BANCADA DIRECTA

quarta-feira, 23 de julho de 2014

“No Palco da Saudade” é uma rubrica de Salvador Santos e hoje recorda quem foi a actriz Alda Rodrigues. É o Teatro no Bancada Directa

“No Palco da Saudade” é uma rubrica de Salvador Santos e hoje recorda quem foi a actriz Alda Rodrigues. É o Teatro no Bancada Directa 

“No Palco da Saudade” 
 Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto) 

ALDA RODRIGUES 

Cinco cidades marcaram o percurso desta encantadora e inesquecível Senhora dos nossos palcos, que hoje recordamos com a saudade imensa de quem sempre lhe dedicou respeito e a máxima admiração como profissional e mulher: 

Santarém, onde nasceu e aprendeu as primeiras letras; Lisboa, onde se formou e se iniciou na representação teatral; Porto, onde se fez verdadeiramente actriz; Matosinhos, onde se tornou mãe amantíssima e esposa dedicada de um homem de enorme carácter, íntegro e fiel aos seus princípios e convicções; e Luanda, onde se exilou para acompanhar o amor da sua vida, não deixando nunca de se manter atenta ao evoluir do teatro no nosso país, ao mesmo tempo que ia lançando sementes de paixão pela Arte de Talma naquela terra. 

Peça de teatro "Grande Paz". (trilogia da Guerra - 2ª parte). Alda Rodrigues interpretou o papel de "mulher". Encenação de Luís Miguel Cintra. Teatro do Bairro Alto. 1987. 11. 21.

Com apenas onze anos, Alda Rodrigues deixou a sua cidade-berço pelos braços de sua mãe rumo à capital, onde o pai cumpria um novo desafio profissional. Nessa altura, já o teatro preenchia os seus sonhos de menina pelo que ouvia em casa. Mas teve de esperar pelos catorze anos (idade mínima de admissão) para ingressar no curso de arte de representar do Conservatório Nacional, certa de que sem uma formação base nunca atingiria o patamar de excelência que impunha a si própria como exigência em tudo o que fazia. 

Paralelamente aos estudos foi experimentando o palco da Sociedade Guilherme Coussul, onde despertou a atenção dos atores profissionais que por lá haviam dado os primeiros passos e tinham por hábito assistir às récitas daquele grupo amador. Ainda antes de concluir o curso do Conservatório, Alda Rodrigues passou uma temporada pelo Teatro do Gerifalto, grupo criado em Dezembro de 1956 e dirigido pelo poeta António Manuel Couto Viana, onde começou por interpretar uma personagem secundária da peça “A Ilha do Tesouro” de Goulard Nogueira, baseada no romance de Robert Louis Stevenson. Seguiram-se outros espectáculos para a infância naquela mesma companhia, que tinha então por palco de representações o Teatro da Trindade, onde o Mestre António Pedro a descobriu. O Teatro Experimental do Porto (TEP) tinha já quatro anos de trabalho sob a sua direção e preparava-se para virar a página para a profissionalização. 

E aquela jovem actriz vinha mesmo a calhar para o futuro do TEP. Em Julho de 1957, Alda Rodrigues terminou o curso de arte de representar e poucos meses depois já estava a ensaiar na cidade Invicta a primeira peça de um jovem dramaturgo, escalabitano como ela, que havia de subir a cena em estreia absoluta no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, no dia 23 de Novembro de 1957: “A Promessa” de Bernardo Santareno. O espectáculo foi um dos maiores sucessos do TEP e um dos que maior polémica gerou, por força da pressão exercida por um padre local junto dos sectores mais conservadores da sociedade ao considerar que a peça atentava contra os valores da Igreja. 

Só que tal atitude teve o efeito contrário ao desejado pelo pároco, já que o escândalo acabou por contribuir enormemente para o êxito daquela produção. Este casamento de Alda Rodrigues com o TEP durou dezassete anos, durante os quais criou personagens inesquecíveis para espectáculos que ficarão para sempre na história do teatro em Portugal. 

Entre eles, está naturalmente “O Barbeiro de Sevilha” de Beaumarchais, com encenação de Glória de Matos e Francisco Batista Russo, que estreou no Porto e percorreu depois várias cidades do país com enorme sucesso, assim como “Gorgónio” de Tullio Pinelli, que interpretou sob a direção de Paulo Renato, ou “A Desconhecida de Arras” de Armand Salacrou, onde foi dirigida por Luís Tito, ou ainda “Moratória” de Jorge Andrade, que marcou a sua estreia como encenadora, função que ela também assumiu em dois espectáculos para a infância com produção do TEP. 

Durante a sua estada no TEP, Alda Rodrigues conheceu o amor da sua vida, José Campelo de Sousa, um matosinhense de gema, ator e amante das artes, que a desposou e a fez feliz. Na casa do casal, em Matosinhos, onde a família se foi desenvolvendo e crescendo, respirava-se alegria, amor e harmonia, num ambiente carregado de livros, belíssimos quadros e música. 

Administrador de uma grande empresa, o homem da casa assumiu um lugar que o obrigava a fixar-se em Angola. E lá foi com ele a actriz, sem que deixasse de lado o teatro. Em Luanda, ajudou a fundar o Clube de Teatro de Angola, que contou com a colaboração de personalidades marcantes do meio cultural local, a que se juntariam os actores Guerra e Silva e Jayme Valverde e, claro, o Zé Campelo. Com a independência de Angola, Alda Rodrigues voltou para Portugal, fixando residência em Lisboa. 

