BANCADA DIRECTA

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Por isto é que ninguém esperava! O Tribunal Constitucional considerou constitucionais duas normas que muito vão agravar a vida dos portugueses. Mais duas constitucionalidades que consideramos duvidosas e sem sentido

Por isto é que ninguém esperava! 
O Tribunal Constitucional considerou constitucionais duas normas que muito vão agravar a vida dos portugueses. 
Mais duas constitucionalidades que consideramos duvidosas e sem sentido 

Apesar de, no seu artigo 13º, a Constituição da República Portuguesa proibir expressamente discriminações várias, entre elas aquelas feitas com base na idade e no grupo socioprofissional, o agravamento da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) e o aumento da contribuição dos funcionários públicos para a ADSE, ambos impostos aplicados selectivamente a reformados e funcionários públicos pela enésima vez, acabam de obter luz verde do Tribunal Constitucional. 

Os juízes envolvidos na decisão juízes voltam a demonstrar, por um lado, que são permeáveis à pressão que lhes tem sido movida pelo Governo, maioria e acólitos respectivos e, por outro, que não são propriamente um sucedâneo do protesto ou do voto, percepção errada que a passividade generalizada da grande maioria dos portugueses deixa transparecer. 

Desta vez, porém, a decisão foi conhecida horas antes do BES anunciar um resultado negativo que supera as piores expectativas: quase 3,6 mil milhões de prejuízos apenas nos primeiros seis meses deste ano, fora a parte do buraco que ainda não foi desta que conheceu a luz do dia. 
Tanto trabalho para convencer a falta de coluna vertebral dos senhores juízes do Constitucional a colaborar no agrado aos mercados e estes amanhã vão acordar nervosíssimos. "Não havia necessidade". 

E agora vai-se constatar que não vão ser os acionistas do BES a suportar os prejuízos mas sim os contribuintes. Tanto falaram do PS em beneficiar o BPN e agora vão vão cair na mesma esparrela. 

Pessoal que já adivinha que nas próximas eleições nem o Santo Antonio lhes vai valer. Vassourada……. 

E agora falemos da Constituição 

Artigo 13.º Princípio da igualdade 

1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei. 

2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual. 

Artigo 3.º Soberania e legalidade 

1. A soberania, una e indivisível, reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição. 

2. O Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática. 

3. A validade das leis e dos demais actos do Estado, das regiões autónomas, do poder local e de quaisquer outras entidades públicas depende da sua conformidade com a Constituição. 

Para que conste!..........

domingo, 3 de agosto de 2014

Mundial Brasil 2014. Terminou há 15 dias. Mas ainda vale a pena ler as reflexões do jornalista Fernando Correia sobre o mesmo. Ele escreve que são 11 contra 11 e no fim ganha a Alemanha. Isso já todos nós sabemos


Mundial Brasil 2014. 
Terminou há 15 dias. 
Mas ainda vale a pena ler as reflexões do jornalista Fernando Correia sobre o mesmo. 
Ele escreve que são 11 contra 11 e no fim ganha a Alemanha. 
Isso já todos nós sabemos 

Uma crónica do jornalista Fernando Correia


Uma vez mais cumpriu-se a tradição. E a profecia. E não há nada a fazer.

E não há porque os outros países continuam, tranquilamente, a dar força a esta máxima que terá sido criada pelos próprios alemães e que tem tanto de perigosa como de real. 

Isto porque os alemães seguem uma metodologia de trabalho que já não é de hoje e que diz respeito à sua concepção de vida 

A sua filosofia vai no sentido de dar importância aos pormenores e de não levar nada a brincar. Tudo se faz com seriedade. Tudo se faz para ganhar. 

Tudo se faz para eles serem considerados os melhores 

É por isso que foram campeões e arriscam-se, mantendo esta união e processos, a serem Campeões da Europa em 2016. 

É por isso que foram para Salvador 15 dias antes do Mundial começar e de mais de 10 dias antes com o jogo contra Portugal. 

