BANCADA DIRECTA

terça-feira, 8 de abril de 2014

Provas de vida policiária e de quem gosta deste "hobby". Almoço mensal da TPL. São os policiaristas deste país a conviverem


 Foi o almoço mensal da Tertúlia Policiária da Liberdade neste mês de Abril e que se realizou ontem (7 de Abril de 2014) no Restaurante Entrecopos, ali muito pertinho do Campo Pequeno em Lisboa.

Destaque para a confirmação da data, que é no dia 1 de Junho, da realização do X Convívio Anual da Tertúlia Policiária da Liberdade. Espera-se para muito breve a indicação do local e do programa do referido Convívio.

 As fotos foram enviadas pelo confrade Nove/Verbatim

Saudações policiárias

Agora que a Primavera já começa a brilhar e a chuva se foi embora é que eles andam a sacudir a água do capote. Uma vergonha , melhor uma desvergonha, com tudo a cheirar indirectamente a campanha eleitoral

Agora que a Primavera já começa a brilhar e a chuva se foi embora é que eles andam a sacudir a água do capote. 
Uma vergonha , melhor uma desvergonha, com tudo a cheirar indirectamente a campanha eleitoral 

O povo português está a sofrer os efeitos da desresponsabilização que reina em Portugal! 

 Exemplo disso é a saga BPN que parece não ter fim! Agora confrontados com as afirmações de Durão Barroso e de Vítor Constâncio, ambos "sacudindo a água do capote" relativamente a um dos mais chocantes casos de burla, abuso de confiança e fraude fiscal que alguma vez sucedeu em Portugal e que custou aos contribuintes portugueses um montante superior a 8.000 milhões. 
Vítor Constâncio foi governador do Banco de Portugal (pessoa colectiva de Direito Público e responsável pela supervisão prudencial e comportamental das instituições de crédito, das sociedades financeiras e instituições de pagamento, tendo em vista assegurar a estabilidade, eficiência e solidez do sistema financeiro, o cumprimento de regras de conduta e de prestação de informação aos clientes bancários, bem como garantir a segurança dos depósitos e dos depositantes e a protecção dos interesses dos clientes). 

Dadas as suas responsabilidades, o Banco de Portugal tinha que ter agido e se não agiu, com ou sem informação externa, ou interna, eximiu-se das suas primordiais funções de supervisão, o que só pode suceder por dois motivos: ou não tem capacidade para as exercer, ou não as quis deliberadamente exercer. Em ambos os casos, deverá assumir as responsabilidades dos seus actos de omissão. 
Já no que respeita a Durão Barroso, à data primeiro-ministro, tinha a responsabilidade de zelar pelo primordial interesse público. Ora, se lhe chegou ao conhecimento irregularidades e violações da lei no BPN, deveria no imediato ter accionado todos os meios legais ao seu dispor no sentido de se investigar aquela situação. Não o tendo feito, é também responsável pelos actos de omissão aqui em causa. 

A sucessiva desresponsabilização dos órgãos do governo e do Estado, tem trazido às gerações do povo português uma factura demasiado alta para ser paga, ao mesmo tempo que tem vindo a premiar com elevados cargos nas reconhecidas instituições europeias e mundiais, quem por terras lusitanas deixa a factura por pagar e depois regressa ao estilo dos abutres comer os restos mortais da chacina que ajudaram a criar!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Regressar a casa e ver a natureza a cumprir a sua missão. Depois de semanas e semanas com chuvadas constantes, ventos e trovoadas, sabe-nos bem esta Primavera na Serra de Sintra

Isto já é passado. Esta foto tem algum tempo e não foi capturada em Roquetas de Mar. Talvez algures pela Serra de Gador.(Celin?)

 O regresso
 O Sol e o tempo de Primavera de mãos dadas nesta beleza da Serra de Sintra
Nesta ausência a Natureza continuou a cumprir as sua missões de rejuvenescimento das espécies. Nesta foto de cima são as laranjeiras no bom caminho de produção
 Idem para as tangerineiras
 Idem para as cerejeiras
 Até as hortícolas não estranharam a fartura da água pluvial
Até o Senhor Neves depois de duas fugas atribuladas em noites trovejadas já é outro homem com este tempo primaveril nesta casa sintrense.
É bom o sossego da nossa casa e os seus recantos sem o "É Giro".