E passado pouco tempo, em 1979, ei-la de regresso aos palcos no Teatro da Cornucópia para representar “Paragens Mais Remotas Que Estas Terras” (cenas cómicas de Plauto), a que se seguiram participações em espectáculos memoráveis daquela prestigiada companhia, como “O Labirinto de Creta” (textos de Gil Vicente, Goethe e Brecht), “A Mulher do Campo” de William Wycherley ou “As Três Irmãs” de Tchekhov. 

A morte haveria de a surpreender aos 49 anos, em 1988, quando utilizava um dos transportes públicos da capital, terminando abruptamente a vida de uma mulher e actriz de referência para todos nós. Na Cornucópia, onde estava a fazer o “Auto da Feira” de Gil Vicente, seria substituída por uma actriz que também serviu o TEP, Márcia Breia.

Salvador Santos 
Teatro Nacional de São João. Porto 
Porto. 2014. 07. 23 

terça-feira, 22 de julho de 2014

Férias no Algarve. Umas praias para privilegiados. Claro que só para alguns. A crise é a responsável. Melhores tempos virão!

Não conheço muito bem o Algarve, com excepção do sotavento. Desde Vila Real de Santo Antonio, passando por Monte Gordo até à Praia Verde passei lá muito tempo. Camping, claro!

Dizem-me que por "altura" da Manta Rota ou Cacela, ou muito perto por ali, já há veraneantes na praia a descansar à espera dos habituais colegas.

Os habituais que a "gente" não gosta e nem tolera


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Ser-se reformado é uma ofensa para os experts da nossa praça! Chega-se apenas a uma conclusão: é uma pura cretinice!.......

Chega-se apenas a uma conclusão: é uma pura cretinice!.......

«1. Na quarta-feira passada fiquei a saber que os reformados e aposentados não podem exercer qualquer tipo de funções públicas. E não, não se está a falar apenas de cargos executivos ou similares. 

Um homem, com quarenta anos de experiência na área dos serviços florestais, não pode integrar uma comissão estatal para estudar os problemas do sector; uma mulher, que toda a vida tenha trabalhado no Serviço Nacional de Saúde, não pode transmitir os seus conhecimentos a quem está agora encarregue de uma qualquer pasta da actividade; um gestor público aposentado está proibido de dar uma conferência numa universidade pública; um ex-quadro de um banco ligado ao Estado não pode ter um programa de patinagem artística na RTP. 
Não, nada tem que ver com os problemas financeiros que o Estado português tem: os aposentados ou reformados não podem, pura e simplesmente, exercer qualquer tipo de funções em organismos ligados a entidades públicas, sejam pagas ou pro bono. Muito excepcionalmente, e se forem autorizados pelo ministro das Finanças, podem fazê-lo e, mesmo assim, as pessoas ficam desde logo impedidas de receber a reforma. 

Ou seja, para trabalharem de borla, têm de prescindir da sua reforma... Não, não há qualquer tipo de engano. Como, provavelmente, o caro leitor, eu também não fazia ideia desta profunda infelicidade e fui para ela alertado por Bagão Félix, no seu espaço de opinião na SIC Notícias - cuja opinião subscrevo e aplaudo. A aberração consta da Lei 11/2014 de 6 de Março - diz muito sobre os nossos media e a oposição ela ter passado despercebida. 

O anterior diploma, sobre o mesmo assunto, já proibia a remuneração por trabalho, o que já de si era uma infâmia. Um cidadão trabalharia meses a fio, ou semanas, ou o tempo que fosse, a preparar um qualquer documento ou estudo e nada receberia. É assim uma espécie de comunismo 3.0: o trabalho para o Estado tem de ser gratuito, os indivíduos não interessam, o colectivo é tudo. Em frente, demos de barato que a crise justifica tudo, até termos idiotas funcionais ou patetas deslumbrados a fazer leis. 

Afinal a questão - ficámos desde dia 6 de Março esclarecidos, sabendo que até de borla os reformados e aposentados não podem trabalhar para nada que cheire sequer a Estado - nada tem que ver com os já referidos actuais problemas financeiros do Estado português. Temos assim duas opções: ou achamos que os representantes dos cidadãos, que fizeram e aprovaram esta lei, e o Presidente da República que a promulgou, tiveram um momento de pura cretinice ou pensamos que há aqui um pensamento. 

A segunda hipótese, que com boa vontade apelido de pensamento, partirá do princípio de que um reformado ou aposentado é um peso morto para a comunidade. Nenhuma da sua experiência, do seu trabalho de décadas em prol do bem comum (esse estranhíssimo conceito para quem nos governa) pode ser aproveitado pelas mais diversas organizações ligadas ao Estado, que deve ser até criado um cordão de sanidade entre esses inúteis e a coisa pública. 


Talvez isto venha no seguimento de uma mentalidade, para aí promovida por uns miúdos que conhecem o mundo através de umas badanas de livros e que nunca saíram do conforto de uma escola qualquer, que afirma que foram os mais velhos, esses bandalhos que agora nos roubam o dinheiro em forma de reformas e pensões, a pôr em causa os seus empregos e os seus direitos. 

Talvez haja um plano para suprimir uma geração inteira, uns velhos que têm o descaramento de pedir o que lhes é de direito. Talvez haja quem pense que uma comunidade pode subsistir e prosperar sem a desejável transmissão de experiências, dos ensinamentos das vitórias e das derrotas. Que bela comunidade querem construir, ou melhor, será que percebem sequer a ideia de comunidade? 

