BANCADA DIRECTA

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Uma questão recorrente muito a precisar de resposta: Portugal é um país rico ou pobre? O nosso cronista D. Payo Peres Correia põe o dedo nesta ferida......


Uma questão recorrente muito a precisar de resposta: 
Portugal é um país rico ou pobre? 
O nosso cronista D. Payo Peres Correia põe o dedo nesta ferida...... 

PORTUGAL – PAÍS POBRE OU PAÍS RICO ? 

 
Quem tenha dúvidas sobre se o nosso País pode vir a ser um País pobre ou rico lembro o caso da Suíça, A Suíça não tem mar, não tem território agrícola ( tem muito montanhas e neve) e não tem riquezas minerais. 

A Suíça não é um País pobre. Ao contrário é um dos mais ricos da Europa. E porquê? 

Porque os suíços sabendo que não tinham riquezas naturais, tiveram que apostar na INSTRUÇÃO e na EDUCAÇÃO e na INVESTIGAÇÃO para que a riqueza surgisse. A Suíça teve a sorte de ter dirigentes inteligentes, coisa que Portugal nunca encontrou. Quero deixar aqui uma ressalva ao ministro Mariano Gago que começou um trabalho meritório e que a seguir foi logo destruído pelos que o sucederam. 

Temos azar. Temos tido os melhores oportunistas e os maiores vigaristas como dirigentes e desde longa data somos governados por gente inculta e sobretudo saloia. A maioria são os chamados “chicos espertos” que devem pouco à inteligência. Basta olhar para o nosso panorama actual – ver o conteúdo – e tirar ilações. 
  Governa-se à vista sem controle nem objectivos concretos e deixando à iniciativa privada a iniciativa do desgoverno. Resultado: sou se faz o que dá lucro imediato! Ninguém controla a Banca. Esta só se governa mais as suas famílias habituais. Eu acho que Portugal é um País rico se souber explorar as riquezas que tem: inteligência e riquezas naturais. Se não souber não há nada a fazer senão pedir dinheiro emprestado. 


Vejamos o território: levamos a construir o Alqueva e passados estes anos todos nem explorar aquela enorme riqueza em água nos levou a crescer. Não conseguimos fazer um programa de exploração do Alqueva e construir ali um grande polo de desenvolvimento. Os ridículos ministros da área não tem a mais leve ideia do que querem para o País. Uma incompetência que faz doer a alma. 
   
Plantámos pinheiros e eucaliptos e recolhemos incêndios e fogos para entreter os bombeiros. Corremos com as pessoas do campo e agora temos florestas para arder. Tudo errado! Tirámos as pessoas dos centros das cidades e construímos de forma descontrolada nas periferias gastando os dinheiros da Europa em auto estradas estúpidas e em montanhas de casas sem ninguém para as habitar. 
   
Entretanto os jovens trabalhadores gastam milhões de litros de gasolina importada a fazer no dia a dia o casa trabalho gastando os nervos e o dinheiro a fazer kms estúpidos para nada! Tudo errado! Como está e parece estar a continuar a ser governado ( pelos partidos do arco do poder ) nada se irá modificar. 


Nada se poderá modificar pelo voto. Os tratados europeus que foram assinados pelos governantes sem mandato da população levaram-nos até – inclusivamente – a nossa independência. Estamos nas mãos da máfia e não estou a ver como daremos a volta ao assunto. Sei uma coisa; assim não vamos lá. Estaremos eternamente prisioneiros. 

D. Payo Peres Correia 
Algures neste Portugal 
2014. Maio. 22

quarta-feira, 21 de maio de 2014

O Teatro no Bancada Directa com a rubrica de Salvador Santos “No Palco da Saudade”. A recordação de hoje é o Visconde de São Luis de Braga

In memoriam
Luiz de Braga Junior, 1º Visconde de São Luiz de Braga nasceu no Brasil, no Rio Grande do Sul em 26 de Março de 1850 e faleceu em Portugal, na cidade do Porto em 15 de Março de 1918
Foi uma figura ligada ao meio teatral português como empresário de sucesso. Antes tinha sido jornalista e comentador politico


O Teatro no Bancada Directa com a rubrica de Salvador Santos “No Palco da Saudade”. 
A recordação de hoje é o Visconde de São Luis de Braga 

“No Palco da Saudade” 
Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto) 


VISCONDE S. LUIZ DE BRAGA 

Influente empresário teatral no meio lisboeta de finais do século XIX e princípios do século XX, iniciou a sua carreira no teatro como ponto no Brasil, onde foi também empresário de sucesso. 

De ascendência portuguesa, filho de pais abastados, nasceu no Estado brasileiro do Grande Rio do Sul, foi jornalista e comentador político antes de enveredar pelo universo teatral, impondo-se rapidamente junto dos grandes nomes da cena carioca, onde então pontificavam as estrelas portuguesas Lucinda Simões, António Pinheiro e Furtado Coelho. 