Fotos: Bancada Directa

De hora a hora a coisa piora! Quando há subsídios de Bruxelas a Cristas dá logo noticias nas televisões. Agora tem de se devolver 12 milhões de euros a Bruxelas ela cala-se. E o Durão agora especializou-se em desferir golpes baixos depois de ter sido corrido pela direita europeia. E Passos Coelho agora promete que vai ver o salário mínimo nacional. Mas cortar nas gorduras do Estado ou nos interesses das grandes empresas até este momento, está quieto!....Cortou sempre naqueles que agora estão no limiar da pobreza

De hora a hora a coisa piora


Quando há subsídios de Bruxelas a Cristas dá logo noticias nas televisões. 
Agora tem de se devolver 12 milhões de euros a Bruxelas e ela cala-se. 
E o Durão agora especializou-se em desferir golpes baixos depois de ter sido corrido pela direita europeia. E Passos Coelho agora promete que vai rever o salário mínimo nacional. 
Mas cortar nas gorduras do Estado ou nos interesses das grandes empresas até este momento, está quieto!....
Cortou sempre naqueles que agora estão no limiar da pobreza 

Cada vez que Bruxelas manda uns euros para a agricultura portuguesa a ministra Cristas não perde tempo e vai às televisões dar a boa nova aos agricultores, apresentando-a como se fosse o resultado de um peditório seu feito nas entradas do Pingo Doce. 
Agora que foi notícia o pedido de devolução de mais de 12 milhões por terem sido indevidamente gastos a ministra que em tempos reduziu as gorduras do Estado com um regulamento de trajes no ministério optou pelo silêncio. 

Esta semana fez um ano que Relvas partiu e já está de volta como se percebeu pelo pontapé do Zezé Clemente. 

Quem também está anunciando o seu regresso recorrendo a pontapés mas na partes baixas é o Durão Barroso, depois de dispensado pela direita europeia para mais um mandato incompetente á frente da Comissão regressou igual s si próprio, um político muito fraco. 
Ao fim de três anos Passos Coelho vai cortar mais dois mil milhões de euros sem tocar nas pensões e nos vencimentos, isso significa que até aqui não tocou nem nas famosas gorduras do Estado ou em interesses privados como os do sector da energia, da banca ou das PPP. 

Se é verdade que agora vai cortar nesses sectores isso significa que até aqui Passos Coelho preferiu uma estratégia assente no empobrecimento forçado e em inconstitucionalidades para proteger os mais ricos.

domingo, 6 de abril de 2014

O Desporto e a Vida no Bancada Directa. Como se já não bastassem os ventos fortes de rajadas e ondas de 5 metros apareceu agora um porta-aviões norte americano para limitar o espaço das regatas. Estamos a falar da ISAF Sailing World Cup Mallorca 2014. Portugueses em lugares modestos




O Desporto e a Vida no Bancada Directa.
Como se já não bastassem os ventos fortes de rajadas e ondas de 5 metros apareceu agora um porta-aviões norte americano para limitar o espaço das regatas. 
Estamos a falar da ISAF Sailing World Cup Mallorca 2014. 
Portugueses em lugares modestos 

 Claro que com fortes concorrentes, verdadeiras estrelas da vela, os velejadores portugueses poucas hipóteses teriam de ombrear com os campeões.

Aconteceu o inesperado que foi a atracagem do enorme porta aviões norte americano Harry S. Truman, que deve vir em viagem a Palma de Maiorca para os seus marinheiros e pessoal dos aviões irem comprar as famosas pérolas a Manacor. Como consequência foi delimitado um perímetro de segurança de 2.440 metros à volta do navio e o espaço das regatas foi mais limitado . Talvez se tivesse alterdo espaço da baía de Palma para a zona do El Arenal. Pelo menos foram afectadas as regatas das classes  RS-X e de Laser
Entretanto, chuva e vento forte de sul e este - entre os 12 e 27 nós - embalaram as frotas em competição. O campeão olímpico brasileiro Robert Scheidt mantém a liderança na classe Laser, os franceses Billy Besson e Marie Riou dominam na classe Nacra 17, com 21 pontos de vantagem, os neozelandeses Peter Burling e Blair Tuke contam com 18 pontos de avanço na classe 49er - na qual a dupla portuguesa Jorge Lima/José Costa está em 15º lugar - e o grego Byron Kokkalanis mantém à distância o rival francês Pierre Le Coq. 