2. A lei acima referida pode, através de um olhar radiosamente optimista, ser considerada apenas um disparate. Já a marcação, em segredo, de um exame aos professores para dali a cinco dias, com o objectivo de evitar qualquer tipo de reacção da classe e pondo em causa as vidas das pessoas, é um ato evidentemente nojento, indigno de um governo e desrespeitador dos mais básicos direitos. Em qualquer democracia minimamente madura, um ministro que se atrevesse a fazer uma coisa destas era imediatamente posto fora do Governo, mas, de facto, já se ultrapassaram todos os limites.» – Pedro Marques Lopes, no DN. 

3. Uma médica do hospital do Barlavento Algarvio foi submetida a um processo de averiguações, por parte da administração hospitalar, por ter informado um doente de que não tinha instrumentos necessários para realizar uma biópsia, segundo a Ordem dos Médicos (OM). Numa conferência de imprensa, terça-feira passada, em Lisboa, o Conselho Regional do Sul da OM expôs alguns casos do que considera serem "pressões sobre os profissionais de saúde" para não divulgarem problemas ou situações que se passam nos hospitais. 

A acção serviu ainda para apresentar um "quadro negro" na região: a OM estima que faltem no Algarve mais de 250 clínicos e teme problemas de acesso à saúde durante o Verão, lembrando que, nesta altura do ano, a população da região triplica

 Bancada Directa / O País do Burro ( agradecimentos)

Por terras do Alto Minho. Toda a beleza do Rio Minho num evento desportivo da Melgaço Radical. Toda a adrenalina da canoagem com a segurança assegurada

Por terras do Alto Minho. 
Toda a beleza do Rio Minho num evento desportivo da Melgaço Radical. 

Toda a adrenalina da canoagem com a segurança assegurada

Os nossos agradecimentos à Melgaço Radical pela informação personalizada

domingo, 20 de julho de 2014

Eu vou apenas por poucos dias e volto já para admirar nestas noites de verano as vossas danzas. São um espectáculo de beleza, cor e arte



O meu Domingo musical, enquanto regresso a casa para estar cá apenas uns dias. Costuma-se dizer que com as cenouras faz-se tudo. Mas um clarinete é obra!......

sábado, 19 de julho de 2014

Por estas terras do Minho. Nesta altura do ano as festas tradicionais estão no seu ponto alto!

Por estas terras do Minho. 


Nesta altura do ano as festas tradicionais estão no seu ponto alto!
Aqui mostramos a nossa selecção de eventos
GACAICOFOLIA ANIMA ESPOSENDE

Esposende leva a efeito a "Galaicofoia, 2000 anos de festa!", a realizar-se de 25 a 27 de julho, no castro de S. Lourenço Vila Chã.

A “Galaicofolia” é um evento cultural, de lazer e entretenimento promovido pela Câmara Municipal de Esposende com o objetivo principal de afirmar e divulgar o património de Esposende, integrado nas políticas de desenvolvimentos do concelho.

Animação, concertos, gastronomia de época, queimada galaica, recriações que nos transportarão aos nossos antepassados, contacto com o património e a natureza.

Os mais pequenos poderão divertir-se no espaço “Caturo” especialmente pensado para eles, e o ar encher-se-á com magia do tempo passado entre amigos e familiares!

Mais informações em: www.galaicofolia.com

Entrada livre

Portugal: é este o país que temos! Se não mudarmos o rumo este caminho leva-nos a uma pobreza extrema.


Portugal: é este o país que temos! 
Se não mudarmos o rumo este caminho leva-nos a uma pobreza extrema. «(...) 
O país está numa encruzilhada: ou continua o caminho da dependência e da pobreza ou muda o rumo. 

 No primeiro caso, continuará à mercê dos agiotas internacionais que têm tido nos Governos portugueses os seus mandatários para gerirem o país de acordo com os mandantes. A austeridade irá ser o eixo da governação: punir os de baixo para que os de cima se tornem ainda mais ricos. 

Virá, sem dúvida, o reino da pobreza. Uma sorte de punição por ter acreditado numa vida com direitos. O país tornar-se-á “competitivo” com base em salários e nível de vida baixos e ocupando na UE um lugar subalterno. As multinacionais cairão no país para lhe sacar as suas riquezas. 

As reformas laborais irão continuar provavelmente até ao dia em que não haja limite para as grandes empregadoras: fim dos horários de trabalho, do salário mínimo, redução das férias, termo à contratação colectiva… Portugal será aquilo que a UE e os seus credores querem que ele seja. A vontade dos portugueses pouco contará, salvo se tiverem a coragem de mudar o rumo. 

E, se a tiverem, irão seguramente travar um imenso debate acerca do futuro do país no euro: a moeda única ajuda ou afunda-nos? É plausível que um pequeno país periférico venha a receber ajuda suficiente da UE para recuperar dos seus atrasos ou esses atrasos agravar-se-ão? 

E se sair do euro quais os problemas que surgirão? O país tem força para os enfrentar? E que perspectiva abre o regresso ao escudo? (...)»» 

Domingos Lopes. 
Fonte: Jornal “Publico” 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Mas afinal onde para a massa? Melhor, o que é que fizeram ao dinheiro? O nosso cronista “Olho Vivo e Pé Ligeiro” põe as questões em aberto e diz de sua justiça……


Mas afinal onde para a massa? 
Melhor, o que é que fizeram ao dinheiro? 
O nosso cronista “Olho Vivo e Pé Ligeiro” põe as questões em aberto e diz de sua justiça…… 

ALGUÉM ME PODE EXPLICAR ONDE PÁRA A MASSA DO GRUPO ESPÍRITO SANTO? 