Na cidade do Rio de Janeiro deixou o seu nome ligado aos melhores tempos da história do Teatro Recreio Dramático e em Lisboa acabou por dar o nome ao Teatro São Luiz, que dirigiu durante mais de vinte anos. Segundo testemunhos de alguns profissionais que com ele trabalharam, Luiz de Baga terá levado uma vida de luxo, dissipando três grandes pecúlios herdados de sua família. 


Segundo outros testemunhos, a sua fortuna terá resultado da especulação bolsista quando foi implantada a República no Brasil. E houve ainda quem o acusasse de ter enriquecido de forma duvidosa, o que o obrigou a viajar apressadamente para Lisboa, onde viria a prolongar a sua carreira de empresário. Mas o que é garantidamente verdade é que, já em Portugal, ele recebeu o título de Visconde S. Luiz Braga, criado especialmente para si, que lhe foi outorgado por D. Carlos I, com quem mantinha excelentes relações pessoais e que lhe cedeu os terrenos para a construção de um Teatro. 

Sob o impulso do actor Guilherme da Silveira constituiu-se então uma sociedade para a edificação do teatro, na antiga rua do Tesouro Velho, em terrenos pertencentes à Casa Real de Bragança. Sob a presidência de Visconde S. Luiz de Braga, a direcção daquela sociedade decidiu encomendar ao francês Louis-Ernest Reynaud o projecto de arquitectura do teatro, que viria a ser ligeiramente modificado em Lisboa pelo arquitecto Emilio Rossi. 


Sete meses após o inicio da sua construção, o teatro viria a ser inaugurado oficialmente a 22 de Maio de 1894, por suas Majestades D. Carlos e D. Amélia de Orleães, de quem veio a receber o nome de… Teatro Dona Amélia, que abriu com a estreia da opereta de Offenbach “A Filha do Tambor”, com cenografia de Luigi Manini. 

A primeira grande preocupação de Visconde S. Luiz de Braga enquanto director do Teatro D. Amélia residiu na escolha do repertório, optando pelo recurso ao que se produzia no meio teatral parisiense, onde era bastante conhecido. 

Segundo um dos seus mais próximos colaboradores, a opção pela dramaturgia francesa resultava não só do facto de esta ser «mais assimilável ao snobismo dos portugueses» da época, mas ainda porque permitia também ganhar os favores dos «comerciantes especiais da literatura de França, no que respeita à negociação dos valores dos direitos de autor e dos cachets dos artistas, bem como no que concerne aos preços de compra dos espectáculos em tournée. Pelo vasto leque de artistas estrangeiros que trouxe à capital portuguesa e pelo apoio concedido à produção nacional, a direcção de Visconde S. Luiz de Braga no Teatro D. Amélia foi muito aclamada pela maioria dos críticos e jornalistas, bem como pelo público em geral. 

Contudo, houve quem criticasse a sua gestão, evidenciando o lado mercantil do empresário como um atributo que se revelava frequentemente negativo, dando apenas frutos ocasionais, como aconteceu com a passagem por aquele palco da actriz Georgette Leblanc, com as peças “Monna Vanna”, “Joyzelle” e “A Intrusa”, da extraordinária bailarina americana Loïe Fuller e da fogosa atriz japonesa Sada Yacco. 

Vários artistas e dramaturgos, que se relacionaram com o Visconde S. Luiz de Braga, recordaram-no de maneira muito pouco gentil, mas a maioria dos seus contratados relevavam alguns dos seus excessos enquanto empresário, como foi o caso da actriz Adelina Abranches, que, apesar de admitir que ele «não tinha grande amor aos seus escriturados», não hesitou em o considerar um dos maiores animadores do teatro português, com apurado gosto, competência profissional e valiosos contactos. 

Consta aliás que ele próprio admitia tratar os seus artistas «como os limões; espremiam-se até deitar suco; e que depois de bem espremidos, deitavam-se para o lado, por inúteis». O Visconde S. Luiz de Braga foi, em suma, um hábil empresário que se preocupava mais com as questões financeiras do que com as artísticas, escolhendo o repertório e gerindo as despesas de montagem dos espectáculos de uma forma mais lucrativa possível. 

Aspecto do rescaldo do grande incêndio que destruiu o Teatro Dona Amélia

Contudo, é inegável o seu conhecimento do mundo artístico, bem como os seus valiosos contactos no meio literário e jornalístico. Como individuo, foi muitas vezes recordado como supersticioso, gentil e bem-disposto, dotado de «uma forte inteligência, uma grande actividade cerebral, um tacto comercial de primeira ordem, uma afectuosidade terníssima». E como empresário gozava de uma reputação excelente. 

Um incêndio ocorrido a 13 de Setembro de 1914 reduziu a cinzas o Teatro D. Amélia, o que constituiu um rude golpe na sanidade mental do Visconde S. Luiz de Braga, que foi internado numa casa de saúde do Porto, onde veio a falecer em 1918. 

Nesse mesmo ano, o Presidente da República Bernardino Machado, após a recuperação daquela sala de espectáculos, rebaptizou-a de Teatro S. Luiz, em sua homenagem. 

