justiça, decidiu atacar a classe política.

Ao fazer algumas críticas que pareciam dirigir-se ao "defunto" Seguro fica-se com a sensação que Cavaco tentou de uma forma pouco elegante tentar conquistar a simpatia de Costa para o seu repto.

Cavaco falou em populismo e em políticos que só vivem da política, esqueceu-se de gente como Dias Loureiro, Oliveira e Costa ou Duarte Lima, ignorou as jogadas sujas do seu homem de mão Fernando Lima, esqueceu-se da podridão que foi o cavaquismo.

Cavaco tenta salvar o governo usando a chantagem do compromisso ao mesmo tempo que esconde as suas responsabilidades no estado a que chegou o país e a democracia.

domingo, 5 de outubro de 2014

Nos tempos em que os Governos tinham dignidadde este dia 5 de Outubro era Feriado Nacional e era respeitado por todo o Povo. Foi a Implantação da República. No mesmo local onde hoje alguns tentam destrui-la.

Nos tempos em que os Governos tinham dignidadde este dia 5 de Outubro era Feriado Nacional e era respeitado por todo o Povo.
Foi a Implantação da República.
No mesmo local onde hoje alguns tentam destrui-la.


A imagem mostra um cartaz que reproduz uma aguarela de Roque Gameiro alusiva à implantação da República em Portugal.
 
Nele figura uma representação feminina da República, com traje de lavradeira minhota, evocando a “Maria da Fonte”.
 
Está armada de espada e empunha uma bandeira da República Portuguesa que inclui as “Armas Maiores”.

Fonte: Fundação Mário Soares



O Grupo Folclórico dos Sargaceiros da Casa do Povo da Apulia preenche o nosso espaço musical deste Domingo. Ora então vamo-nos deliciar com o Vira da Apulia, mais conhecido pelo Vira Maluco


sábado, 4 de outubro de 2014

Mónica: um nome a fixar. Se Passos sobrevivesse a este estado actual de coisas, certamente teria lugar de relevo à disposição!

Mónica: um nome a fixar. 
Se Passos sobrevivesse a este estado actual de coisas, certamente teria lugar de relevo à disposição! 

 Grande investigadora, conseguiu apurar que no caso dos submarinos nem sequer há indícios! 

Se fosse mesmo magistrada teria um lugar assegurado no Supremos, mas como é deputada do PSD resta-lhe esperar que Passos consiga sobreviver às próximas legislativas, nesse caso talvez este lhe agradeça o esforço. 

 Se fosse criada uma comissão de inquérito às causas de um Verão tão fresco esta deputada chegaria à conclusão de que apesar de ter nevado no Algarve este Verão seria meteorologicamente normalíssimo. 

 «"Dos trabalhos da Comissão não se retirou qualquer prova ou sequer indício de cometimento de ilegalidades pelos decisores políticos e militares nos concursos analisados" - a conclusão consta do relatório preliminar da comissão parlamentar de inquérito à compra de material militar (incluindo os submarinos de Paulo Portas). 

O documento, elaborado pela deputada social-democrata Mónica Ferro, foi esta manhã distribuído aos deputados da comissão de inquérito, já fora do prazo estabelecido pela coligação PSD-CDS, que terminou à meia-noite de ontem. 

 A decisão de encerrar de imediato os trabalhos da comissão de inquérito foi contestada por toda a oposição, que, entre outras objeções, alegou que falta ainda bastante documentação pedida pelos deputados, para além de ainda não estarem transcritas boa parte das audições realizadas pela comissão

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

“O QUE EU GOSTARIA DE TER EM PORTUGAL”. São os nossos Fragmentos e Opiniões com o nosso cronista Antonio Raposo a dizer de sua justiça

“O QUE EU GOSTARIA DE TER EM PORTUGAL”. 
São os nossos Fragmentos e Opiniões com o nosso cronista Antonio Raposo a dizer de sua justiça 

Primeiro que tudo um País independente. E infelizmente não tenho! 

Não gostei nem continuo a gostar da forma airosa como começaram a vende-lo a retalho. 

Com as desculpas mais esfarrapadas e alegando que era tudo de acordo com os tratados que foram assinados começaram a entregar Portugal aos comilões. 

Os tratados europeus foram assinados mas ninguém perguntou a ninguém se os queriam e de que se tratava. 

