terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Oh águia que vôas tão alto. Mas a águia Vitória vai deixar de voar no Estádio da Luz.
Confesso que não estava muito por dentro das relações comportamentais entre Juan Barnabé e o SL Benfica, propriamente dito. As tensões entre as pessoas (Juan Barnabé, dirigentes, funcionários, stewards) acumulavam-se há muito tempo. Alegava-se mau comportamento do tratador espanhol. Dizia-se que se comportava como um dono do Benfica. E a Instituição tinha regras e ninguém naquele clube estava, e está, acima das regras.
Não conhecia Juan Barnabé pessoalmente a não ser naquele espaço em que era mais visível. No sitio das fotos da Loja Benfica. Por isso não conhecia o seu feitio, ora revelado, de que era quezilento.
Aqui há uns quatro ou cinco anos estive dois dias na Quarteira a tratar de assuntos que me obrigaram a estar lá duas manhãs. E na tarde do primeiro dia estive no Aquashow Park da Quarteira e visitei o ninho das águias. Estava lá a águia Vitória. Um familiar de Juan Barnabé estava nesse dia a gerir o voo da águia. Já não me lembro bem, mas devia ser o filho de Barnabé. Entabulámos conversa, dado que eu assimilava o seu espanhol arrevesado de português. Explicou-me certos aspectos da empresa em que se movimentava. E mostrou-me a águia Vitória, já de malas aviadas para o Estádio da Luz. Outra águia fez o voo de exibição e afastou-se do perímetro de voo uns quatro a cinco quilómetros e a grande altitude. Preocupação manifesta via-se no rosto do tratador, não porque ele receasse que a águia não voltasse ao seu posto de aterragem, mas sim porque poderia ser alvo de algum tiro, por parte de alguém que não gostasse destas aves de rapina. Mas tudo terminou em bem e a águia voltou ao seu posto de trabalho.
Agora surgiu esta situação e para já, sabe-se, que esta águia Vitória vai deixar de voar da bancada para o relvado do Estádio da Luz antecedendo os desafios da equipa principal. É pena!
Vejamos agora o dia-a-dia do que se passa.
a) No Domingo a comunicação social dá conta que Juan Barnabé tinha sido alvo de agressões por parte dos seguranças do Estádio da Luz. Posteriormente Sabe-se que Luan Barnabé queria ter acesso ao relvado utilizando o túnel dos jogadores, o que está proibido pelas regras do clube. Sabe-se ainda que na sequência dos incidentes o director de segurança do estádio dá ordem para que o espanhol abandone as instalações no prazo de meia-hora.
b) João Gabriel, porta-voz do Benfica, diz que houve apenas um incidente com alguém que desrespeitou uma Instituição chamada Benfica
c) O recente comunicado do Benfica esclarece toda a situação havida e as suas consequências para Juan Barnabé e para a águia Vitória.
Benfica reage a acusações de Juan BarnabéO Benfica, através de comunicado, reagiu às acusações de Juan Barnabé, o tratador e treinador da águia Vitória, que habitualmente voava no Estádio da Luz antes do início dos jogos.
Eis o comunicado na íntegra:
«Face as reiteradas declarações falsas e difamatórias que desde o passado sábado foram proferidas pelo senhor Juan Barnabé, ou pelo seu advogado, em relação aos incidentes verificados no passado dia 18 de Dezembro, a Benfica SAD vem esclarecer que:
a) Ao contrário do que repetidamente tem afirmado, o senhor Juan Barnabé não foi agredido, antes agrediu de forma injustificada e gratuita um Director da Benfica SAD, nos momentos que antecederam a entrada das equipas do SL Benfica e do Rio Ave em campo, no passado sábado. Situação presenciada por várias testemunhas que se encontravam no local e que ficou registada pelos meios de segurança.