Consideraram que tinham de se adaptar ao clima local. Por isso ganharam por 4/0, exactamente porque os portugueses andaram a passear por Óbidos, pelos Estados Unidos e por Campinas, chegando a Salvador na véspera do jogo com a Alemanha, que era reconhecidamente o mais importante. Os alemães já lá estavam 15 dias antes... 

Mas connosco a culpa morre sempre solteira, porque muitos dos que criticavam a anterior direcção da FPF, agora são eles os responsáveis e estão muito contentes com o trabalho que realizaram 

Pelo menos parece! Organização, método, consciência, equilíbrio, pessoas que pensem, competência, renovação e trabalho, é o que fundamentalmente falta aos portugueses responsáveis pelas selecções nacionais

Vamos vivendo da teimosia, dos hábitos enraizados, dos empresários, dos agentes e das planificações feitas de acordo com vários interesses escondidos ou disfarçados…. 

Enquanto for assim são onze contra onze e no fim ganha a Alemanha, o que é muito bem feito e é muito justo 

Uma derradeira nota: aquela de considerarem Leonal Messi o melhor jogador do Mundial 2014 só pode ser brincadeira.

Fernando Correia
Fernando Correia escreve no Jornal Daqui do Concelho de Mafra
Boas férias Fernando

sábado, 2 de agosto de 2014

E se de repente o virus Ébola aparecesse em Portugal? Podemos ficar descansados porque as entidades de saúde estão alerta. E temos um corpo clinico e de enfermagem excelentes


A morte de um herói. Doctor Sheik Umar Khan.Tentou lutar contra um inimigo poderoso e foi derrotado. Contagiado na Serra Leõa. Sacrificou-se em favor de uma população ameaçada pelo vírus mais mortal dos tempos que correm. Estamos a falar do vírus Èbola que grassa em grande escala na Serra Leôa e na Guiné-Conakri, ameaçando igualmente a Nigéria e a Libéria.

A morte de um herói. 
Doctor Sheik Umar Khan.
Tentou lutar contra um inimigo poderoso e foi derrotado. Contagiado na Serra Leôa. 
Sacrificou-se em favor de uma população ameaçada pelo vírus mais mortal dos tempos que correm. 
Estamos a falar do vírus Èbola que grassa em grande escala na Serra Leôa e na Guiné-Conakri, ameaçando igualmente a Nigéria e a Libéria.. 

Com a Serra Leoa e a Guiné-ConaKri a não conseguirem deter a infecção letal, a Libéria fechou fronteiras e a Nigéria teve o primeiro caso mortal. O vírus do medo abateu Umar Khan, o heróico médico responsável da luta contra o ébola na Serra Leoa. Contagiado. 


Texto anexo

O vírus do Ébola, que até segunda-feira terá matado 95 das 151 pessoas suspeitas de estarem infectadas na Guiné ConaKri, é uma doença contagiosa, sem cura nem vacina, que tem uma taxa de mortalidade de até 90%. 

O surto está a ser acompanhado "muito seriamente" pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que embora reconheça haver já casos confirmados na Libéria, sublinha que todos eles têm aparentemente origem no sudeste da Guiné ConaKri, onde tudo começou, pelo que ainda não se pode considerar uma epidemia. 

 Já a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alerta que o surto "não tem precedentes" na forma como os casos estão espalhados por locais com quilómetros de distância entre eles. 
A doença, de origem viral, tem como sintomas iniciais uma febre alta, de quase 40 graus, fraqueza intensa, fortes dores de cabeça, dores musculares e de garganta, segundo a OMS. Numa fase subsequente surgem os vómitos, a diarreia e, em alguns casos, hemorragias interna e externa. 

A febre hemorrágica de ébola, uma das doenças mais mortíferas para o homem, transmite-se os humanos através de contacto com animais infectados, incluindo chimpanzés, morcegos e antílopes, e espalha-se entre humanos através do contacto com sangue, saliva ou outros fluídos corporais infectados, bem como com ambientes contaminados.

Hoja há festa em Oleiros. Ponte da Barca. Um Festival de folclore excelente. As nossas saudações para a nossa amiga pessoal Rosa do Canto que esperamos vê-la por lá. Nós não, mas sim os seus conterrâneos.