Portugal foi vendido nas costas dos portugueses e eu sei quem assinou os acordos. Em troca dos acordos e para levantar Portugal do pântano onde vivia, enviaram dinheiro aos montes que serviram para tudo menos para o desenvolvimento necessário. 

O dinheiro chegou em grande e sumiu nos braços dos oportunistas que criaram formação que foi mais para entreter o pessoal. 

Não sobraram nada, nem dinheiro nem formação, temos uma ou outra autoestrada que são boas para se sair depressa deste deserto, onde o trabalho escasseia. 

O desenvolvimento privado foi apoiado numa construção civil levantando apartamentos nas periferias (que ninguém precisava e que se mantem vagos) e ao mesmo tempo que despovoou os centros das grandes cidades. 

É isso que temos. Foi essa a planificação dos governos do centrão. Um desastre. 
Hoje, com os ajustes das rendas de casa empurraram os casais novos e em fase de procriação para as periferias ( consumindo a gasolina cara que não temos) e dando a esta gente um stress diário que lhes abalará a saúde não tarda. O resultado é o que temos hoje. 

Um País de terceiro mundo, com rendimentos que deveriam corar de vergonha aqueles que dizem que 505 euros é um rendimento para sermos competitivos. 

Será que vamos competir contra a malga de arroz dos chineses? Depois chegaram as hecatombes dos bancos. 

Foi bom enquanto havia a especulação e o aumento da bolha. Só que a bolha rebentou e os bancos ficaram com as criancinhas que tinham criado nos braços e, desgraçadamente para eles, também falidos. 

Crédito à maluca - foi o que saiu das cabeças loucas dos banqueiros. E lá veio o governo taxar os reformados e os funcionários públicos e apontando-os como os causadores da crise por viverem acima das suas posses. 
Estou a pensar quantos séculos um trabalhador de ordenado mínimo terá que trabalhar ( sem comer!) para comprar um “Jaguar”. E é esta miserável situação que o Passos vai legar ao António não tardará muito. 

Uma dívida impagável, um País na miséria, uns tantos com uma pipa de massa nas off-shores. Uns lambe-botas nas televisões a servir de virgens estrupadas. 

Uns jornais a limpar a sujidade de uns poucos grupos económicos sobreviventes e com sedes na Holanda ou algures. Os partidos do centrão completamente dependentes dos grupos financeiros. Será que temos alguma saída? 

Será que alguém tem a receita certa? Se a tiverem eu quero ver. Estou como o outro que dizia: não sei por onde é o caminho mas sei que não vou por aí! 

Antonio Raposo
Lisboa. 2014. Outubro. 03

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Claro que foi uma derrota amarga. Por valores concludentes. Mas também não é caso para o Tozé Seguro desaparecer. Se for este o caso vai cair nas apostrofes com que mimoseamos os politicos da direita actual. Lembram-se dos briefings do Lomba. Afinal nunca mais se ouviu falar dele.

Claro que foi uma derrota amarga. 
Por valores concludentes. 
Mas também não é caso para o Tozé Seguro desaparecer. 
Se for este o caso vai cair nas apostrofes com que mimoseamos os politicos da direita actual. Lembram-se dos briefings do Lomba. 
Afinal nunca maias se ouviu falar dele. 

Diz-se que era uma máxima de Salazar que terá aconselhado um jovem político ambicioso dizendo-lhe que se quisesse ser um político de sucesso que se fizesse morto. Há por aí muita gente que usa esta a estratégia de nada fazer e de desaparecer para melhorar a sua imagem. Basta consultarmos as sondagens de opinião para vermos que os políticos que menos fazem os que são melhor vistos pelos eleitores. 

 Não me admiraria mesmo nada que se perguntarem aos portugueses qual é o melhor secretário de Estado deste governo, de entre os poucos que são conhecidos, a escolha ia para o Lomba, foi nomeado, deu a barracada dos brienfings e desde então parece que o Maduro o meteu em coma induzido até ao fim do mandato. 
Aliás, neste momento até se fica com a impressão de que uma boa parte dos políticos de direita estão quase todos em coma induzido, se não fossem os coitados do Marques Mendes e do Marcelo Rebelo de Sousa a terem de fazer pela vida nas televisões, dir-se-ia que teriam ido todos para o Brasil. 

A justiça está parada como se isto fosse a Comuna de Paris e onde está a ministra? Desapareceu, só se deixou ver com aquele ar de noite mal passada quando foi obrigada a ir ao parlamento. 