b) Esta agressão não foi um acto isolado. Infelizmente, muitos outros incidentes foram registados ao longo dos últimos anos por aquele prestador de serviços desta Sociedade, envolvendo insultos e ameaças a diferentes profissionais do SL Benfica (Secretária Geral, Relações Públicas, Direcção Comercial&Marketing e Futebol de Formação).
c) Não se pode ter por pessoa de bem alguém que deturpa os factos e mente deliberadamente aos sócios.
d) Ao longo dos últimos meses, esta Administração encetou diversas diligências junto do Senhor Juan Barnabé para que este alterasse o seu comportamento.
e) Do diálogo entre as partes, sempre resultou o entendimento de que seria possível uma melhoria da postura daquele prestador de serviços, sendo para tal imperioso que este respeitasse, não apenas os colaboradores do Benfica, mas também as normas em vigor, nomeadamente aquelas que definem os procedimentos relativos à organização de jogos.
f) Infelizmente, os acontecimentos do dia 18 revelaram que não se trata de um problema pontual, mas sim de uma atitude reiterada e intolerável de desrespeito perante aqueles que sempre colaboraram com ele e, na pessoa destes, perante o próprio Benfica.
g) O símbolo do Sport Lisboa e Benfica é a águia, não o senhor Juan Barnabé.
h) A Benfica SAD não pode deixar de lamentar esta situação, mas, em face das agressões perpetradas e das declarações entretanto proferidas, não deixará de accionar os mecanismos legais ao seu dispor.
i) O SL Benfica foi, durante muito tempo o único clube do Mundo que tinha o seu símbolo a voar nos seus jogos. E só deixou de ser quando a ‘águia’ se transformou num negócio que nada tem a ver com benfiquismo. Facto que, naturalmente, lamentamos.
j) Foi alertado, em diversas ocasiões, quanto a esta situação. Nada mudou, apenas se agravou o seu comportamento.
k) Face à importância reconhecida do voo da águia, como símbolo vivo do nosso Clube, esta Sociedade irá tomar as medidas necessárias para que a mesma volte a animar o Estádio da Luz a breve trecho.»
Contribuições 1- A águia-imperial-ibérica (Aquila adalberti) é uma espécie de águia endémica do sudoeste da Península Ibérica e norte de Marrocos. Até pouco tempo era considerada uma subespécie da águia-imperial-oriental (Aquila heliaca), porém os estudos do ADN de ambas as aves demonstraram que estavam suficientemente separados para cada uma constituir uma espécie válida. A águia-imperial-ibérica encontra-se actualmente em perigo de extinção.
2- Advogado do tratador da águia não foi recebido e rescisão avança
O Benfica vai avançar para a rescisão do contrato, válido até 2013, com o tratador da águia Vitória, Juan Barnabé, na sequência dos incidentes que protagonizou com no túnel de acesso ao relvado da Luz antes do jogo com o Rio Ave.
O primeiro indicador de que essa era uma solução inevitável foi dado na manhã de ontem quando Luís Filipe Vieira se recusou a receber o advogado do tratador, Ricardo Felgueiras, que se deslocou à Luz, na companhia de dois directores da empresa de Barnabé, para chegar a um acordo. "Foi-nos dito que havia indisponibilidade por parte do presidente para nos receber", confirmou Felgueiras ao DN, que admitiu estar à espera de um contacto "para que tudo fique resolvido". Só que fonte encarnada garantiu ao DN que o contacto que irá receber será em forma de rescisão do contrato, numa altura em que Juan Barnabé tenta por todos os meios evitar a ruptura.
A reunião da direcção do Benfica, ocorrida ontem, serviu para confirmar esse desfecho. Em comunicado, os encarnados garantem que "muitos outros" incidentes protagonizados por Barnabé "foram registados", "envolvendo insultos e ameaças a diferentes profissionais" do clube, nomeadamente, "secretaria geral, relações públicas, direcção comercial e marketing e futebol de formação".
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12/21/2010
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Fernando Pessoa no Chiado.