Minhotos! Prestem atenção! Há inúmeras festas tradicionais em que vale a pena vós participardes. Eis aqui a nossa selecção das mesmas.

Minhotos! 
Prestem atenção! 
Há inúmeras festas tradicionais em que vale a pena vós participardes. 
Eis aqui a nossa selecção das mesmas.



sexta-feira, 1 de agosto de 2014

.Palestina. Siria, Libia and so on. A guerra no seu melhor. O nosso cronista Olho Vivo e Pé Ligeiro” diz de sua justiça e verbera os interesses que estão por detrás das mesmas.


A Palestina, A Siria, a Libia and so on. 
A guerra no seu melhor. 
O nosso cronista Olho Vivo e Pé Ligeiro” diz de sua justiça e verbera os interesses que estão por detrás das mesmas. 

ESTAMOS NO SEC. XXI E AS GUERRAS NÃO PARAM 


Não há dúvida que os fabricantes de armas podem ter o seu negócio garantido. 

Não há crise! Sempre se consegue arranjar um conflito aqui outro acolá para entreter os soldados e dar utilidade ao material de guerra ou seja matar seres humanos. Os interesses económicos conseguem sempre ultrapassar todas as lógicas. O que mais me admira é o “tonto” do soldado. 

Esse estúpido que hipnotizado pelos apelos da pátria e pelo toque da corneta vai a correr matar o seu irmão “inimigo” que mais não fez do que ele e o resultado é que um dos dois vai à vida…à morte mais propriamente. Que um general se excite e grite os slogans para empurrar os soldados para a frente de batalha ainda compreendo porque o general não combate: - É só “bocas”. 


E já agora que estamos em conflitos armados faz-me rir (queria dizer outra palavra) o que se passa com as grandes organizações que os países tem vindo a instituir no decorrer dos tempos, a ONU o Tribunal de Haia, a União Europeia e mil e um organismos que se criaram para actuar se e quando os interesses comerciais das grandes potências assim o decidirem. Normalmente é assim: o país tem petróleo? 

Alto aí que temos que defender os interesses….blá, blá, blá. E vai disto: bombardeamento e ocupação. A seguir venha o petróleo para a rapaziada do poder económico. Os soldados limitam-se a dar a vida. Quem dá o que tem a mais não é obrigado! A opinião pública é devidamente manipulada pelos “media” ao serviço dos interesses económicos e a coisa está arrumada. Vejam mais este conflito que agora se reacendeu entre o Hamas e os Judeus. 

Se o tiroteio fosse num grande país isto seria impensável e os “organismos internacionais “ mais os seus dirigentes, os tribunais internacionais, e outros tantos “banquimunes” estariam a condenar e a levar presos os “malandros” que eles próprios decidiram que eram. 

Não há mais paciência para assistir a isto em pleno século XXI. Depois de ter visto altos dirigentes afirmar em plena ONU que os iraquianos tinham armas de destruição massiva - que afinal era mentira - e o que sucedia era simplesmente a caça ao petróleo e nada mais. 

Ao que chegou a ONU! Mas o facto é que eles juraram a pés juntos que tinham visto as provas! E esse pessoal anda por aí e um deles foi há 40 anos um defensor da classe operária! E agora, a ver se arranja “tacho”! É por essas e por outras que prefiro ver na televisão os desenhos animados. É mais credível! 

Até breve 
“Olho Vivo e Pé Ligeiro” 
Lisboa. 2014. 08. 01

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Mais 3 administradores do BES suspensos de funções. Incompetencia foi a justificação. Até onde isto vai parar?


quarta-feira, 30 de julho de 2014

Espanha. Vejo com os meus olhos a realidade positiva do crescimento económico de “nuestros hermanos”. Enquanto que em Portugal acentua-se o marasmo, apesar do tal ministro insinuar que há um milagre económico. A realidade está na subida dos juros da nossa dívida. Em Espanha está a descer!.....

Espanha.