Por muito que me tentem explicar não posso entender onde se escondeu o dinheiro do grupo espírito santo. 

Não é um grupo como o do BPN que sabemos que serviu a amigos que não tinham crédito e que acabaram tendo e gastando até que chegou o momento das contas e ninguém tinha como pagar a ninguém. 

Aí (graças a um iminente político do PS) a resposta foi nacionalizar o banco e com isso fazer pagar a 10 milhões de portugueses os desvarios de alguns. Se alguém ainda não agradeceu ao PS tamanha oferta, aqui estou eu a fazê-lo. Mas não é desse “porta-aviões” que eu estou a falar. Estou a falar de um grupo económico sólido. 

Que sempre viveu dos favores do Estado, encostado ao Estado e a trocar favores com o Estado, sempre embolsando milhões no decorrer de anos e anos, e mais recentemente após o 25 de Abril, com as fortunas repostas aos antigos donos, e trocando gestores às dezenas entre vos interesses do Banco e os governos PS-PSD-CDS que sempre serviram e foram servidos, 


Um grupo económico quiçá o maior do País, coleccionando terras, colheitas, hotéis, seguradoras,hospitais,auto-estradas, alargando-se às antigas colónias, América Latina, Europa, onde nunca se ouviu falar de resultados negativos, de repente e sem avisar ninguém, acaba nas ruas da desgraça? Para onde foi o dinheiro? Alguém me pode explicar? 

Tenho que acreditar em bruxas e pensar que tudo se desmoronou graças à má gestão do Sr. Ricardo? Então e os outros elementos dos conselhos de administração nunca acharam que a casa estava a arder? Não cheirou o fumo dos relatórios da gestão ? 

Um abraço para os meus caríssimos leitores 
Olho Vivo e Pé Ligeiro 
Lisboa ( provavelmente “en vacances” no Algarve) 2014. Julho. 19

quinta-feira, 17 de julho de 2014

A crise no BES. Vale a pena ler o que escreveu quem sabe do assunto. Eis a crónica do antes e agora de Ana Gomes. É tudo um espanto de como esta situação foi possível!

É sempre bom ouvir/ler outras vozes... 

Por Ana Gomes 

Eu proponho voltarmos a 6 de Abril de 2011 e revisitarmos o filme do Primeiro Ministro José Sócrates, qual animal feroz encostado as tábuas, forçado a pedir o resgate financeiro. 

Há um matador principal nesse filme da banca a tourear o poder político, a democracia, o Estado: Ricardo Salgado, CEO do BES e do Grupo que o detém e controla, o GES - Grupo Espírito Santo. 

O mesmo banqueiro que, em Maio de 2011, elogiava a vinda da Troika como oportunidade para reformar Portugal, mas recusava a necessidade de o seu Banco recorrer ao financiamento que a Troika destinava à salvação da banca portuguesa. 

A maioria dos comentaristas que se arvoram em especialistas económicos passou o tempo, desde então, a ajudar a propalar a mentira de que a banca portuguesa - ao contrário da de outros países - não tinha problemas, estava saudável (BPN e BPP eram apenas casos de polícia ou quando muito falha da regulação, BCP era vítima de guerra intestina: enfim, excepções que confirmavam a regra!). Mas revelações recentes sobre o maior dos grupos bancários portugueses, o Grupo Espírito Santo, confirmam que fraude e criminalidade financeira não eram excepção: eram - e são - regra do sistema, da economia de casino em que continuamos a viver. 

Essas revelações confirmam também o que toda a gente sabia - que o banqueiro Salgado não queria financiamento do resgate para não ter que abrir as contas do Banco e do Grupo que o controla à supervisão pelo Estado - esse Estado na mão de governantes tão atreitos a recorrer ao GES/BES para contratos ruinosos contra o próprio Estado, das PPPs aos swaps, das herdades sem sobreiros a submarinos e outros contratos de defesa corruptos, à subconcessao dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. 
À conta de tudo isso e de mecenato eficiente para capturar políticos - por exemplo, a sabática em Washington paga ao Dr. Durão Barroso - Ricardo Salgado grangeou na banca o cognome do DDT, o Dono De Tudo isto, e conseguiu paralisar tentativas de investigação judicial - sobre os casos dos Submarinos, Furacão e Monte Branco, etc.. e até recorrer sistematicamente a amnistias fiscais oferecidas pelos governos para regularizar capitais que esquecera ter parqueado na Suíça, continuando tranquilamente CEO do BES, sem que Banco de Portugal e CMVM pestanejassem sequer... Mas a mudança de regras dos rácios bancários e da respectiva supervisão - determinados por pressão e co-decisão do Parlamento Europeu - obrigaram o Banco de Portugal a ter mesmo de ir preventivamente analisar as contas do BES/GES. 

A contragosto, claro, e com muito jeitinho - basta ver que, para o efeito, o Banco de Portugal, apesar de enxameado de crânios pagos a peso de ouro, foi contratar (cabe saber quanto mais pagamos nós, contribuintes) uma consultora de auditoria, a KPMG - por acaso, uma empresa farta de ser condenada e multada nos EUA, no Reino Unido e noutros países por violações dos deveres de auditoria e outros crimes financeiros e, por acaso, uma empresa contratada pelo próprio BES desde 2004 para lhe fazer auditoria... 