Salvador Santos
Teatro Nacional de São João. Porto
Porto. 2014. Maio. 20

terça-feira, 20 de maio de 2014

O meu gato bem me pediu para lhe trazer de Turim um Felix Fantastic. Sinceramente não o encontrei. Mas em contrapartida vi lá um Felix que foi um autentico ladrão!.....

Claro que muito me custa ter de empregar esta linguagem depreciativa de uma pessoa, talvez indiciadora ( a minha linguagem) de fortes recalcamentos injustificados.

Não é este seguramente o caso

O Benfica foi prejudicado por um árbitro alemão ( o tal do golo fantasma validado) que não teve algum pejo em escamotear uma equipa honesta em favor de outra, que mesmo sem ter culpa alguma, beneficiou da situação e comemorou a preceito

A acontecer tudo com a normalidade que deve presidir a uma arbitragem, o Glorioso em vez de ontem ter comemorado o "triplete" estaria merecidamente a comemorar o "quadriplete"

Mas fica-me uma verdade: estou farto de tanta ladroagem nestes tempos de alta tecnologia

Filho da mãe!..............

Coimbra. Convite à população. Quarta feira 21 de Maio de 2014


19 de Maio de 1954. Fez ontem precisamente 60 anos que o tenente Carrajola da GNR de Beja abateu em Baleizão a tiro Catarina Eufémia que se manifestava por aumento de salários

Tornou se a face e símbolo corajoso de todas as lutas contra as arbitrariedades que sofrem os trabalhadores agrícolas

O mau tempo não nos deixa e a intempérie aproxima-se! E no Domingo espera-se que haja um "temporal" do caraças para aqueles que nos infernizam a vida....


segunda-feira, 19 de maio de 2014

E depois digam que não os avisámos!.......


Henrique, o cartonista, caricaturou. Nós publicamos!


Uma questão de mãozinhas. Não será o caso da tal mão morta, mão morta: vai bater àquela porta.....Mas sim pensar nos sentimentos e tremuras que um deslizar de mão pode provocar com umas festas a preceito. O nosso Dom Payo Peres Correia percebe do que escreve sobre este tema



Pois é! Será mesmo uma questão de mãozinhas. 
Não será o caso da tal mão morta, mão morta: vai bater àquela porta.....
Mas sim pensar nos sentimentos e tremuras que um deslizar de mão pode provocar com umas festas a preceito. 
O nosso Dom Payo Peres Correia percebe do que escreve sobre este tema


A MÃOZINHA MAROTA 

A mão deve ser posta nas costas, de forma casual e sem outra intenção senão a de demonstrar simpatia. Ponto final. Assunto fundamental e obrigatório. 

Um erro neste item e está tudo perdido. Importante é termos dado por adquirido este ponto estratégico base do desenvolvimento dos passos subsequentes. 

E daqui partimos para o ataque. A mão será a esquerda se o seu objectivo estiver à sua esquerda. O contrário é verdadeiro mutatis mutantis. 

Depois passamos ao desenvolvimento das operações. A mão avança sem pressas. Tipo “mão morta”, ladeando as costas como se fosse dirigida ao ombro. Porém, aqui se desenvolve um desvio e inflexão. É preciso baralhar o adversário e sobretudo diversificar. 

Nunca sugerir a jogada seguinte – eis o segredo. A mão – convém – deve deslizar quente e mole mas insinuante. Não deve parar nunca: parar é morrer. 

Deve serpentear ora fazendo que pára mas anda ora fazendo que anda mas parando. Desnorteando como o olhar de uma serpente, encantador. E depois com a presa segura é preciso fechar os olhos e apagar a luz. 

O que se seguirá só adivinha quem for poeta….e quem vier atrás que feche a porta.

D. Payo Peres Correia

Nota de Bancada Directa

Surge hoje no nosso blogue um novo colaborador que dá pelo pseudónimo de D. Payo Peres Correia, fidalgo de boa linhagem e melhor estirpe. 

Na sua apresentação e pedido de colaboração diz que escreve textos de 2ºs e 3ºs sentidos.

Damos-lhe as Boas Vindas

domingo, 18 de maio de 2014

Fragmentos e Opiniões no Bancada Directa. O nosso cronista Antonio Raposo, ainda mal refeito da desilusão do Piemonte disserta hoje sobre o papel das nossas estações generalistas de televisão.

Fragmentos e Opiniões no Bancada Directa. 
O nosso cronista Antonio Raposo, ainda mal refeito da desilusão do Piemonte disserta hoje sobre o papel das nossas estações generalistas de televisão. 
Artigo de opinião de António Raposo

AS NOSSAS ESTAÇÕES DE TELEVISÃO GENERALISTAS 

Não há dúvida que as nossas estações de televisão generalistas estão a entrar no final de prazo de validade. A

os poucos estão a perder audiências se comparadas aos canais especializados por cabo. Os programas da manhã são de uma pobreza extrema a oferecer dinheiro contra chamadas dos ouvintes de baixo custo mas de receita garantida. 

Isto é o lado pobre do espectáculo. Todas a tocar o mesmo instrumento do “choradinho” e dos casos de polícia. 