O mesmo sucede com o Crato que deve ter decidido retirar-se para aprender a tabuada. O Opus Macedo anda desaparecido desde os mortos de Évora e só reapareceu para dizer umas baboseiras sobre a greve dos enfermeiros. 

O Passos Coelho lá vai aparecendo de vez em quando porque é obrigado e se alguém se cruzar com o Cavaco não se admire que ele apareça vestido para o Halloween. 

O único que de em vez aparece esbranquiçado superiormente é o Aguiar-Branco, que prefere dedicar-se aos brinquedos telecomandados e enquanto os seus colegas se fazem de mortos aparece a atirar drones e a comandar bóias de salvação Portugal está sem governo, os ministros despareceram, uns porque têm medo de enfrentar as consequências das suas asneiras, outros porque não querem que alguém pense que também recebiam despesas de representação da ONG da Tecnoforma, outros porque acham que o governo está sendo vítima de uma epidemia de incompetência não querem que se pense que foram contaminados. 
No meio de todo este cemitério improvisado lá está a campa de um Cavaco Silva que se esconde, não vá alguém lembrar-se de que é a mãe das Tecnoformas e da incompetência. Quando foi a última vez que viu a ministra Cristas? 

Há umas semanas atrás apareceu numa estufa de flores, provavelmente estava vendo se havia flores para tanto funeral simulado, só o Paulo porta está em regime de enterro há tanto tempo que não há florista que chegue para as suas cerimónias fúnebres. 

O espectáculo que esta direita dá ao país começa a ser degradante, barracadas na justiça, aselhices no ensino, mortes desnecessárias na saúde, aumentos temporários e miseráveis do salário mínimo. 

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

“No Palco da Saudade”. Rubrica de Salvador Santos para recordar as grandes figuras do Teatro que já desapareceram do nosso convivio. Hoje recorda-se José Cayola. É o Teatro no Bancada Directa

 “No Palco da Saudade”. 
Rubrica de Salvador Santos para recordar as grandes figuras do Teatro que já desapareceram do nosso convivio. 
Hoje recorda-se José Cayola. 
É o Teatro no Bancada Directa 

“No Palco da Saudade” 
Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto)

JOSÉ CAYOLLA 

No período que se seguiu à Revolução de Abril ele foi um dos guardiões do Teatro de Arte no Porto, primeiro pelo seu combate pela mudança de paradigmas na relação da cena com os públicos e depois enquanto responsável pelo antigo ANCA-Auditório Nacional Carlos Alberto, onde acolheu e suscitou a criação de algumas das propostas cénicas mais arrojadas e inovadoras desse tempo, numa altura em os velhos Rivoli e São João estavam quase completamente afastados das artes de palco. 

Antes disso ele tinha sido um dos espíritos mais inconformados com os caminhos traçados pelo teatro em Portugal nos últimos anos da ditadura salazarista, juntando a sua voz a um imenso coro de gente das artes que se batia por uma cultura livre e independente. 
"O Principe Feliz" Conto de Oscar Willde que foi o primeiro trabalho de encenação de José Cayolla para o Teatro Experimental do Porto, sob a direcção de Antonio Pedro

A iniciação de José Cayolla à Arte de Talma ocorreu nos finais da década de 1950, ao inscrever-se na escola de teatro do Teatro Experimental do Porto (TEP), que tinha como diretor o Mestre António Pedro, coadjuvado por Augusto Gomes, que cedo detetaram as qualidades do jovem aluno para os exigentes encargos inerentes à função de encenador, confirmadas logo no primeiro desafio a que o submeteram com a encenação de “O Príncipe Infeliz”, um conto de Oscar Wilde que ele próprio adaptou para teatro. 

Não se saiu nada mal o jovem, que mereceu os elogios de um dos críticos do Jornal de Notícias e de António Pedro, que o convidaria no ano seguinte para seu assistente numa das suas várias remontagens de “A Gota de Mel” de Léon Chancerel. A formação de José Cayolla seria completada na The Bristol Old Vic Theatre School, de Londres, uma das mais conceituadas escolas de teatro do mundo, como bolseiro da Fundação Gulbenkian. 