Mas a borrasca era tão grossa, que nem mesmo a KPMG podia dar-se ao luxo de encobrir: primeiro vieram notícias da fraude monstruosa do GES/BES/ESCOM no BESA de Angola, o "BPN tropical", que o Governo angolano cobre e encobre porque os mais de 6 mil milhões de dólares desaparecidos estão certamente a rechear contas offshore de altos figurões e o povo angolano, esse, está habituado a pagar, calar e a ...não comer... 

Aí, Ricardo Salgado accionou a narrativa de que "o BES está de boa saúde e recomenda-se", no GES é que houve um descontrolo: um buracão de mais de mil e duzentos milhões, mas a culpa é... não, não é do mordomo: é do contabilista! Só que, como revelou o "Expresso" há dias, o contabilista explicou que as contas eram manipuladas pelo menos desde 2008, precisamente para evitar controles pela CMVM e pelo Banco de Portugal, com conhecimento e por ordens do banqueiro Salgado e de outros administradores do GES/BES. 

E a fraude, falsificação de documentos e outros crimes financeiros envolvidos já estão a ser investigados no Luxemburgo, onde a estrutura tipo boneca russa do GES sedia a "holding" e algumas das sociedades para melhor driblar o fisco em Portugal. Eu compreendo o esforço de tantos, incluindo os comentadores sabichões em economia, em tentar isolar e salvar deste lamaçal o BES, o maior e um dos mais antigos bancos privados portugueses, que emprega muita gente e que obviamente ninguém quer ver falir, nem nacionalizar. Mas a verdade é que o GES está para o BES, como a SLN para o BPN: o banco foi - e é - instrumento da actividade criminosa do Grupo. 

E se o BES será, à nossa escala, "too big to fail" (demasiado grande para falir), ninguém, chame-se Salgado ou Espírito Santo, pode ser "too holy to jail" ( demasiado santo para ir preso). Isto significa que nem os empregados do BES, nem as D. Inércias, nem os Cristianos Ronaldos se safam se o Banco de Portugal, a CMVM, a PGR e o Governo continuarem a meter a cabeça na areia, não agindo contra o banqueiro Ricardo Salgado e seus acólitos, continuando a garantir impunidade à grande criminalidade financeira - e não só - à solta no Grupo Espírito Santo. 

Ana Gomes 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Sintra ."Um paraíso terreal", como disse Lord Byron. De 17 a 20 de Julho de 2014 vai realizar-se um evento muito importante: a Feira Quinhentista. Comemora-se os 500 anos da concessão da Carta de Foral Manuelina à Vila.

No âmbito da reforma dos forais promovida por Dom Manuel I, o Venturoso, Sintra recebe nova carta de foral em 1514, comemorando este ano os 500 anos do foral novo. 

No panorama das cidades e vilas do Portugal de então, Sintra surge em lugar de destaque, prova disso é a fixação da corte de D. Manuel em diferentes épocas do seu reinado. Aqui procurava o rei os bons ares e a frescura da serra para seu desenfado e práticas venatórias. 

Devido à presença da numerosa e exótica corte, Dom Manuel manda realizar grandes obras nos seus paços de Sintra, não só adaptando e construindo novas alas - Sala dos Brasões e ala manuelina, mas também decorando o seu interior com os famosos azulejos hispano-árabes que ainda hoje são um dos ex libris do Palácio Nacional de Sintra. 

Estes Paços então remodelados recebem uma corte numerosa e culta de pintores, escritores e poetas, embaixadores, actores, escultores, marinheiros, etc. 

A Feira Quinhentista pretende divulgar o património existente e simultaneamente enquadrar os visitantes num dos períodos mais exuberantes da nossa história. 

Contará com a participação e recriação de ofícios da época, mercadores de outras paragens, tascas e tavernas com muitos folguedos de dança, música, poesia, saltimbancos, teatro, oficinas para os infantes, etc. 

Horário: 17 e 18 de Julho – das 17.00h às 24.00h 19 e 20 de Julho - das 13.00h às 24.00h 
Organização: Câmara dos Ofícios, Lda. 
Apoio: Câmara Municipal de Sintra 

O Teatro no blogue Bancada Directa. Salvador Santos, o nosso homem do teatro, recorda-nos hoje na rubrica “No Palco da Saudade” a actriz Josefina Silva


O Teatro no blogue Bancada Directa. 
Salvador Santos, o nosso homem do teatro, recorda-nos hoje na rubrica “No Palco da Saudade” a actriz Josefina Silva 

“No Palco da Saudade” 
Texto inédito e integral de Salvador Santos

JOSEFINA SILVA 

De descendência italiana, filha de um cantor lírico, pisou o palco pela primeira vez quando tinha apenas cinco anos de idade na peça “A Casa de Bonecas” do dramaturgo sueco Henrik Ibsen. O gosto pelo teatro, que lhe estava no sangue, ficou-lhe desde então, e, aos quinze anos, a sua figura elegante, de olhar vivo, com um rosto encantador, uma graciosidade jovial e uma simpatia esfuziante, levá-la-ia ao teatro de revista, onde se estreou como corista no Teatro da República (actual São Luiz), no espectáculo de autoria do escritor e argumentista português João Bastos “De Capote e Lenço”. 

E foi assim, no patamar mais baixo do género, que começou oficialmente o percurso artístico de uma das nossas mais queridas e talentosas actrizes do século XX. Após esta primeira experiência na revista, Josefina Silva, então ainda usando o nome de Josefina Barco, passou pelo Teatro Apolo, onde se manteve durante dois anos como bailarina e corista, antes de partir para o Brasil na companhia da mãe e do pai, que havia sido contratado por uma empresa brasileira. 