Um atentado às inteligências das populações. Mais uma vez contribuem para o embrutecimento dos que se deliciem com vacuidades sem o menor conteúdo. Uma tristeza. Para não falar de borla, aqui vão dois exemplos. A SIC emite ao fim da manhã a situação da bolsa com os ganhos e as perdas. Como o País está não será um insulto aos reformados e aos desempregados? 

Deviam ter algum respeito pelo espectador que tem vindo a ser espoliado com impostos e mais impostos. Não contando os jovens que mesmo com um curso não encontram trabalho. Realmente só talvez o dono da SIC e seus amigos jogarão actualmente na bolsa. Ouvi outro dia uma bruxa que trabalha também na SIC a dar cartas e a adivinhar o futuro… 

 Dizia ela com um rosto de ternura que os desempregados deveriam acreditar que mesmo com 50 anos iriam obter um novo emprego. Era só fazer um esforço e a coisa surgia. Pensei: deve ser milagre. Será mesmo que a bruxa acredita? Se acredita o que devo eu pensar da senhora? E a estação subscreve? 


E o Francisco Balsemão assina por baixo? Estas televisões a continuar assim, vão ter o que merecem: classificação lixo. Não estou a louvar os milhentos canais que a cabo oferece. 99% é lixo mas ainda se pode encontrar um ou outro (são centenas…) que se dedique a uma causa nobre. 

As televisões – num País civilizado – não devem contribuir para o empobrecimento mental do povo. Um pouco mais de respeitinho deveria acontecer e mais o ex-Ministério da Cultura (se acaso existe) não devia ter uma palavrinha sobre o assunto? Ou só lá está para vender Mirós? 

Que grande miopia este governo sofre. Liberais de vão de escada. 

Envio uma abraço para os meus caríssimos leitores
Antonio Raposo
Lisboa. 2014. Maio. 16

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Passos Coelho. O travo indelével de mentiras constantes, adocicadas por uma voz de barítono que tenta ser persuassivo, mas que não engana os portugueses. É um artigo de opinião do jornalista Henrique Monteiro do Expresso nos nossos “Fragmentos e Opiniões”

Passos Coelho. 
O travo indelével de mentiras constantes, adocicadas por uma voz de barítono que tenta ser persuassivo, mas que não engana os portugueses. 
É um artigo de opinião do jornalista Henrique Monteiro do Expresso nos nossos “Fragmentos e Opiniões” 

Passos, a voz de barítono e a mentira 

Talvez não por acaso, alguns dos maiores génios da música colocaram barítonos em papéis em que o protagonista, pela força das circunstâncias, era obrigado a mentir ou mesmo a agir de forma irremediável.
Lembro-me, de uma assentada, de D. Giovanni, da ópera do mesmo nome composta por Mozart, ou ainda os Fígaros - tanto o das Bodas (Mozart) como o de 'O Barbeiro de Sevilha' (Rossini). Mesmo alguns compositores mais recentes não deixaram de o fazer. 

Verdi pôs no registo barítono o anão corcunda Rigoletto (o sofrido e simpático bobo da corte que manda matar o duque que engana a sua filha, embora o mandante por engano mate a própria filha), e, já neste século, Puccini deu voz barítona ao cônsul dos EUA de 'Madama Butterfly'. 

O nome deste cônsul diz tudo - Sharpless (que significa não aguçado, não incisivo, não agudo observador). Os barítonos são pois, para Mozart e Rossini, pais da ópera moderna, a voz ideal para a sedução, por um lado, e para a mentirola, por outro. As personagens não são desagradáveis. Por exemplo, D. Giovanni, segundo conta o seu criado Leporello, tem um rol impressionante de mulheres que seduziu (e enganou). 

Diz ele: "Em Itália, seiscentas e quarenta; na Alemanha, duzentas e trinta e uma; cem em França, na Turquia noventa e uma; mas em Espanha são já mil e três". Giovanni acaba mal (a própria ópera tem como subtítulo 'O Dissoluto punido", mas isso era imperioso na moral do século XVIII). Os Fígaros vão na mesma linha. Conseguem arranjar casamentos e encontros através de falsidades, sempre com desculpas que o público sabe serem esfarrapadas, mas em que os crédulos que com eles contracenam acreditam piamente. 

Não quero com isto dizer que todos os homens com voz de barítono são, por força, sedutores e enganadores. Apenas retiro daqui que a entoação, o timbre e a musicalidade barítona se propicia à coisa. E daqui chego ao barítono Passos Coelho. Também ele é sedutor e também ele já nos enganou uma boas vezes. Mas tem uma voz que o ajuda nessa tarefa, que lhe dá credibilidade. 

E é absolutamente espantoso como a sua calma e a sua voz apaziguadora nos livraram há menos de um ano da birra de Portas e já nos trouxeram até aqui. Mas se o inferno não se vai abrir a seus pés, como para D. Giovanni, também não creio que saia de cena com a mesma apoteose com que saem os Fígaros. 
Não creio que mate quem quer defender (o país) como Rigoletto, nem que seja absolutamente Sharpeless como o cônsul da Madama Butterfly. Mas por um pouco de tudo isto há de passar. 