Interior da sala de representações do "The Bristol Old Vic Theatre School of London", por onde José Cayolla debutou

Na estadia inglesa, entre 1962 e 1964, para além de ter frequentado o curso de encenação daquela escola, onde dirigiu com distinção a peça de Garcia Lorca “Yerma”, estudou também na British Drama League orientado por William Gaskil, deu assistência a este encenador na formação de atores da Royal Shakespeare Company e do National Theatre e prestou colaboração na BBC, tendo sido ainda convidado para assistente de Gaskil no seu Laboratório Teatral em Londres, convite que foi forçado a declinar devido ao indeferimento da renovação da sua bolsa. 

De regresso a Portugal, ao Porto e a Matosinhos, onde nasceu e onde o esperavam a mulher e três filhos, José Cayolla foi olhado como um estrangeirado, um tipo pretensioso que se julgava muito importante por ter estudado em Londres. 

Mas apesar de olhado por despeito não desistiu dos seus propósitos de aplicar por cá os métodos aprendidos na Old Vic. Tentou por duas vezes criar o embrião de uma escola, primeiro no grupo de teatro Os Modestos e depois no TEP, mas sem sucesso. 

E só ao fim de muito porfiar lá conseguiu montar dois espetáculos no Porto: a ópera “Dido e Eneias” de Henry Purcell, com a Juventude Musical Portuense, e o auto “Da Arte de Bem Governar” de John Arden, levado a cena por um conjunto de atores amadores sob a égide do TEP. Mas isto era muito pouco para quem queria e merecia muito mais. 

Depois de ver o seu caminho praticamente barrado no teatro, José Cayolla optou então por procurar um emprego estável como tradutor e correspondente comercial de inglês, não deixando porém de contribuir para o crescimento das artes de palco no nosso país através de um notável trabalho junto dos grupos amadores. Montou peças e deu de formação n’ Os Plebeus Avintenses, no Teatro Universitário do Porto, na Associação Aurora da Liberdade, no Grupo Cultural Clara de Resende, entre muitas outras instituições. 

Entretanto, colaborou com a Rádio Comercial, assinando uma rubrica de crítica teatral, e desenvolveu um interessante trabalho de divulgação junto das escolas. Do seu TEP, uma das paixões da sua vida, vieram finalmente os primeiros convites. “A Peliça”, uma adaptação de O Capote de Gogol, marcou o arranque de uma relação conturbada, cheia de interregnos, de mal entendidos e de muitas incompreensões com grupo órfão de António Pedro, que levaram José Cayolla depois à encenação de espetáculos como “Woyzeck” de Georg Buckner, “Os Preços” de Jaime Salazar Sampaio ou “A Agonia do Defunto” de Esteban Navajas Cortés, entre muitos outros. 

Entretanto, envolve-se, em representação do TEP, no combate pela descentralização teatral no nosso país e integra o núcleo fundador do FITEI-Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, ao lado de Júlio Cardoso, António Reis e Estrela Novais. 
Café Majestic no Porto. Local onde José Cayolla encenou e apresentou um monólogo retirado da peça de Jonatham Swift "Os Preceitos". 1996

Sempre na primeira linha de combate por uma maior expressão do teatro a norte do país, José Cayolla esteve envolvido nos mais diversos fóruns de intervenção política, cultural e cívica, batendo-se nomeadamente por um apoio estruturante e sustentado aos grupos independentes, contra a venda do Rivoli a privados, pela transformação do Teatro São João em equipamento de serviço público e pela instalação de uma delegação do Ministério da Cultura no Porto, não deixando nunca de participar ativamente na criação de espetáculos. 

No final de 1996 encenou um monólogo retirado da peça “Os Preceitos” de Jonathan Swift, apresentado com alguma polémica no Café Majestic, que constituiu o seu último trabalho como encenador. Entretanto, em 1988, havia sido nomeado diretor do ANCA, cargo que manteria até à sua morte, ocorrida em 1998. 

Salvador Santos 
Teatro Nacional de São João. Porto 
Porto. 2014. Setembro. 29

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Bruxelas ficou incomodada com o paupérrimo aumento de 20 euros no Salário Minimo Nacional. E ainda por cima têm o desplante de dizer que este aumento é apenas temporário. Mas afinal quem manda cá na nossa terra?

Bruxelas ficou incomodada com o paupérrimo aumento de 20 euros no Salário Minimo Nacional. 
E ainda por cima têm o desplante de dizer que este aumento é apenas temporário. 
Mas afinal quem manda cá na nossa terra? 