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12/21/2010
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Já passaram as festas do 1º Centenário da Republica. Agora há que limpar os meninos com cuidadinho nas suas partes "fudengas".
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12/21/2010
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Vamos lá a dar mais uma mamadela de leite na vaquinha
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12/20/2010
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O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. Aproxima-se o Inverno: então os nossos pulmões que se cuidem!
Vamos falar da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica
O destaque
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica é para toda a vida. Milhares de portugueses, acima dos 40 anos de idade, sofrem deste grave problema. E para os fumadores é um problema acrescido!O desenvolvimento
Quando se fala em DPOC fala-se numa doença crónica com duas faces: a bronquite crónica e o enfisema, que se distinguem, nomeadamente, por implicações nas partes especificas do sistema respiratório. Nos pulmões, consideram-se as chamadas vias respiratórias, constituídas pelos brônquios e pelos bronquíolos, e os reservatórios de ar, os alvéolos, semelhantes a pequenos sacos dispostos em cachos. Quando respiramos – e fazemo-lo através da traqueia – o ar move-se através dos tubos brônquios – brônquios e bronquíolos – em direcção aos alvéolos: Daí o oxigénio entra no sangue, enquanto o dióxido de carbono faz o percurso inverso.
Quando se sofre de bronquite crónica, o revestimento dos brônquios e dos bronquíolos fica inflamado, havendo também uma produção excessiva de muco. É este muco, e o estreitamento provocado pela inflamação, que vai bloqueando as vias respiratórias e, em consequência, dificultando a passagem do ar. Já quando se tem enfisema, são os alvéolos os lesados: dilatam-se, as suas paredes entram em colapso e deixam de conseguir reter o ar em quantidades suficientes, o quer dificulta as trocas ao nível do sangue. Mas considera-se que se combinem em diferentes graus nos doentes com DPOC.Nos dois casos há obstrução do fluxo de ar e insuflação pulmonar, com degradação progressiva da função respiratória, embora em fases iniciais da doença, possa ser parcialmente reversível.
A DPOC desenvolve-se ao longo dos anos, manifestando-se através de sinais a que os doentes se vão habituando, ao ponto de considerarem “normais”: a dificuldade em respirar acompanhada ou não de sibilos e uma tosse crónica, mais severa ao acordar, cansaço, com esforço progressivo. Perda de apetite e de peso, são outros dos sintomas em fases mais adiantadas.
Tosse….e falta de ar
Para além da dispneia (dificuldade ou alteração, subjectiva da respiração), tosse crónica e expectoração, os doentes podem apresentar um, ou todos, os sintomas seguintes: respiração ruidosa, perda de peso, fadiga, hipoxemia, cianose e edema, Uma tosse persistente é um dos sintomas mais evidentes de que algo vai mal com os nossos pulmões. É certo que os fumadores habituam-se ao chamado “catarro”, mas quando ele se manifesta logo de manhã, ao acordar, é melhor não o ignorar. A presença de secreções – hipersecreção do muco – a acompanhar a tosse deve fazer aumentar as suspeitas.A falta de ar é, naturalmente, o outro prato desta balança, uma vez que na DPOC existe obstrução respiratória e aumento do volume de ar retido no pulmão. À medida que a idade e a doença avançam é comum surgir a chamada dispneia de esforço – trata-se de uma dificuldade em respirar ao menor esforço, incluindo as actividades diárias mais simples, como lavar-se, vestir-se e preparar uma refeição.
Alguns doentes desenvolvem obstrução das vias aéreas sem previamente terem tosse ou produção de secreções. Quanto ao tratamento farmacológico propriamente dito, pode passar pala administração de antibióticos (para debelar eventuais infecções), broncodilatadores (como o nome indica, para dilatar os brônquios e, com isso, facilitar o fluxo de ar) e corticosteróides (para reduzir a inflamação), sendo que muitos destes medicamentos, implicam o uso de um dispositivo de inalação.