As condições meteorológicas hoje foram agrestes - com ventos de sul e de leste a atingir 20 a 25 nós de velocidade e mar agitado, com vagas de cinco metros de altura que provocaram diversos capotamentos. O campeão mundial na classe Nacra 17, Billy Besson, descreveu o dia como um verdadeiro 'rindig the rodeo bull'. 

 Velejador português Gustavo Lima

Os atletas portugueses também sofreram com as condições mas ainda assim conseguiram melhorar as suas prestações com a a dupla Jorge Lima/José Costa agora em 15º lugar na classe 49er, Gustavo Lima em 30º lugar na frota ouro da classe Laser e João Rodrigues em 24º lugar na classe RS:X.

sábado, 5 de abril de 2014

Em vez de proporcionar aos contribuintes uma redução nos impostos ou uma benesse mais equilibrada, que não carros topo de gama, nada comuns e, igualmente,nada acessíveis às bolsas de uma classe média em crise…..Quanto mais aos pobres!

 Em vez de proporcionar aos contribuintes uma redução nos impostos ou uma benesse mais equilibrada, que não carros topo de gama, nada comuns e, igualmente,nada acessíveis às bolsas de uma classe média em crise…..
Quanto mais aos pobres! 

As Finanças andam a gozar connosco 
Um artigo de Henrique Monteiro (Expresso) 
Por descargo de consciência fui ver quantos cupões tenho para o sorteio do célebre carro. Não tenho esperança de ganhar, mas queria ver como funciona o sistema. Não tenho um único cupão, nada! Zero! E tenho a certeza que pedi facturas em Janeiro. Parece que estão pendentes... 

E descobri que pendente é algo de que as facturas gostam particularmente. Confirmei esta ideia quando, uma vez que já estava no Portal das Finanças, fui ver que desconto conseguiria no IRS deste ano pelas facturas pedidas em 2013. Aí parece que tenho mais sorte, posso deduzir cento e poucos euros. Mas o que mais me espantou foi ter quase uma centena de facturas com informação... pendente. Que informação é essa? 
É a "Actividade da Realização da Aquisição" e saber se foi ou não feita "Fora do Âmbito da Actividade Profissional". Felizmente, tinha a possibilidade de esclarecer uma a uma. Foi então que me dei ao trabalho de - uma a uma - especificar que "Cerger - Sociedade de Actividades Hoteleiras, SA" - se trata - ó surpresa! - de "Hotelaria, Restauração e Similares", o mesmo se passando com "Paberesbares, Actividades de Hotelaria Lda". E por aí fora, numa série de nomes de empresas que indicam a atividade ("Iberusa Hotelaria e Restauração, SA" ou "Sector Mais Serviços Globais em Alimentação, Lda"). Outros, como "Quimenauto Reparação e Comércio Automóvel" diz respeito à categoria - imaginem! - de manutenção e reparação de veículos automóveis. Enfim... 

Pacientemente especifiquei que tudo isto era "Fora do Âmbito Profissional", pois quando é do âmbito profissional costumo (até porque não me aceitam a despesa de outra maneira) indicar o NIF (Número de Identificação Fiscal) da empresa. Findo todo este trabalho, fiquei a saber que não me valia de nada. O prazo tinha expirado em 10 de Março. Mas eu compreendo. Sou eu que sou mal informado, isto deve ter sido amplamente divulgado. 
As facturinhas ficam, pois, "pendentes". Mas todos sabemos o que acontece a um cidadão que fique "pendente" em relação às finanças. Nem que seja anos depois apanham-nos! E com juros de mora e ameaça de penhora... Eles gozam connosco! Digo eu, para não perder o sentido de humor. 