Já então carinhosamente tratada por Fina – ou Fininha, como a chamaram desde sempre os seus camaradas de profissão – a jovem não teve dificuldade em integrar-se no elenco de um espectáculo de revista brasileiro produzido pela Companhia do actor António de Sousa, onde já se encontrava há um par de anos o nosso António Silva. O encontro dos dois não podia ter resultado melhor: a paixão aconteceu e o casamento não tardou, apesar da resistência da mãe dela

Após o seu casamento, um dos mais duradouros e felizes dos que aconteceram até hoje entre gente do teatro, a atriz escolheu o apelido do marido e passou a ser Josefina Silva para sempre. Ainda no Brasil começou a interpretar pequenos papéis de várias produções teatrais locais e a empenhar-se no aperfeiçoamento das técnicas de representação, com a preciosa ajuda de António Silva, que a dirigiu num filme por ele realizado em terras de Vera Cruz, “Convém Martelar”. 

A este filme, que se perdeu nos tempos, seguiu-se mais uma produção cinematográfica luso-brasileira rodada no Rio de Janeiro (“Coração de Gaúcho”) e depois o convite de Estevão Amarante para o casal regressar ao seu país e ingressar na Companhia que aquele liderava com Luísa Satanela. Durante a década de 1920, Josefina Silva afirmou-se finalmente como actriz em Portugal, primeiro no teatro musicado e depois na comédia ligeira e no chamado declamado, onde ela foi realmente exemplar. 

Começou por se impor nas operetas “Miss Diabo”, “Amor-Perfeito” e “A Rosa Enjeitada”, fez depois furor nas revistas “Água-Pé”, “Chá de Parreira” e Arraial”, e deslumbrou de seguida nas comédias “O Papa-Açorda”, “A Bisbilhoteira” e “O Solar das Picoas. Mas onde ela acabaria por triunfar de forma absoluta foi no teatro de repertório, com as suas célebres criações em “Electra, a Mensageira dos Deuses”, “Pigmaleão” e “Báton”, tendo também registado um notável desempenho em peças como “Topaze”, “O Conde Barão” ou “O Cadáver Vivo”. 

Após aquelas três últimas peças n’ Os Comediantes de Lisboa, Josefina Silva decidiu fazer uma breve incursão pela comédia ligeira, a convite do ator Assis Pacheco, que formara empresa com as suas colegas Madalena Sotto e Maria Lalande, brilhando em espetáculos como “Dois Maridos em Apuros”, “A Hipócrita” e “Um Drama em Casa do Diabo”. 

 Josefina Silva numa cena do filme "Sangue Toureiro". Filme realizado por Augusto Fraga em 1958

Seguiram-se então os grandes textos no Teatro d’Arte de Lisboa, Teatro Nacional Popular e Companhia Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro, entre os anos 1950-60, com “Yerma” de Lorca, “As Três Irmãs” de Tchekhov, “As Bruxas de Salém” de Miller, “O Camarada Miussov” de Kataiev e “Divinas Palavras” de Valle-Inclán, com o qual conquistou o prémio Lucília Simões para a melhor actriz do ano. 

Após o incêndio do Teatro Nacional D. Maria II, em 1964, e os sinais da terrível maleita que havia de destronar o seu amado marido e fiel companheiro de todas as horas, Josefina Silva começou a diminuir o ritmo de trabalho, tanto no teatro, como na televisão ou no cinema, onde deixou para a posterioridade desempenhos notáveis em filmes como “Camões”, “O Noivo das Caldas” ou “Dois Dias no Paraíso”, até se dedicar quase por completo ao acompanhamento da doença degenerativa que dava cabo do nosso querido António Silva. 

O seu regresso mais regular aos palcos viria a acontecer apenas em 1978, com a reabertura do primeiro teatro do país, em peças como “Felizmente há Luar” de Sttau Monteiro ou “A Casa de Bernarda Alba” de Lorca. Já muito velhinha, com oitenta e seis anos, Josefina Silva aceitou o convite do apresentador Carlos Cruz para interpretar, com o inesquecível Barroso Lopes, um velho casal que animava uns pequenos sketches de humor numa das primeiras versões do popular concurso televisivo 1,2,3. 

Pouco tempo depois, a actriz abandonaria de vez a actividade profissional, não sem antes concretizar o sonho de representar uma das mais belas peças de Raul Brandão, “O Avejão”, no Teatro D. Maria II. 

O Prémio Prestígio da Casa da Imprensa e a Ordem de Sant’Iago e Espada, que lhe foram atribuídos em 1985, fecharam com chave de ouro a carreira desta exemplar mulher e actriz de quem temos imensa saudade. Ainda recordamos as pesadas lágrimas que nos caíram sobre o rosto naquela tarde triste do dia 18 de Fevereiro de 1993, em que partiu a nossa querida Fina! 

Salvador Santos 
Teatro Nacional de São João. Porto 
Porto. 2014. Julho. 15 

terça-feira, 15 de julho de 2014

Em Portugal e Espanha existem dois Partidos Socialistas. “Nas ultimas Europeias” tiveram péssimo comportamento e deixaram a direita aproximar-se. O PSOE já arrumou a casa, mas por cá continua a ribaldaria, com dois galos a digladiarem-se aparvalhadamente.