Nalguns casos, em que a função respiratória está mais comprometida, pode ser necessário o recurso a oxigénio. E quando na DPOC existem, sobretudo, lesões de enfisema, e é muito grave, por vezes, pode haver possibilidade de cirurgia para redução do volume pulmonar. O transplante de pulmão é igualmente uma opção, ainda que restrita. A doença pulmonar obstrutiva crónica é para toda a vida. Consequentemente, o mesmo é válido para a terapêutica.
Contribuições

a) Estar bem informado sobre a doença e cuidados a ter para a melhoria da qualidade de vida (exercício, nutrição, hidratação, sono, entre outros)
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Adriano Ribeiro
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12/20/2010
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domingo, 19 de dezembro de 2010
Esta Lisboa que eu amo,. Reparem bem no que fazem aqueles que deviam dar o exemplo
Esta Lisboa que eu amo
Era suposto ser um serviço definido como “Porta-a- Porta”. Mas o que se vê deve ser um serviço “Passeio- a- Passeio”!


Os bons exemplos vêm de cima, e de todos os lados, basicamente. Aqui está alguém ao serviço da CML a levar a sério a «dinamização da mobilidade nos Bairros Típicos Alfacinhas», objectivo do “Lisboa Porta-a-Porta”, numa rua de Lisboa com carros a mais, entre o Jardim da Estrela e a Embaixada Britânica.Onde estava neste dia esta carrinha, costumam estar 3 ou 4, bem arrumadinhos a barrar totalmente o passeio e a passadeira. “Business as usual” . Isto é malta que trabalha e que mandam lixar aqueles que querem andar nos passeios em segurança.
Bom, mas quem sabe António Costa consiga a tal transferência de competências da PSP para a Polícia Municipal, e esta mostre um pouco mais de zelo profissional e cívico do que a PSP no que toca às infracções mais berrantes a nível de estacionamento e as coisas mudem um pouco.
Francamente
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Adriano Ribeiro
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12/19/2010
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Pobre Jesualdo Ferreira. Tanta arrogancia quando era treinador do FC Porto, agora tem de fugir dos adeptos do Panathinaikos
Vida complicada para Jesualdo Ferreira no Panathinaikos. A equipa do técnico português foi derrotada em casa, por 0-1, pelo Olympiakos Volou. O golo apontado pelo argentino Monje, aos 78 minutos, ditou o resultado. O pior, porém, ainda estava para chegar.
O golo provocou a ira dos adeptos que invadiram o relvado do Estádio Olímpico de Atenas imediatamente a seguir ao apito final e perseguiram os jogadores até ao túnel de acesso aos balneários, arremessando objectos em direcção dos futebolistas.
A zona VIP do recinto também foi atacada pelos adeptos descontentes com a derrota e com a impossibilidade de o Panathinaikos atingir a liderança da prova.
Depois da derrota com o Copenhaga (1-3), para a Liga dos Campeões, o empate para o Asteras Tripolis (0-0), para o campeonato, Jesualdo Ferreira perdeu assim uma boa oportunidade em tentar chegar mais perto do líder Olympiakos que apenas joga amanhã e que, para já, leva a vantagem de dois pontos na tabela classificativa.
Nota de Bancada Directa: Jesualdo Ferreira sabia de antemão que a sua aceitação como treinador por clubes estrangeiros, baseava-se nos resultados obtidos pelo FC Porto como equipa recheada de jogadores acima da média e não nos seus processos como treinador. O que está a acontecer reveste-se de uma normalidade previsível.
É pena para um homem que podia muito bem estar a gozar uma boa vida e deixar-se de futebois. Já tem o suficiente.
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Adriano Ribeiro
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12/19/2010
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Viver em casa dos pais. Um problema muito sério
Viver em casa dos progenitores. 314 mil jovens estão parados
Em Portugal, há 314 mil jovens que não estudam nem trabalham. Estão parados em casa. Este grupo tem vindo a crescer: só nos últimos três anos tem subido a um ritmo de dez mil jovens por ano.