 Henrique Monteiro

No Sotavento algarvio o habitual torneio de futebol do Guadiana já tem data marcada. De 22 a 28 de Junho

A IIª edição do Torneio “a COPA do GUADIANA” irá ser um torneio IBÉRICO e realizar-se-á de 22 a 28 de Junho de 2014 no Complexo Desportivo de Vila Real de Santo António, Algarve

O Teatro no Bancada Directa apresentando a rubrica do nosso Salvador Santos “No Palco da Saudade”. Jayme Valverde é a motivação de hoje para a sua recordação

 O Teatro no Bancada Directa apresentando a rubrica do nosso Salvador Santos 
“No Palco da Saudade”. 
Jayme Valverde é a motivação de hoje para a sua recordação 

“No Palco da Saudade” 
 Texto inédito e integral de Salvador Santos

JAYME VALVERDE 
Jayme Valverde trabalhou na peça "Os Maleficios do Tabaco" de Anton Tchekov. Interpretou o papel de Ivan Ivanovitch. Teatro Experimental do Porto

 Sonhou um dia derrubar a ditadura e associou-se a outros jovens oficiais milicianos que arrastaram consigo quatrocentos militares do Regimento de Cavalaria 6, do Porto, que acabaram por ser detidos a caminho de Coimbra – uma rebelião que ficou para a história como a Revolta da Mealhada. Aquela coluna militar estava para ser acompanhada por um levantamento de tropas em Tomar, coordenado por Mendes Cabeçadas, que rumaria também à capital do Mondego, onde Salazar passava férias, mas que não chegou a sair do quartel. 

Como consequência, o alferes Valverde não escapou a dois penosos anos de prisão e a posteriores buscas nocturnas em sua casa sempre que a PIDE desconfiava da preparação de alguma movimentação revolucionária. Estávamos a 10 de Outubro de 1946 e aquele acontecimento acabaria por determinar o fim de uma sonhada carreira militar. No regresso à vida civil, Jayme Valverde dedicou-se ao estudo e à prática do teatro nos mais diversos grupos amadores da cidade do Porto, que ele conhecia muitíssimo bem. 
Regimento de Cavalaria 6 no Porto. Daqui saíram as tropas que foram detidas em Coimbra. Chamou-se a Revolta da Mealhada e em que Jayme Valverde tomou parte associando-se a outros oficiais milicianos.

 A sua avó paterna era proprietária de uma conhecida casa de aluguer de guarda-roupa para teatro – a Casa Valverde da rua de Santo Ildefonso –, que ele recebeu por herança, aonde recorriam com grande frequência quase todos o que se dedicavam à produção de artes cénicas. E, aos poucos, o ex-militar acabaria por se transformar num dos mais talentosos e conhecedores homens de teatro da sua época, que marcou várias gerações de actores portugueses. 

O crescimento de Jayme Valverde como actor deveu-se em grande parte ao Teatro Experimental do Porto, onde participou em alguns dos mais importantes espectáculos da sua carreira. São disso exemplos a glosa da tragédia de Sófocles “Antígona” escrita pelo mestre António Pedro, “Macbeth” de William Shakespeare, “Guerras de Alecrim e Manjerona” de António José da Silva ou “Ratos e Homens” de John Steinbeck. 
Mas a sua grande coroa de glória, foi sem dúvida a peça “Os Malefícios do Tabaco” de Anton Tchekhov, que durante mais de uma dezena de anos foi objecto de inúmeras revisitações. Foi tão grande o sucesso da sua criação que correu a lenda de que Valverde teria servido de modelo ao autor russo para escrever aquela sua obra-prima… 

Jayme Valverde era um grande estudioso, um ser humanista, sonhador e com imenso saber. Durante muitos anos dirigiu um curso de teatro no Clube Fenianos Portuenses, alforge de excelentes actores. E a todos eles soube explicar, sugerir, corrigir, as mais diversas técnicas de representação, desde a voz à respiração, desde o valor dos silêncios à divisão das frases. 

E soube também incutir neles o estudo, o entusiasmo, a inquietação e o desassossego com que abraçava todos os seus trabalhos e as suas relações, sempre com grande verdade e verticalidade. Sempre pronto a combater de forma enérgica pelos seus ideais e pelas causas em que se empenhava, foi também um exemplo de coragem e de determinação em vários momentos da sua vida no teatro. 
 Uma noite no café Leão d’Ouro, na Praça da Batalha, lugar que Jayme Valverde frequentava assiduamente como um dos principais animadores de uma tertúlia informal de homens das artes e das letras, ouviu-se dizer que o Teatro Rivoli ia ser demolido para dar lugar um Banco. E eis que ele logo se insurgiu, garantindo que tal desiderato não aconteceria sem a sua forte contestação, afirmando que resistiria fisicamente a tais propósitos, embora de forma pacífica, deitando-se no hall do teatro e dali não saindo, mesmo que lhe lançassem jactos de água ou o espancassem. 