Porque a mentira tem perna curta e os que com ele contracenam no país, não são basbaques inventados na imaginação de um libretista. São pessoas reais. Por muito de positivo que Passos tenha feito, os barítonos acabam quase sempre ultrapassados pelos tenores.

Henrique Monteiro. Semanário Expresso. Coluna "Chamem-me o que quiserem"

quarta-feira, 14 de maio de 2014

O Teatro no Bancada Directa, integrando a rubrica de Salvador Santos “No Palco da Saudade” que hoje recorda essa figura de nome Deniz Jacinto

In memoriam
Manuel Deniz-Jacinto nasceu em Condeixa-a-Nova em 8 de Janeiro de 1915 e faleceu em Coimbra em 8 de Janeiro de 1998. 
Está sepultado em Condeixa-a-Nova, sua terra natal
Foi um dos maiores teatrólogos portugueses. Foi encenador, actor, tradutor e ensaísta. Publicou diversas obras

O Teatro no Bancada Directa, integrando  a rubrica de Salvador Santos "No Palco da Saudade", que hoje recorda essa figura de nome Deniz Jacinto

“No Palco da Saudade” 
Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto) 

DENIZ JACINTO
Figura destacada da nossa cultura do século XX, desenvolveu uma notável actividade em prol da divulgação e expansão do teatro em Portugal, ao mesmo tempo que prosseguia uma relevante intervenção cívica e política em defesa da democracia. 

Além de encenador, actor, tradutor, ensaísta, conferencista, dirigente associativo, professor e investigador, foi também um esforçado resistente antifascista, combatendo a ditadura do Estado Novo nas fileiras do Movimento de Unidade Democrática, do Movimento de Unidade Nacional Antifascista e do Partido Comunista Português. A sua resistência à política de Salazar foi punida com prisão por duas vezes, entre 1949 e 1953, tendo sofrido as mais diversas torturas e castigos físicos nas cadeias do Aljube e de Caxias. 

Nascido em Condeixa-a-Nova, em 1915, Manuel Deniz Jacinto frequentou a Universidade de Coimbra ente 1933 e 1943, onde concluiu as licenciaturas em Ciências Matemáticas, Engenharia Geográfica e Ciências Pedagógicas. Durante o seu período de estudante evidenciou-se pela participação na vida académica, integrando o Orfeão Académico, que chegou a dirigir, assumindo mais tarde a presidência da Associação Académica, ao mesmo tempo que desenvolvia uma intensa actividade no Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC), de que foi um dos fundadores em 1938. 
Album da Queima das Fitas dos Quartanistas de Ciencias da Universidade de Coimbra. 1936

Aqui, no TEUC, este gigante dos palcos foi acumulando uma vasta experiência como ator, incendiando as plateias com as suas inesquecíveis personagens vicentinas. Sob a direcção do seu companheiro de várias aventuras teatrais Paulo Quintela, Deniz Jacinto criou um marcante diabo do “Auto da Barca do Inferno”, ainda hoje considerado como a melhor interpretação de sempre de uma personagem de Gil Vicente, autor de sua predilecção que estudou e divulgou intensamente. 

A par da dramaturgia vicentina, ele tinha uma preferência especial pelas tragédias gregas, que representou com imenso agrado durante a permanência no TEUC, de onde foi forçado a sair por influência da PIDE, em 1947. Dois anos antes, havia assumido o cargo de director do jornal Diário de Coimbra, onde assinou alguns artigos que determinariam a sua demissão compulsiva. Este facto viria a contribuir decisivamente para a sua prisão e posterior libertação condicional com residência fixa no Porto, onde acabou por ficar. 

A viver na cidade Invicta a partir de 13 de Fevereiro de 1953, Deniz Jacinto viria a prosseguir a sua actividade profissional no Teatro Experimental do Porto (TEP), onde exerceu os cargos de director e professor da Escola de Teatro daquela companhia, leccionando as disciplinas de História de Teatro e Arte de Dizer. O ensino e a pedagogia estiveram, aliás, sempre presentes no seu trabalho, mesmo quando exercia apenas as funções de encenador, transmitindo aos seus actores todos os ensinamentos adquiridos ao longo dos tempos. 
Essa sua especial e natural vocação levá-lo-ia mais tarde a dirigir o Curso de Teatro da Escola Superior Artística do Porto (ESAP), a partir da sua fundação. Paralelamente à sua actividade como docente, Deniz Jacinto prefaciou e traduziu várias peças, dedicou-se à crítica teatral, emprestou a sua colaboração a revistas e outras publicações culturais e participou em inúmeros colóquios, conferências, palestras e mesas-redondas. 

A este conjunto de comunicações e outros escritos juntam-se os seus estudos sobre Gil Vicente e a Tragédia Grega, que viriam a proporcionar a publicação de dois títulos extraordinariamente importantes para o conhecimento daquelas obras clássicas: “Figuras do Teatro de Gil Vicente” (editado em 1953) e “A Tragédia, Enciclopédia de Teatro (editado em 1953), de que resultou a edição, em 1991, de três volumes que reúnem toda a sua obra, e que surgem como corolário da sua carreira. 