Os números ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) ao CM revelam que 16 por cento da população entre os 15 e os 30 anos não tem qualquer tipo de actividade. Este valor, do terceiro trimestre de 2010, é o mais elevado dos últimos anos. São adultos jovens com capacidade para trabalhar ou estudar mas que não estão a fazer nenhuma das duas coisas.
Portugal tem uma das taxas de desemprego jovem mais altas da Europa, com 21 por cento. Isto significa que dois em cada dez jovens portugueses não têm emprego.
É uma camada da população que na altura esperada de arranque da vida activa não contribui para a economia, exercendo ainda mais pressão na Segurança Social. Os descontos destes jovens serviriam para suportar no futuro a geração que se aproxima da idade da reforma.
"Ficam a adiar projectos de vida em casa dos pais!"Para Eugénio Rosa, economista e membro da CGTP, tudo está ligado à crise económica. "Em Portugal, só há destruição de emprego, e os jovens, mesmo licenciados, não conseguem trabalhar. Ficam a adiar o projecto de vida em casa dos pais", lamenta o especialista. Um dos maiores problemas que se colocam por haver tantos jovens sem ocupação é que quando finalmente ingressarem na vida activa terão menos anos de descontos "e, por consequência, uma pensão muito baixa". Eugénio Rosa admite que esta geração mais nova "não tem futuro, o que é lamentável".
Observo, que muitos jovens ou famílias, casam e divorciam-se voltam para casa dos pais, não criam filhos e depois dos 30 anos vai ser difícil.
Não se justificam freguesias com 100 habitantes e municípios com menos de 10 000 e o census nunca pode ser entregue a funcionários autárquicos, o último census foi feito por forma a dar números que são de mentira, devem ser feitos por pessoas sérias e que não estejam ligadas a interesses e já agora, porque é que têm de ser licenciados apenas?
Tenho a perfeita noção e conhecimento do que digo, os dados estão errados para usar palavras suaves e irão novamente dar números falseados e inflacionados em muitos concelhos que deveriam ser agregados, esta é uma das reformas importantes.
ContribuiçõesJovens portugueses deixam casa dos pais mais tarde
Poupar e Gastar - Em casa A casa é uma opção mais tardia
Um estudo do gabinete de estatísticas da União Europeia (UE), divulgado em Bruxelas, revela que os jovens portugueses enfrentam a precariedade no emprego e saem tarde de casa dos pais. Os dados apresentados mostram que, em média, os homens portugueses deixam a casa da família aos 29,5 anos e as mulheres aos 28,5, numa tabela liderada pela Finlândia (23,1 e 22 anos, respectivamente) e França (24,2 e 23,1).
Na cauda da lista da UE estão os jovens eslavos, que saem de casa aos 31,5 anos e 29,8, seguindo-se os da Eslovénia (31,5 e 29,6) e da Bulgária (31,5 e 27,7).
Relativamente ao emprego, os dados do segundo trimestre deste ano, apontam que mais de metade dos portugueses (54,2 por cento) com idades entre os 15 e os 24 anos têm contratos de trabalho temporário, sendo a média da UE de 39,4 por cento.
Entre os 25 e os 29 anos, quatro em cada dez (38,3 por cento) trabalhadores têm contratos a termo (UE 27 20,4 por cento) e dos 30 aos 54 o número baixa para 16,6 por cento (UE 27 9,2 por cento).
Cruzando a idade com o desemprego e o nível de escolaridade, o Eurostat mostra que, em Portugal, na faixa dos 25 aos 34 anos, há 12,2 por cento de desempregados com um nível baixo de educação (19,2 por cento na UE).
Já com a escolaridade média, a taxa de desemprego é de 11,1 por cento (9,1 por cento na UE) e no nível elevado de educação baixa para 7,7 por cento (5,9 por cento na UE). O mesmo estudo refere que, em termos de ocupação de tempos livre, três em cada quatro jovens europeus entre os 16 e os 29 anos foi pelo menos uma vez ao cinema (77 por cento), mais de metade (54 por cento) assistiu a um espectáculo, e 49 por cento fez uma visita cultural, tendo como base dados de 2006. Em Portugal os números são, respectivamente, de 69, 70 e 46 por cento.