Em Portugal e Espanha existem dois Partidos Socialistas. “Nas ultimas Europeias” tiveram péssimo comportamento e deixaram a direita aproximar-se. O PSOE já arrumou a casa, mas por cá continua a ribaldaria, com dois galos a digladiarem-se aparvalhadamente. 

Foram ambos punidos nas urnas nas mesmas eleições e pelo mesmo motivo, o de se afirmarem de esquerda no discurso e revelarem-se tão ou mais de direita do que os partidos de direita na acção. 

A crise interna que se instalou no PSOE espanhol era tão antiga como a que rebentou ao mesmo tempo no seu homólogo português. O PSOE pode a partir de hoje orgulhar-se de já ter conseguido arrumar a casa. 


Pedro Sanchez é o novo líder dos socialistas espanhóis. Já os socialistas portugueses, apesar da rebaldaria quotidiana de cenas tristes com que nos vão brindando apenas ter data prevista para terminar depois do final do Verão, podem orgulhar-se dos aliados que vão ganhando todos os dias mesmo sem sabermos que PS teremos depois das primárias e mesmo sem falar sequer em programas.

Segundo tenho a percepção Ana Drago e Daniel Oliveira querem juntar-se  ao PS desavindos com o Bloco de Esquerda, um partido que ajudaram a fazer em fanicos directamente e de braços abertos para outro que está em frangalhos, ali com uma coisa que também ninguém sabe o que é pelo meio mas que tem todo o aspecto de trampolim político ao serviço de ambições pessoais. 

Os trampolineiros dizem que vão unir a esquerda. Gosto muito de os ouvir falar. 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Até dá para rir, se não fosse o dramatismo da situação. Um cidadão anda há 18 anos a dizer que está vivo, mas a certidão de óbito desmente o facto. E ninguém lhe dá razão.

Até dá para rir, se não fosse o dramatismo da situação. 
Um cidadão anda há 18 anos a dizer que está vivo, mas a certidão de óbito desmente o facto. 
E ninguém lhe dá razão. 

Um caso de teimosia portuguesa Há portugueses teimosos. 

Aceitam este Governo, admitem este PR, conformam-se com esta maioria e reclamam se a autoridade legítima lhes passa uma certidão de óbito. Florindo Beja há 18 anos que nega a defunção. Parece não saber ler a certidão de óbito, e insiste, insiste, como um náufrago que, no meio do oceano, quer chegar a terra. 

Que reclamasse durante um ano ainda se admitia, mas que insista durante dezoito anos é preciso não ter respeito pela Conservatória do Registo Civil e pela paciência dos juízes. 

Se fosse um morto recente ainda se admitia mas com meio século de defunção é preciso topete. Andou 32 anos calado, e depois, com 61 anos, deu-lhe para negar a morte. Aliás, se estivesse vivo já tinha prescrito. 


Não há um jurista que o informe sobre a prescrição da vida que não reclamou? Já devia ter sido preso preventivamente. Um morto que se revolta é um perigo para as repartições e um atentado à ordem pública. Imaginem que todos os mortos requeriam a prova de vida. Onde tínhamos recursos para os reabilitar? 

Os mortos nunca deviam ter direito a reclamar e, muito menos, a ir pelo seu pé a pôr em causa um óbito transitado. 

Ver a situação mais em pormenor clicando aqui

Bancada Directa/ Ponte Europa

Partido Socialista. Vamos lá a ver se resolvem isto depressa. Deixem-se de flores, porque os abutres estão à espera dos restos que de certeza haverá se não se entenderem,,,,,,,



Pelas atitudes que tem vindo a tomar desde que António Costa se mostrou disposto a assumir a responsabilidade pela liderança do PS, já era de esperar que António José Seguro viesse a atribuir ao desafiante a responsabilidade pela descida do PS nas intenções de voto visível através dos dados da última sondagem conhecida. 

E já era de esperar, porque o actual secretário-geral do PS é incapaz de ver que ele próprio é a causa primeira e última do fraco entusiasmo que o partido que ele, infelizmente, lidera, suscita junto do eleitorado. 

A evolução das sondagens ao longo dos últimos três anos prova, aliás, por muito que o facto lhe custe a engolir, que o PS, sob a sua liderança, nunca descolou clara e definitivamente dos números atribuídos à coligação da direita, apesar dos sacrifícios de toda a ordem que o governo celerado de Passos, Portas & Cª , tem vindo a impor à grande maioria da população, sempre com o alto patrocínio do presidente Cavaco. 

Aliás, se Seguro tem dúvidas sobre a sua própria responsabilidade, bastar-lhe-ia, para as tirar, dar-se ao trabalho de consultar outras sondagens que têm vindo a lume sobre as preferências dos eleitores quando questionados sobre a opção Seguro ou Costa.

Suponho que Seguro deve conhecer os resultados, pelo que me dispenso de os divulgar neste contexto para que Seguro não se sinta ainda mais desmoralizado. Em todo o caso, conhecendo esses resultados, não ficaria mal a Seguro que, duma vez por todas, acabasse com as manobras dilatórias que manhosamente tem vindo a promover por forma a adiar o mais possível a clarificação da liderança do partido. 


Nessas manobras que revelam um Seguro tão agarrado ao poder que nem uma lapa à rocha, vejo eu uma boa razão para a descrença que os eleitores inquiridos manifestam num PS liderado por um Seguro que, nos últimos tempos, não tem feito outro papel que não seja o de "queixinhas". 

O PS não precisa de um rapazola. Disso já temos que baste. O PS precisa de um lìder: Costa, obviamente. 