Vejo com os meus olhos a realidade positiva do crescimento económico de “nuestros hermanos”. 
Enquanto que em Portugal acentua-se o marasmo, apesar do tal ministro insinuar que há um milagre económico. 
A realidade está na subida dos juros da nossa dívida. 
Em Espanha está a descer!..... 

Juros da dívida portuguesa sobem, enquanto Espanha, Itália e Irlanda fixam novos mínimos 

Os juros das Obrigações do Tesouro fecharam hoje em alta no mercado secundário. Em contraste, o custo de financiamento da dívida de Espanha, Itália e Irlanda desceu para novos mínimos históricos nos prazos a cinco e a 10 anos. 
O mercado secundário da dívida fechou hoje em alta para as yields das Obrigações do Tesouro portuguesas (OT) e das obrigações reestruturadas gregas, segundo os dados de fecho da Investing.com. O que contrastou com a continuação da trajetória de descida para novos mínimos históricos para as yields das obrigações irlandesas, espanholas e italianas. 

Registou-se, também, a continuação da descida para mínimos históricos das yields das obrigações alemãs, conhecidas pela designação de Bunds e tidas como principal valor refúgio na zona euro, e para as obrigações francesas. As yields das OT no prazo de referência a 10 anos fecharam hoje em alta no mercado secundário da dívida, registando 3,59%, mais dois pontos base do que no fecho de ontem. 

Chegaram a atingir 3,61%, durante a sessão de hoje. Estes níveis estão abaixo do pico de 4% ocorrido este mês (no dia 11) aquando do auge da crise do grupo financeiro Espírito Santo, mas continuam acima dos níveis atingidos no mes anterior aquando do leilão de dívida a 10 anos em euros (realizado a 11 de junho), em que a taxa de remuneração média se situou em 3,252%. 
No prazo a dois anos, em que ontem haviam registado um mínimo histórico de 0,751%, as yields fecharam hoje subindo ligeiramente para 0,752%. Portugal foi hoje acompanhado na subida pela Grécia, cujas yields das obrigações reestruturadas a 10 anos fecharam em 5,93%, oito pontos base acima do fecho de ontem e já próximo, de novo, do patamar dos 6%. 

A crise do grupo financeiro Espírito Santo e a sua repercussão no Banco Espírito Santo voltou a estar em destaque com o impacto junto dos investidores da noticia, avançada ontem pelo Expresso Diário, de que os prejuízos podem ascender aos 3000 milhões de euros, acima dos 2,1 mil milhões estimados pelo banco, e com o adiamento da assembleia geral extraordinária marcada para esta quinta-feira. 

Na Grécia, o impacto negativo veio hoje da divulgação do relatório trimestral da Comissão do Orçamento do Parlamento apontando para a necessidade de um terceiro resgate e da continuação de problemas no sistema bancário helénico. 

Centro Comercial Gran Plaza. Avenida Ayarcun. Roquetas de Mar. Foto do mês de Junho

Nota anexa
Por aqui em Roquetas de Mar o progresso da população é um facto bem real à vista de toda a gente. Respira-se confiança em todos os extractos sociais. Africanos incluidos. A crise já passou e as pessoas têm consciência de que devem evitá-la de novo.
Gosto de saber!..... 

O Teatro no Bancada Directa. A rubrica “No Palco da Saudade”, coordenada e levada à escrita pelo nosso amigo Salvador Santos, recorda hoje a actriz Adelina Campos


O Teatro no Bancada Directa. 
A rubrica “No Palco da Saudade”, coordenada e levada à escrita pelo nosso amigo Salvador Santos, recorda hoje a actriz Adelina Campos 

“No Palco da Saudade” 
Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto) 


ADELINA CAMPOS 

Nascida em terras de Trás-os-Montes, no concelho de Vila Flor, em 1905, partiu para a grande capital muito jovem após o falecimento de sua mãe. Em casa dos familiares que a acolheram em Lisboa, ouviu falar pela primeira vez de teatro e dos actores e actrizes que dominavam a cena portuguesa, os quais só teve oportunidade de ver nos palcos já mulherzinha. Seduzida pela magia do teatro, decidiu inscrever-se no curso de arte de representar do Conservatório Nacional, onde acabaria por se formar com distinção e louvor. 