As entidades públicas nacionais e da cidade de Coimbra ligadas aos sectores da Cultura e da Educação e a mais alta individualidade da Nação souberam honrar, ainda em vida, o Homem e a Obra. 
Como actor Deniz Jacinto fez um brilhante papel na figura do diabo na peça "Auto da Barca do Inferno". Teatro Experimental do Porto

Em 1996, o Ministério da Cultura e a Câmara Municipal de Coimbra agraciaram-no com Medalhas de Mérito Cultural, numa cerimónia promovida pelo Instituto de Teatro Paulo Quintela; em 1997, a Universidade de Coimbra homenageou-o com a Medalha de Honra; e, em 1988, o Presidente da República Mário Soares concedeu-lhe a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique. 

Estas distinções foram recebidas por Deniz Jacinto com naturalidade, mas também com o pragmatismo que o caracterizava e, sem falsas modéstias, com a consciência clara de que soubera contribuir, indubitavelmente, para o enriquecimento do teatro em Portugal. Tivemos a felicidade de conviver durante algum tempo com Deniz Jacinto, já muito trémulo e dominado pela doença de Parkinson, mas sempre lúcido; lucidez que manteve até ao fim dos seus dias. Falamos obviamente sobre teatro, mas também sobre política. 

E ele tinha bem presente na memória tudo o que fizera ao longo dos tempos, demorando-se muitas vezes em pormenores deliciosos, sobretudo quando se debruçava sobre os acontecimentos que culminaram com o cerco à Assembleia Constituinte, onde teve assento como deputado eleito pelo MDP/CDE. E sempre o vimos de rosto levantado, a tratar os deuses por tu, pronto a encetar qualquer honrada travessia, como a aquela para a qual seria chamado a 8 de Janeiro de 1998, quando a morte o veio buscar. 

Salvador Santos 
Teatro Nacional dr São João. Porto 
Porto. 2014. Maio. 12

terça-feira, 13 de maio de 2014

Amanhã em Torino vai disputar-se a final da Liga Europa entre o SLBenfica e o Sevilla. Que ganhe o melhor e que esse melhor seja o Glorioso SLB


Temos a certeza de que estes rapazes vão fazer o seu melhor. Humildade e respeito pelo valor do seu adversário são essenciais para se conseguir a conquista deste troféu. O seu valor e talento fará o resto!

 Será neste grandioso estádio da Juve que se vai disputar a final da Liga Europa

O troféu em disputa

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Em Torino há concentração de benfiquistas na terça-feira pelas 17 horas no Estadio da Juve. Depois na noite de terça para quarta ninguem vai descansar nos hoteis preparados para doses enormes de musica e alegria italianas.

Ver o ambiente que se prepara num dos hoteis de Torino

 https://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=r9dEU7J7Mz0

domingo, 11 de maio de 2014

Os nossos “Fragmentos e Opiniões”. O nosso caro amigo Fernando Correia, jornalista da mais pura gema, disserta sobre “Os quarenta anos do 25 de Abril”.

Os nossos “Fragmentos e Opiniões”. 
O nosso caro amigo Fernando Correia, jornalista da mais pura gema disserta sobre “Os quarenta anos do 25 de Abril”. 

Nota prévia de Bancada Directa: queremos pedir desculpa ao nosso caro amigo Fernando Correia pelo atraso na publicação deste artigo no nosso blogue. Ele compreenderá perfeitamente que andamos distraídos e satisfeitos com os jogos do Glorioso que quase esquecemos as nossas obrigações. E a temática do artigo continua sempre actual e coerente com as suas opiniões 

Os quarenta anos do 25 de Abril 
Artigo de Fernando Correia 


Para todos os portugueses que fizeram da Democracia republicana o seu modo politico de pensar e agir, sob o ponto de vista participativo, na vida do País, as comemorações do 25 de Abril de 1974 (data da passagem de um regime autocrático e policial para uma Democracia plena) marcaram sempre uma etapa histórica que não se pode, nem deve, confundir com partidos politicos. É uma data do Povo. É uma data de libertação.É uma data que vai permitindo que se escerevam textos de protesto e indignação como este. 

Não faz, portanto, qualquer sentido, o diferendo politico verificado entre a Presidente da Assembleia da República ( a segunda figura de Estado, logo a segunda figura da Democracia) e a Associação 25 de Abril, onde se aloja a flor da liberdade, os ex-capitães que permitiram e levaram a cabo a libertação do país de aprrgoado regime fascista, durante o qual se cometeram tantos actos indignos, merecedores de uma total e absoluta reprovação 

Esse diferendo a que me refiro não significa que a Associação 25 de Abril tivesse obrigatoriamente que usar a palavra no Parlamento, a casa da Democracia, onde se encontram os representantes do Povo, que eles próprios ajudaram a construir, substituindo a Assembleia Nacional de tão triste historial 

Significa que seria desejável um entendimento cavalheiro, português, patriota, entre as partes, para celebrar esta data redonda dos 40 anos da revolução, com um convite expresso aos militares de Abril para estarem presentes e para que o Presidente da Associação Vasco Lourenço usasse da palavra expressamente para saudar os novos tempos.´ O diferendo transformou- se rapidamente em incidente politico e a senhora presidente obrigou-se a fazer uma visita de cortesia à organização, para disfarçar alguma coisa, desde logo indisfarçável. 