SMN e 'mata-ratos'… 

O aumento do salário mínimo acordado entre o Governo e (alguns) parceiros sociais parece ter ‘incomodado’ Bruxelas. Não vou tecer considerações sobre a justeza desta medida (que muitos portugueses consideram tardia e exígua). 

Mas a reacção de Bruxelas, através do porta-voz do comissário europeu para os asssuntos económicos e financeiros, Simon O’Connor, é simplesmente nauseabunda . Mais uma vez invoca-se a competitividade e o emprego para justificar e impôr ou fazer reverter medidas. 

Em momento algum, nestes últimos 3 anos, Bruxelas foi capaz de se interessar e opinar sobre o empobrecimento brutal a que fomos submetidos e a destruição sistemática do País (e não só da competitividade e do emprego). 

Mas o porta-voz europeu aparece muito lampeiro a desqualificar o tímido aumento do salário minímo classificando-o como “temporário”, parecendo apostado em revertê-lo na próxima ‘acção de vigilância’ da troika, prevista para a 2ª. quinzena de Outubro . 

Para conhecimento de Bruxelas e ilustrar o próximo controlo da brigada mista (FMI/UE/BCE) seria oportuno recordar-lhes que existiram, em Portugal, há alguns anos atrás, duas marcas de cigarros baratas e populares: ‘Definitivos’ ‘Provisórios’. 
A competitividade nascente e crescente do final do século XX deu cabo de ambas… O povo chamava-lhes com a sua argúcia e premonição de: ‘mata-ratos’! 

Os cigarros foram-se (morreram) mas os ratos continuam a incomodar e visitam-nos regularmente..

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Rosa Amélia. uma mulher de armas e sempre fiel aos seus amores: o Benfica, o PS e a fé católica. Veio sozinha da Figueira da Foz para saudar Antonio Costa



Primárias do PS

Uma mulher de armas consegue sempre os seus intentos


Ponto prévio: temos cinco minutos e 47 segundos para narrar um enredo que vitoriou Costa nas primárias do PS. Mas a reviravolta deste argumento acontece no fim, quando Rosa Amélia surge para reclamar o papel de heroína (ela tem três amores: o PS, o Benfica e a sua santa Igreja). Nota para o leitor: tem de ver até ao fim para entender porque há Sophia Loren neste relato.

Fonte: Semanário Expresso


Ver o vídeo e o desenvolvimento clicando aqui http://expresso.sapo.pt/uma-mulher-de-armas-consegue-sempre-os-seus-intentos=f891443

Pequeninos no tamanho e no poderio económico, mas grandes na alma e na coragem. Alemanha derrotada sem apelo e nem agravo.

O Desporto no Bancada Directa. Portugal. Campeão Europeu de Tenis de Mesa em equipas.

Pequeninos no tamanho e no poderio económico, mas grandes na alma e na coragem. Alemanha derrotada sem apelo e nem agravo.



Os números da realidade sempre expectáveis desde o prinicipio.

Os números da realidade sempre expectáveis desde o prinicipio. 

 
 E agora tocar a unir esforços, vontades e competencias para derrotar esta direita perniciosa.

sábado, 27 de setembro de 2014

Alabardas, alabardas. Espingardas, espingardas. Isto escreveu Saramago. Eu digo que por aqui não haverá mais virgens (2) Quero lá saber da forma como ele recebeu………Só sei que qualquer verdade tem sempre uma mentira a acompanhar. Quando se trata de um mentiroso, claro!

Alabardas, alabardas. Espingardas, espimgardas. Isto escreveu Saramago. Eu digo que por aqui não haverá mais virgens (2) Quero lá saber da forma como ele recebeu………
Só sei que qualquer verdade tem sempre uma mentira a acompanhar. 
Quando se trata de um mentiroso, claro! 

Isto tudo parece conversa de chinês. Mas não é! Trata-se do filme norte americano "Doze é demais".

A verdade da mentira 

Um advogado tinha 12 filhos. 

Precisava de sair da casa onde morava e de alugar outra, mas não conseguia por causa do montão de crianças. Quando dizia que tinha 12 filhos, ninguém queria alugar, pois temiam que a criançada iria destruir a casa. 

Não podia dizer que não tinha filhos, porque não podia mentir. É que os advogados não podem mentir! Estava mesmo a desesperar, pois o prazo para mudar já estava quase no fim. 