Como prémio pelo desempenho académico, foi convidada a estagiar no Teatro Nacional D. Maria II durante uma temporada, onde se estrearia com vinte e um anos na peça “As Duas Metades”, e onde conheceu o grande amor da sua vida. A actriz Adelina Campos tinha uma personalidade cativante e um sorriso doce, que não deixava indiferente quem com ela convivia ou trabalhava, o que acabaria, aliás, por encantar o ator Samwel Diniz, com quem viria a casar pouco mais de um ano depois de se conhecerem. 

Com o seu excelente porte físico e a sua melodiosa voz, ela poderia ter sido mais uma das figuras de primeira grandeza a brilhar nos palcos portugueses, mas a sua condição de esposa dedicada, preocupada com a carreira profissional do marido, foi-lhe diminuindo aos poucos as ambições, apostando em não ser mais do que uma belíssima figura secundária, daquelas que fazem brilhar os outros, com contracenas perfeitas e leais em todas as representações, dispensando quaisquer protagonismos. 

Mas não se pense que o percurso artístico de Adelina Campos foi vulgar ou pouco interessante. Nada disso. Para atestar a sua real capacidade interpretativa bastaria evocar a sua criação na peça “O Homem Que Mudou de Cor” de Reinaldo Ferreira (Repórter X), que este adaptou da sua novela “Preto e Branco”, estreada no Teatro São Luiz, em 1935. 

Dizem as crónicas da época que a actriz compôs de tal maneira a sua personagem que ofuscou os demais intérpretes que integravam o elenco daquele espectáculo, onde pontificavam artistas como Aura Abranches, Amélia Pereira, Constança Navarro ou Francisco Ribeiro (Ribeirinho). Mas já antes a actriz havia dado provas do seu real talento durante a sua estada na Companhia Teatral de Ilda Stichini. A prova do talento de Adelina Campos foi, aliás, prestada em diversos palcos, nos mais distintos géneros teatrais, ao serviço de inúmeras companhias, de onde se destacam os trabalhos realizados para as empresas lideradas por Lucília Simões, Maria Matos e, claro, Amélia Rey Colaço e Robles Monteiro. 

Na empresa concessionária do Teatro Nacional D. Maria II, onde permaneceu durante mais de catorze anos, deixou a sua marca em três espectáculos memoráveis: “Napoleão” de Paul Reynal, “Rapazes de Hoje” de Roger Ferdinand e “O Gebo e a Sombra” de Raul Brandão. Mas seria injusto não destacar igualmente as notáveis interpretações da actriz, como ingénua dramática, nas peças “Lourdes” de Alfredo Cortez e “Morgadinha de Valflor” de Pinheiro Chagas. 

Nos tempos heróicos da RTP, Adelina Campos foi presença regular nos pequenos ecrãs, quase sempre com transmissões em directo, no tempo em que a televisão pública produzia uma peça de teatro por semana e que o público conhecia os artistas pelo seu próprio nome (e não pelo nome das personagens, como acontece agora nas telenovelas), falavam deles como se pertencessem à família e iam vê-los regularmente aos teatros. 

Da década de 1960, recordamos com alguma nostalgia a sua prestação em memoráveis noites televisivas preenchidas por peças como “O Capote”, “A Rapariga do Vestido Cor de Esperança”, “A Recompensa” e “O Auto de Inês Pereira” ou com a série “Histórias da Gente Simples Cá do Meu Bairro” do actor e encenador Varela Silva. 

Uma actriz tão multifacetada e generosa como Adelina Campos não podia passar ao lado de uma carreira no cinema, tendo sido, por isso, convidada a contribuir com o seu talento para o sucesso de uma dúzia de filmes, entre eles “José de Telhado” de Armando de Miranda, “Uma Vontade Maior” de Carlos Tudela e “O Diabo Era Outro” de Constantino Esteves. 

O mesmo sucedeu na rádio, onde a sua inesquecível voz brilhou em inúmeras peças de teatro e folhetins radiofónicos, rubricas que a antiga Emissora Nacional manteve com alguma regularidade na sua grelha de programação até meados dos anos 1980. Mas eis que, de súbito, deixámos de a ouvir na rádio e de a ver no teatro e na televisão. 