E assim vamos vivendo no meio desta intempérie politica sem sentido, com o Povo a sofrer e a pagar por aquilo que não fez e a suportar constantemente o vexame dessa falácia acusativa de ter vivido , durante muitos anos, acima das suas possibilidades, o que é completamente falso 


O Povo vivia com o dinheiro que ganhava, com os ordenados estipulados, com os incentivos bancários que lhe eram constantemente oferecidos, com as reformas honestamente conquistadas, pagando as rendas de casa que lhe foram propostas pelos senhorios, sem roubar nada a ninguém, ao contrário de agora em que os roubos, desvios e desfalques fazem dos ricos ainda mais ricos e os pobres cada vez mais pobres, numa miséria explicita, ou escondida, que os condena a tentar sobreviver actualmente e nos próximos anos (sabe-se lá quantos?) em permanente aflição e num desassossego doentio, quantas vezes fatal. 

Para celebrar o 25 de Abril e os seus 40 anos valeu (para alguns) O Benfica que levou para as ruas das grandes cidades a sua festa e voltou a disfarçar, através do futebol, as angustias de muitos e muitos portugueses. 

No entanto e para finalizar é bom que o Povo não esquecer que a Democracia deu ao Povo uma arma poderosa: a do voto! Usem essa arma como deve ser, de acordo com a consciencia de cada um 

Fernando Correia escreve no “Jornal Daqui” do Concelho de Mafra

Isto é que andam a sofrer e de que maneira. Não foi um caso de "morte" ficarem em 3º lugar. Mas custa a engolir e não passa pela garganta.Mas que raio vamos lá a levantar a cabeça e para o ano há mais.




Dragões provocam Benfica nas redes sociais
O FC Porto publicou um texto na página oficial do clube no Facebook, este domingo, em que recorda o triunfo sobre o Benfica na última jornada da Liga na época transacta.

«Impossível não lembrar, mesmo para aqueles que o querem esquecer… 


Há um ano foi assim, com o mesmo resultado de ontem (2-1) a produzir efeitos diferentes: libertador na musicalidade explosiva de um estádio subitamente em êxtase e esmagador na imagem de um treinador de joelhos, derrotado e rendido. Kelvin resolvia o jogo e a atribuição do título. E sim, Kelvin também jogava na equipa B…», pode ler-se na mensagem, acompanhada por um vídeo do remate do avançado brasileiro.

Hoje è Domingo. Vamos deliciarmo-nos com o folclore do Alto Minho e tomar boa nota dos eventos que por aí vem.


É o Grupo Recreativo da Areosa. Viana do Castelo


sábado, 10 de maio de 2014

Dá para pensar esta maneira de fazer politica a partir de Paulo Portas. A recente apresentação da famigerada reforma do Estado demonstrou a falta de capacidade do vice primeiro ministro em se adaptar à realidade do nosso país. E é por isso que o seu partido tem nas sondagens uns míseros 8%

Dá para pensar esta maneira de fazer politica a partir de Paulo Portas. 
A recente apresentação da famigerada reforma do Estado demonstrou a falta de capacidade do vice primeiro ministro em se adaptar à realidade do nosso país. 
E é por isso que o seu partido tem nas sondagens uns mísero

Já não há dedos de mão que cheguem para contar o número de vezes que o Governo apresentou, prometeu apresentar, anunciou a apresentação, etc, da famigerada reforma do Estado. 

Esta semana Portas voltou ao tema, depois de andar meses a reunir com partidos e parceiros sociais. 

Felizmente não foi precisa muita memória para se chegar à conclusão que o novo documento apresentado pelo número dois do Governo era afinal um mero copy paste do que já tinha dado a conhecer há seis meses. A política assim só tem a vantagem de se tornar previsível: já sabemos o que Portas vai anunciar daqui a seis meses. 

(texto retirado da coluna "altos e baixos" do semanário Expresso)
O dr. Portas avisa solenemente o dr. Portas 

No final do Conselho de Ministros de portas abertas realizado no Palácio da Ajuda, o dr. Portas resolveu avisar solenemente o outro dr. Portas de que não mais será possível fazer política como até ao momento em que o país teve de pedir ajuda internacional. 

É necessário outra forma de fazer política, é necessário governar sem endividamento, é necessário que as políticas públicas sejam sustentáveis, disse o dr. Portas, franzindo o sobrolho para o outro dr. Portas e para todos os políticos que governaram Portugal antes da chegada da troika. 