A ele juntaram-se outros, muitos outros, firmemente determinados a não deixar destruir o Rivoli. Este movimento chegou aos ouvidos da administração do Banco que se disponibilizou a construir um teatro noutro lugar, mas tal não foi aceite. Gritou o Valverde: «O Rivoli é nosso!». Em meados de 1970, cruzámo-nos com Jayme Valverde em Luanda. Era um homem alto, calvo, cuja cabeça rapava diariamente, e que impunha um certo respeito. 

Nessa altura tinha já sessenta e dois anos e fora convidado para dar aulas de história e geografia na capital da ex-colónia de Angola, o que só aceitou depois de ter conhecimento de que se congeminava por lá a criação de um Clube de Teatro, que tinha como dinamizadores José Campelo e Sousa, Alda Rodrigues, Angerino de Sousa e Heitor Gomes Teixeira. Escusado será dizer que o seu contributo foi desde logo solicitado, como pedagogo e ator. E pouco tempo depois tivemos o privilégio de o ver representar de forma soberba o seu Ivan Ivanovitch de “Os Malefícios do Tabaco”. 


Nas vésperas do seu regresso à cidade do Porto, conversámos animadamente numa cervejaria da marginal luandense sobre a situação política em Portugal e pareceu-nos ver nos seus olhos um intenso brilho de esperança na concretização de uma ação que lhe parecia iminente com vista ao derrube do governo de Marcelo Caetano, de que aparentemente teria conhecimento. Os Capitães de Abril deram-lhe essa grande alegria três anos antes de a morte o levar consigo, em 28 de maio de 1977. 

Jayme Valverde ainda assistiu ao início da grande transformação que a Revolução dos Cravos viria a operar no nosso país. Um país que ele sempre idealizara mais justo, mais humano, mais atento aos que menos têm e aos que mais sofrem. Era um Grande Homem, o Valverde! 

Salvador Santos 
Teatro Nacional de São João. Porto 
Porto. 2014. Março. 31

O Desporto e a Vida no Bancada Directa. E as terras aveirenses são disso a prova inequívoca





sexta-feira, 4 de abril de 2014

Estamos com um Governo que sabe trocar as voltas ao Tribunal Constitucional. Há funcionários públicos que já só recebem 12 salários apesar do TC não autorizar o corte dos dois subsídios anuais.

Estamos com um Governo que sabe trocar as voltas ao Tribunal Constitucional. 
Há funcionários públicos que já só recebem 12 salários apesar do TC não autorizar o cortes dos dois subsídios de férias e de Natal 

O Tribunal Constitucional (TC) não autorizou a suspensão dos subsídios de férias e de Natal a funcionários públicos ou aposentados, mas o Governo conseguiu por via "administrativa" o mesmo efeito. O aumento dos impostos e as reduções já cortam o equivalente a dois subsídios aos funcionários públicos que auferem mais de 1648 euros de rendimento bruto mensal. As contas feitas têm por base um solteiro, sem dependentes e sem despesas.
Nos pensionistas, a mesma realidade ocorre apenas a partir do patamar dos 4370 euros de pensão mensal bruta, graças à aplicação da nova Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) e aos cortes nas pensões. Em Julho de 2012, o TC declarou que a suspensão dos subsídios era inconstitucional, embora tenha permitido que vigorasse nesse ano, atendendo ao estado de emergência das contas públicas do país (e por já se estar a meio do ano orçamental). 

Para compensar este chumbo, o Governo avançou com uma sobretaxa de 3,5% no IRS para a generalidade dos trabalhadores. Entretanto, para aliviar este esforço fiscal, o Executivo permitiu que em 2013 as empresas pudessem fasear 50% do pagamento dos subsídios de férias e de Natal em 12 prestações mensais (os chamados duodécimos), tendo os patrões de pagar a outra metade nos prazos habituais. 