Nota: confesso que perdi a localização da fonte deste texto

domingo, 13 de julho de 2014

Roquetas de Mar. Tiempos de Verano. Temperaturas amenas. As máximas não passam de 33º e as minimas andam pelos 23º


Roquetas de Mar.
Tiempos de Verano. 
Temperaturas amenas. 
As máximas não passam de 33º e as mínimas andam pelos 23º
 E assim vão as temperaturas por esta região

Hoy 13 Jul: 26º/21º; Lunes 14 Jul 28º/21º; Martes 15 Jul  31º/24º; Miércoles 16 Jul  33º/25%; Jueves 17 Jul  33º/23º; Viernes 18 Jul  29º/23º; Sábado 19 Jul  31º/23º

Verão Azul. Foi uma série de muito sucesso da RTVE. As filmagens decorreram em Nerja, uma cidade no limite da Costa do Sol da Andalucia. Faz-nos bem recordarmos estes episódios.



 
Verão Azul. Foi uma série de muito sucesso da RTVE. 
As filmagens decorreram em Nerja, uma cidade no limite da Costa do Sol da Andalucia. 
Faz-nos bem recordar estes episódios


Nerja nos dias de hoje é uma cidade cosmopolita virada para o turismo e pode-se dizer que mais de metade dos seus residentes são de origem germânica. Pela minha parte costumo visitá-la todos os anos. 


Neste momento estou em Roquetas, a cerca de 60 Kilometros a leste de Nerja, mas mais dia menos dia lá vou até à cidade de 
Chanquete e dos seus miúdos 

sábado, 12 de julho de 2014

Lisboa. Cidade moderna e muito do agrado dos turistas que a visitam. O pior é se passam de noite no Túnel do Marquês!

Lisboa
Túnel do Marquês
Uma noite destas passadas
Maio de 2014
Triste, muito triste

sexta-feira, 11 de julho de 2014

A crise no BES. Depois de Antonio José Seguro se mostrar tranquilo à saída da audiência com Carlos Costa no Banco de Portugal os portugueses podem dormir mais descansados. Claro que com os vastos conhecimentos (?) do Tozé e as suas preocupações será um gozo para os especialistas que olham para o BES de olho arregalado.


A crise no BES. Depois de Antonio José Seguro se mostrar pouco intranquilo à saída da audiência com Carlos Costa no Banco de Portugal os portugueses podem dormir mais descansados. 

Claro que com os vastos conhecimentos (?) do Tozé e as suas preocupações será um gozo para os especialistas que olham para o BES de olho arregalado. Se não fosse o Seguro ter ido ao BdP para à saída estaria muito intranquilo quanto à situação do BES, mas depois do líder do PS ter dito ao portugueses que estava menso preocupado todos podemos dormir descansados. 


Como se sabe o senhor Carlos Costa do BdP desde os tempos em que era responsável pelos negócios internacionais do BCP é uma personalidade que me inspira toda a confiança, a mesma confiança que me dão os vastos conhecimentos financeiros de Seguro. Aquilo que se está a passar com o BES é um espectáculo digno de todos os seus intervenientes, dir-se-ia que se juntaram as personalidades ideais para termos uma tempestade perfeita. 

Um primeiro-ministro que diz que não se mete nos privados mas que só se esqueceu de meter o gato da esposa como administrador executivo da nova equipa do banco. Um Presidente que não fala sobre o assunto ainda que um dos seus conselheiros tenha sido o escolhido para liderar o banco. 

Um gestor bancário que depois de ter andado a apregoar que a culpa da crise foi dos pobres que em vez de comerem frango começaram a consumir bifes da rabadilha e agora vai para o BES gerir o buraco provocado pelos excessos de consumo da divina família. Um líder da oposição que se aproveita da situação para conseguir uns segundos nas televisões e dizer mais algumas das suas baboseira à saída do BdP. 


O primeiro-ministro é do PSD, o presidente é do PSD, o presidente da CMVM é do PSD, o futuro presidente do BES é consultor de Cavaco, o futuro chairman do BES é do PSD e, como todos sabemos, a família Espírito Santo nunca foi conhecida por inclinações à esquerda. 

E é toda esta gente que anda a engonhar há várias semanas, escondendo a realidade do GES e do BES, anda tudo a negociar Às escondidas enquanto o grupo de desmorona. Em Portugal estão todos tranquilos e enquanto os reguladores estrangeiros investigam por cá ouvem esclarecimentos dados por quem? 

Precisamente por quem conduziu o BES e o GES ao buraco, é o Ricardo Salgado que escolhe os sucessores, é o Ricardo Salgado que emite comunicados, é o Ricardo Salgado que combina as soluções com os reguladores. E quanto ao nosso Ministério Público? Está descansado, até ao momento não há notícia de alguém da família Espírito Santo ter roubado um papo-seco ou uma pasat de dentes num supermercado Lidl. 

Mas há um ponto em que temos de agradecer a Ricardo Salgado, está ajudando o país a perceber que não são os juízes do Tribunal Constitucional que fazem subir as taxas de juro da dívida soberana, está explicando ao portugueses que não são meia dúzia de bifes da rabadilha que conduzem o país a uma crise, está demonstrando que a gestão privada da banca não é a maravilha de que falavam Cavaco e outros que promoveram a criação desta banca. Obrigado Ricardo.

Bancada Directa / O Jumento  

Por estas terras do Alto Minho e não só. A nossa selecção dos eventos que por ai vêm (2)





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