E passados alguns anos chegou a notícia de que havia morrido. Mas como é que ninguém soube de nada, como é que ninguém nos deu conhecimento do falecimento de Adelina Campos a tempo de podermos prestar-lhe uma última homenagem? – questionavam-se os seus camaradas de profissão. E foi preciso porfiar muito, correr muitas capelinhas, falar com muita gente, para se descobrir que, afinal, a nossa querida actriz estava viva: vivia num lar para idosos e tinha 103 anos! 

Era a actriz mais velha dos palcos portugueses e foi por isso entrevistada no programa “Há Conversa” da RTP Memória, em jeito de homenagem. O mesmo aconteceu na sua terra natal, onde o executivo municipal tomou a decisão de dar o seu nome ao Auditório do Centro Cultural de Vila Flor. Alguns meses depois, Adelina Campos, que parecia estar apenas à espera do reconhecimento da sua gente e da sua terra, deixou-nos para sempre. 

Salvador Santos 
Teatro Nacional de São João. Porto 
Porto. 2014. Julho. 28

terça-feira, 29 de julho de 2014

A vida está difícil para o BES. Perguntamos apenas de que é que as pessoas estavam à espera? Antecipação de prejuízos de 3000 milhões de euros no primeiro semestre do BES "arrasta" PSI20. É inacreditável como é que se chegou a estes números de prejuízos……




A vida está difícil para o BES. 
Perguntamos apenas de que é que as pessoas estavam à espera? Antecipação de prejuízos de 3000 milhões de euros no primeiro semestre do BES "arrasta" PSI20. 
É inacreditável como é que se chegou a estes números de prejuízos…… 

O principal índice da bolsa de Lisboa seguia hoje de manhã a descer, mantendo a tendência da abertura, com as ações do BES a recuarem mais de 6%. 

Pelas 08:50, o PSI20 seguia a recuar 0,49%, para 6.436,59 pontos, com seis empresas a transacionarem em terreno positivo, três inalteradas e dez negativas. 

O BES era a empresa que mais perdia, com as ações a recuarem 6,45%, para 0,406 euros, depois do Banco de Portugal ter insistido na segunda-feira à noite que a "solvência do BES e a segurança dos fundos confiados ao banco estão asseguradas", recordando que há soluções para fazer face a eventuais resultados negativos do 1.º semestre do ano. 

Durante a tarde de segunda-feira, o Expresso Diário avançou com a possibilidade de os prejuízos do BES ascenderem a 3 mil milhões de euros no primeiro semestre deste ano, mais do que a almofada financeira de 2,1 mil milhões anunciada pela instituição que foi liderada durante duas décadas por Ricardo Salgado. 

Em resposta a esta notícia, o Banco de Portugal (BdP) enviou à noite um esclarecimento, no qual refere que, "caso venha efectivamente a verificar-se qualquer insuficiência da actual almofada de capital, o interesse demonstrado por diversas entidades em assumirem uma posição de referência no BES indicia que é realizável uma solução privada para reforçar o capital". 

A divulgação dos resultados do BES no 1.º semestre de 2014 vai ser feita na quarta-feira

segunda-feira, 28 de julho de 2014

A nossa família actua como que estando “a brincar aos pobrezinhos”. Mal sabia este membro da família Espírito Santo, que passado um ano, o património da família estava todo de cangalhas.E de falências concretas....(2)


Herdade da Comporta (activos da familia Espirito Santo)
(onde os membros da família Espirito Santo, quando vinham para aqui passar férias, diziam que estavam a brincar aos pobrezinhos. A Herdade da Comporta tem uma área de 12,5 mil hectares (área cultivada de arroz, 1 100 hectares e produz também: vinho, milho, batata-doce e curgetes). 
A parte florestal tem uma área de 7 100 hectares de pinheiros e carvalhos. Existe um projecto imobiliário e turístico.