A medida (que, tal como a sobretaxa, se mantém este ano) é possível com a suspensão temporária das normas do código do trabalho sobre as regras de pagamento dos salários e pensões. Em 2014, houve novos aumentos de impostos, com a subida da contribuição para a ADSE (sistema de saúde dos trabalhadores do Estado do qual beneficiam também os reformados da função pública) e com a nova CES. 
No caso da ADSE, a comparticipação já está nos 3,5% desde 1 de Abril, o mesmo dia em que entrou em vigor, a que se soma a nova CES para as pensões acima dos 1.000 euros brutos (antes era a partir dos 1350 euros) - e que agora também se aplica aos reformados do Estado, já que não avançou a convergência entre os sistemas de pensões privado e público. 

Tudo somado, e na prática, o Governo conseguiu a mesma poupança que pretendia com a suspensão dos subsídios. Ou seja, embora os salários e pensões continuem a ser pagos em 14 'prestações', a verdade é que o rendimento auferido, em muitos casos, equivale ao que era ganho em 12 meses em 2011 (e nesse ano já houve cortes progressivos, entre 3,5% e 10%, nos salários dos funcionários públicos).

Estes protestos verificam-se em todos os países do espaço europeu (EU)


Por estas terras saloias de Mafra a cultura e as artes escrevem-se e sentem-se com dedicação pela autarquia. Aproveitem!.....

 JORNADAS DA JUVENTUDE 2014 
Uma LAN party, um concurso de bandas de garagem, uma feira das profissões e diversos workshops: fotografia digital, mergulho, surf, skate, desenho criativo, origami, artes manuais, sabores de Mafra, arqueologia e segurança. 
De 4 de Abril a 4 de Maio, a Câmara Municipal organiza uma programação inteiramente dedicada aos mais novos: as Jornadas da Juventude! 
Consulta o folheto informativo e fica a saber como podes participar. 
Inscreve-te em www.cm-mafra.pt/juventude_jornadas.cfm


quinta-feira, 3 de abril de 2014

Miguel Sousa Tavares sempre mostrou nas suas intervenções escritas e televisivas de que era um portista assumido. Mas falou demais nas suas criticas aos dirigentes do FCPorto. E estes não lhe perdoaram. Claro que MST saberá dar a volta ao diferendo com os dragões, mas que está numa embrulhada do caraças lá isso está!......

Miguel Sousa Tavares sempre mostrou nas suas intervenções escritas e televisivas de que era um portista assumido. 
Mas falou demais nas suas criticas aos dirigentes do FCPorto. 
E estes não lhe perdoaram. 
Claro que MST saberá dar a volta ao diferendo com os dragões, mas que está numa embrulhada do caraças lá isso está!.....

«Intimidação»: 

Miguel Sousa Tavares reage ao processo do FC Porto «É claramente uma tentativa de intimidação», diz o cronista de A Bola, reagindo à notícia que o próprio deu do processo de um milhão de euros. 
Ouvido pelo jornal i, Miguel Sousa Tavares explica que «escrevi que não acreditava que o Moreirense tivesse recebido 3,7 milhões de euros por metade do passe do Ghilas. Só isso». 

O jornalista diz ainda que «deve ser o maior processo de indemnização que alguma vez deu entrada no tribunal de Lisboa, um milhão de euros. É claramente uma tentativa de intimidação. Até porque vou ter de pagar as custas do processo, que são uns milhares de euros à cabeça». Miguel Sousa Tavares escreve há 15 anos em A Bola e é primeira vez, revela, que tem um processo. 

Também fica a saber-se que um eventual acordo foi recusado pela SAD portista. O jornalista ainda não foi notificado e soube do caso pelo jornal, que já recebeu a notificação judicial. 

O texto da discórdia foi publicado a 3 de Dezembro de 2013: «O que tem a compra de 50% do passe de Ghilas por 3,7 milhões a ver com a situação actual do FC Porto? Aparentemente não tem nada, mas vejamos com mais cautela, pois os desastres são quase sempre anunciados. É óbvio que Ghilas não vale 7,2 milhões (...). 
E é óbvio também que o Moreirense, ou quem detivesse os direitos sobre Ghilas, não recebeu 3,7 milhões por metade do seu passe, nem nada que se pareça», terá sido a excerto que justificou a decisão portista 

Ver o artigo completo de Miguel Sousa Tavares clicando aqui.

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