Na verdade, entre pausas estudadas, rugas de preocupação e olhos semicerrados, o dr. Portas estava subliminarmente a referir-se ao dr. Barroso, que queria fazer cinco ligações do TGV a Espanha; ao eng. Guterres, que comprou três submarinos; ao dr. Santana, que gastou três milhões no túnel do Marquês; e ao eng. Sócrates, que juntou oito PPP rodoviárias às outras 22 que já existiam. 

O dr. Portas disse ao outro dr. Portas que nunca mais se podem comprar viaturas blindadas Pandur ou abrir crises políticas que custam milhões ao país Mas, em abono da verdade, o dr. Portas também falou para o outro dr. Portas, ciciando-lhe que nunca mais será possível utilizar dinheiro do Orçamento do Estado para compensar grupos especiais de reformados, como os ex-combatentes; ou indicar pessoas do seu partido para a administração da Caixa Geral de Depósitos para pagar favores políticos; ou fazer negócios ruinosos como a compra de 260 viaturas blindadas Pandur de oito rodas; ou dispensar todos os que recebem pensões mínimas sociais e rurais de fazer prova da sua situação patrimonial e financeira para o Estado saber se têm mesmo direito a receber esse dinheiro, ao contrário do que acontece para todos os outros grupos que recebem apoios do Estado idênticos; ou abrir crises políticas, que custaram ao país milhares de milhões de euros devido ao disparo das taxas de juro para valores acima dos 7%. 
Depois desta pesada, embora silenciosa, reprimenda no outro dr. Portas, o verdadeiro dr. Portas, o que lança estes avisos e pratica as recomendações que faz, sentou-se pesadamente no seu cadeirão no Palácio da Ajuda com um sorriso nos lábios, recordando que o 1º de Dezembro da libertação financeira do país começa já a 17 de Maio

fonte: Nicolau Santos. Artigo de opinião do "Expresso"

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Mas afinal em que é que ficamos? Na vespera diz que vai baixar o IRS antes das Legislativas. Hoje diz que vai aumentar impostos para pressionar o Tribunal Constitucional

Uma verdade é indesmentível!
Nunca se viu alguém com tanta ânsia de estar no poder!
Mesmo que ele saiba que nunca cumpre as promessas que lhe saem da boca para fora, ainda insiste em tentar enganar estes pobres de Cristo que são os portugueses.
Francamente Oh meu!
Deus me livre.........

quinta-feira, 8 de maio de 2014

O sublime descaramento destes provocadores de meia tijela. Virem a Portugal em dia de eleições com o pretexto inqualificavel de promoverem um forum qualquer é uma verdadeira intromissão na vida interna deste país. E os nossos “panconas” comprometidos fingem que não é nada com eles!....



O sublime descaramento destes provocadores de meia tijela. Virem a Portugal em dia de eleições com o pretexto inqualificavel de promoverem um forum qualquer é uma verdadeira intromissão na vida interna deste país. E os nossos “panconas” comprometidos fingem que não é nada com eles!....



 A realização do fórum da Troika em Portugal, no exato dia das eleições europeias, não é um ato gratuito, é uma despudorada provocação aos portugueses
  Draghi, Lagarde e Barroso resolveram fazer o banquete em casa dos pobres, exibir o seu poder, humilhando os que carecem da sua ajuda, colocando-se ao lado de quem aceitou todas as humilhações sem um queixume, um gesto de dignidade ou um grito de raiva – o actual Governo de todas as genuflexões e rastejamentos.

A troika, cujos erros foram reconhecidos internacionalmente, vem fazer discursos para casa de quem precisa de dinheiro e dispensa conselhos, de quem a suporta por precisão e não por afecto, de quem tem a corda na garganta e odeia quem lhe segura a ponta e se exibe junto do patíbulo.

O mais elementar dever de respeito por quem lhe alimenta a gula, à custa de sacrifícios, e que ousa amesquinhar os Tribunais do devedor, devia conter a ingerência grosseira no jogo político e nas opções eleitorais dos portugueses.



Que a troika goste da direita ultraliberal, que tivesse exultado com a traição de Passos Coelho, chumbando o PEC IV, que goste da sua improvável permanência no poder, não causa admiração. O que confrange é a falta de pudor, a arrogância e a provocação.
 

São funcionários vis ao serviço do capital financeiro internacional, cobradores de fraque sem ética, vergonha ou respeito, caixa de ressonância de interesses pouco respeitáveis e  porta-vozes da coligação portuguesa. São a excrescência da agiotagem.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Atenção SLBenfica. O árbitro que vai apitar a final da Liga Europa até valida golos que entram por fora da baliza. Foi Kiesslling que marcou o golo ao Hoffenheim e o beneficiado foi o Bayer Leverkusen.

Atenção SLBenfica. 
O árbitro que vai apitar a final da Liga Europa até valida golos que entram por fora da baliza. 
Foi Kiesslling que marcou o golo ao Hoffenheim e o beneficiado foi o Bayer Leverkusen. 

Estamos a falar do árbitro alemão Felix Brych. Aconteceu nesta época (Outubro de 2013)

Obrigado Pela Sua Visita !