A nossa família actua como que estando “a brincar aos pobrezinhos”. 
Mal sabia este membro da família Espírito Santos, que passado um ano, o património da família estava todo de cangalhas. 
E de falências concretas.....


«Há precisamente um ano, numa entrevista, referindo-se às suas férias de Verão, na Herdade da Comporta, dizia Cristina Espírito Santo premonitoriamente: "É como brincar aos pobrezinhos." Não vai, certamente, ficar "pobrezinha", mas a família levou o Grupo Espírito Santo à falência.


2ª parte do texto

Responderão os aficionados neoliberais: as decisões das empresas privadas não prejudicam o Estado, nem os contribuintes, mas apenas os accionistas. Este argumento é, pelos vistos, falacioso, sobretudo depois das consequências da presente crise europeia. 

Grande parte deste nosso mundo empresarial privado "abastece-se" nos depósitos do Estado, com o dinheiro dos contribuintes, seja nas rendas pagas às empresas de energia, seja nas PPP, seja nos contratos swap e em muitas outras formas de sugar o erário público. 

As consequências para os contribuintes da gigantesca fraude da "gestão privada" do BPN é o exemplo mais dramático que caiu em cima dos portugueses, mas não é o único. 

No emaranhado deste "maravilhoso mundo novo" ainda sobram para os contribuintes as fraudes fiscais e os branqueamentos de capitais, os milhões e milhões de euros que se escapam aos impostos através de "malas cheias de dinheiro entregues no balcão do cambista Zé das Medalhas". 
Casa de praia da família Espírito Santo. Praia de Santa Marta, muito pertinho do farol com o mesmo nome. Cascais

Ou em qualquer uma offshore no Panamá. Afinal, o que está à vista é que esta obsessão ideológica pela redução do papel do Estado esconde, sob diversas formas, um tenebroso mundo de favorecimento e enriquecimento de uns quantos à custa do empobrecimento da maioria dos portugueses. 

O que se está a passar deveria servir para lançar uma discussão pública sobre as intenções deste ou de outro governo em privatizar o que ainda resta na saúde, na educação, na segurança social e no sistema de reformas. Se não atalharmos este caminho, se deixarmos que o Estado se demita das suas funções sociais, a maioria será cada vez mais pobre e a uma dúzia de famílias cada vez mais ricas. 

E não é por serem capazes de gerir melhor as empresas do que o Estado. É apenas porque beneficiam de uma protecção do Estado vedada ao resto dos cidadãos.»

A nossa família actua como que estando “a brincar aos pobrezinhos”. Mal sabia este membro da família Espírito Santo, que passado um ano, o património da família estava todo de cangalhas (1)


Herdade da Comporta (activos da familia Espirito Santo)
(onde os membros da família Espirito Santo, quando vinham para aqui passar férias, diziam que estavam a brincar aos pobrezinhos. A Herdade da Comporta tem uma área de 12,5 mil hectares (área cultivada de arroz, 1 100 hectares e produz também: vinho, milho, batata-doce e curgetes). 
A parte florestal tem uma área de 7 100 hectares de pinheiros e carvalhos. Existe um projecto imobiliário e turístico.

A nossa família actua como que estando “a brincar aos pobrezinhos”. 
Mal sabia este membro da família Espírito Santos, que passado um ano, o património da família estava todo de cangalhas. E de falências concretas.....

A vaidade elevada ao seu mais alto valor exponencial. De estupidez e mau gosto, claro!

«Há precisamente um ano, numa entrevista, referindo-se às suas férias de Verão, na Herdade da Comporta, dizia Cristina Espírito Santo premonitoriamente: "É como brincar aos pobrezinhos." Não vai, certamente, ficar "pobrezinha", mas a família levou o Grupo Espírito Santo à falência. 

Os pedidos judiciais de protecção contra credores servem apenas para realizar um funeral ordenado, em vez do vasto conjunto de empresas do grupo ser atirado para a vala comum. Quanto ao BES ainda está por saber qual a dimensão da exposição ao poço sem fundo em que o Grupo se transformou. Daí dependendo se será ou não engolido nesta voragem.