Felizmente, porém, ocorreu-lhe uma ideia brilhante: mandou a mulher ir passear no cemitério com 11 filhos. Pegou no filho que sobrou e foi ver casas, juntamente com o agente da imobiliária. Gostou de uma e, quando o agente lhe perguntou quantos filhos tinha, respondeu que tinha 12. 

O agente indagou: 
- Onde estão os outros?! 

O advogado respondeu, com um ar muito triste: 
- Estão todos no cemitério, mais a mãe. E foi assim que conseguiu alugar uma casa sem mentir... 

Moral da história: 
Não é necessário mentir, basta escolher as palavras certas.

Alabardas, alabardas. Espingardas, espingardas. Isto escreveu Saramago. Eu digo que por aqui “não haverá mais virgens!”

Alabardas, alabardas. Espingardas, espingardas. 
Isto escreveu Saramago. 

Eu digo que por aqui “não haverá mais virgens!” 

A mim não me importa se recebeu ou não, só quero saber quanto recebeu de despesas de representação, porque as empresas com este sistema fugiam ao pagamento de salários. 

A pergunta era "recebeu ou não?" Agora, passou a ser "quanto recebeu?" 

O primeiro-ministro disse que queria esclarecer tudo no debate quinzenal, mas a oposição ficou sem saber quanto e como o ex-deputado Passos Coelho terá recebido da organização com qual admitiu ter colaborado. 

Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos. 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Regresso para votar nas primárias. No mesmo dia estarei de volta

Regresso para votar nas primárias. 
No mesmo dia estarei de volta. 
Hoje aproveito e dou uma vista de olhos sobre detalhes do que se está passando. 
E por aqui a temperatura sobe até aos 36 graus. 
Terra diferente para melhor. Gosto. Vive-se melhor 
O Governo PSD/CDS vai demonstrando que está esgotado, ora resolvendo com folhinhas de Excel o caos que apenas uma aplicação como o Citius quando funcionava poderia resolver, ora com pedidos de desculpa na vez das demissões que se vão adiando, ora com as estatísticas de um descalabro económico e social que o optimismo completamente consumido da sua propaganda e o seu exército de comentadores já não conseguem disfarçar. 

O PSD quer manter-se no poder e sabe que dificilmente o conseguirá com Pedro Passos Coelho. Que jeito daria se caísse agora. Houve denúncia anónima. 

Que jeito daria apresentar-se a eleições, deixa cá ver, por exemplo com alguém como Rui Rio no seu lugar. António Costa, o António mais bem posicionado para ganhar a corrida no PS, até fez o favor de assumir publicamente que um entendimento com o PSD de Rui Rio é uma ideia que lhe agrada muito.

E é uma ideia que com toda a certeza ainda agradará mais a Cavaco Silva, que poderá sair do seu torpor a qualquer momento. 

Não é todos os dias que surge uma oportunidade destas para insuflar uma coligação com expressão parlamentar suficiente para rever a Constituição e pulverizar o que ainda resta do que conquistámos em democracia. 

Já vimos de tudo, é impossível prever se Passos Coelho resistirá a mais esta ou não. Mas que faz sentido que caia agora, quer-me cá parecer que sim. Seria a forma mais airosa de aguentar o regime durante mais uns tempos. 

Pelo menos até que não sobre nada que valha o suficiente para alimentar a fome de poder do centrão que nos tem a saque. 
 E por aqui no dia de hoje os areais estão cheios, as pessoas andam de calções e a temperatura ronda os 36º. 

Gosto mas não esqueço Sintra

É o próprio que afirma por escrito que foi Deputado em regime de exclusividade. Logo.............

É o próprio que afirma por escrito que foi Deputado em regime de exclusividade. 
Logo.............
Isto tudo é um divertimento, porque a Procuradoria Geral da República não investiga ilicitos criminais que já tenham prescrevido



Mas esta decisão da PGR já se sabia que ia acontecer. Cumpriu-se o que está na Lei quanto a casos prescritos.

E Passos Coelho ao envolver a PGR no caso, já sabia que  era este o desfecho em perspectiva e era uma forma de atrasar a revelação da verdade que todos nós esperamos.

Se não for feita perde o próprio, perde o país e cada vez será maior a pouca credibilidade que os politicos têm

Obrigado Pela Sua Visita !