A falência do Grupo Espírito Santo, cujos interesses se espalham por múltiplos sectores de actividade económica e financeira, desde a saúde ao turismo, do imobiliário aos diamantes, da construção civil às obras públicas, levanta a dúvida sobre a sacrossanta tese neoliberal, segundo a qual "os privados estão mais vocacionados e são mais competentes para gerir as empresas do que o Estado". 


 Outro elemento do clã Espirito Santo afinava pelo mesmo diapasão da vaidade pirosa

Esta tese, que parece ter pés de barro, tem levado à última sanha de privatizações, muitas vezes de empresas do Estado que apresentavam lucros, como os CTT ou a ANA. Até a Caixa Geral de Depósitos esteve nesta lista de património público a passar para as mãos da "iniciativa privada". Nem sequer o argumento segundo o qual a gestão das empresas nacionalizadas fica nas mãos dos "amigos políticos" do partido que está no governo, incompetentes para o desempenho do cargo e quase sempre permeáveis a uma gestão "de amiguismo e governamentalizada" – o que tem sido, em regra, verdade – serve para sustentar o "direito natural" de boa gestão dos privados. 

O que conhecemos é suficiente para perceber a "rede de amiguismo" que sustentou a decisão da administração da PT, uma empresa privada, em comprar quase 900 milhões de euros de "papel comercial" do Grupo Espírito Santo, três meses antes da falência, sabendo os responsáveis que estavam a atirar aquele dinheiro para uma fogueira. 

Voltaremos a este tema amanhã

domingo, 27 de julho de 2014

Falar oralmente. Uma tirada que nos faz lembrar as tropelias gramaticais do Venerando Américo Thomaz de tão má memória. Os nossos leitores já viram alguém falar que não fosse de forma oral?

É Cavaco no seu melhor! 
É da praxe que quem se mete em ciências esquece-se normalmente do português!.......

O meu Domingo musical. É um pretexto para me esquecer das atrocidades que os imperialistas provocam neste mundo cruel e onde os inocentes são aqueles que mais sofrem as consequencias. É o Grupo Folclórico das Terras da Nóbrega




Ponte da Barca, um paraíso escondido no interior do Alto-Minho. 

Ponte da Barca, em pleno coração do Alto Minho deve o seu topónimo à "barca" que fazia a ligação entre as duas margens, e é a "ponte" construída em meados do séc. XV que lhe vai dar o nome de S. João de Ponte da Barca (1450). 

O topónimo Ponte da Barca aparece pela primeira vez nas "inquirições" de 1220, sendo antes conhecida pelo nome de Terra da Nóbrega (ou Anóbrega). Mas já em 1050 se mencionaria um ponto de passagem da "Barca" no cruzamento da via dos peregrinos que, de Braga, demandavam a Santiago ou que, da Ribeira Lima, se dirigiam a Orense, por Lindoso. É vila sede de concelho, com cerca de 1500 habitantes, cujo foral, concedido por D.Manuel, remonta a 1513. 

Terra rica, fidalga, de feição arejada, as Terras da Nobrega viram poetas da paisagem, das fontes e da saudade limianas. 


Mas Ponte da Barca, também, vila morena, de granito talhada, cheia de construções apalaçadas com capelas e muros fronteiros, ameados e brasonados do séc. XVI e XVII, os Paços do Concelho, o Pelourinho, o Abrigo Porticado, a Matriz dedicada a S. João Baptista e com risco de Vilalobos. 

E ao lado de todo este espólio histórico/monumental, em plena harmonia de linhas e cérceas, uma vila nova a cheirar a progresso, uma Ponte da Barca atractiva e moderna. 

sábado, 26 de julho de 2014

Sport Lisboa e Benfica. Época de 2014/2015. É verdade que saíram bons jogadores, mas a formação de uma nova equipa para ser campeã está no bom caminho



Bebé. 
Veio do Manchester United

Eliseu
Veio do Malaga

Candeias
Veio do Nacional

Derley
Veio do Maritimo

Por estas terras minhotas. A nossa selecção das festas e eventos que por aqui vão aparecer




Obrigado Pela Sua Visita !