O Eurostat salienta ainda que, no dia 01 de Janeiro de 2009, havia 95 milhões de jovens, entre os 15 e os 29 anos, na União Europeia.
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Adriano Ribeiro
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12/19/2010
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sábado, 18 de dezembro de 2010
Uma história bonita. Paulo e Filipa casam no Domingo. Cavaco Silva assiste à cerimónia.
Uma história bonita
História de amor surgiu em acções da Comunidade Vida e Paz
Sem Abrigo: Paulo e Filipa casam no domingo e Cavaco Silva vai à festa
A história de amor de Paulo e Filipa começou na rua. Revelou-se numa festa de Natal de sem-abrigo da Comunidade Vida e Paz, através de um pedido de casamento, e oficializa-se no domingo com vários convidados, entre eles o Presidente da República.
Foi em 2006, durante um serviço de voluntariado da Comunidade Vida e Paz na igreja de São Domingos, na Baixa de Lisboa, que Paulo Fernandes, 40 anos, conheceu Filipa Cunha, que na altura dormia na rua.
Paulo, que também chegou a dormir na rua, apaixonou-se e no ano passado, durante a festa de Natal daquela associação, subiu ao palco e pediu Filipa em casamento.
Quatro anos depois de se terem conhecido, o casal oficializa a sua união numa cerimónia que decorrerá no próximo domingo, durante a festa de Natal da Comunidade Vida e Paz, e que contará com a presença do presidente da República, Cavaco Silva.
“Conheço a Comunidade Vida e Paz há vários anos. Estive durante 27 anos na rua e 14 agarrado ao álcool. Foi graças à comunidade que mudei a minha vida e recuperei. Hoje sinto que sou um exemplo para aqueles que viviam na rua”, disse à Lusa Paulo Fernandes.
Por seu turno, Filipa diz que “o passado já lá vai” e que “aquilo que interessa é pensar no presente e no futuro”, que acredita que será mais “risonho”.
O casamento de Paulo e de Filipa decorrerá durante a missa de Natal, na Cantina da Cidade Universitária, onde há 22 anos a Comunidade Vida e Paz assinala a quadra natalícia.
Em declarações à agência Lusa, a coordenadora da Comunidade Vida e Paz, Elisabete Cardoso revelou que este ano a associação terá mais de mil voluntários a prestar assistência aos cerca de três mil sem-abrigo que são esperados até domingo na Cantina da Cidade Universitária, em Lisboa
Os convidados, geralmente considerados “os mais vulneráveis ao longo do ano”, terão ao seu dispor, nestes três dias, cabinas de duche para que possam tomar banho quente, uma tenda aquecida para trocarem de roupa, salas de leitura, serviços de assistência social e animação musical.
Contribuições
Um recado de Bancada Directa para Cavaco Silva

Presidente! Não interessa a que só assistas a uma cerimónia que teve um fim feliz. O que te pedimos é que olhes para esta imagem e vejas que é uma situação que tem de acabar!
Adriano Rui Ribeiro
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12/18/2010
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Nuvens negras pairam sobre a sobrevivência do Euro. Para o salvar o Tratado de Lisboa já foi à vida! É o nosso tema de Fragmentos e Opiniões
Fragmentos e Opiniões europeias
Caso o Euro caia, pergunta-se qual vai ser e reacção circunstancial de Portugal?
Reflexões sobre os artigos do “Die Press” da Áustria e do “Suddeustsche Zeitung” da Alemanha
Um grande passo para a UE mas um pequeno passo para os europeus. A revisão do Tratado de Lisboa, aprovada em 16 de Dezembro pelos 27 chefes de Estado e de Governo, cria um mecanismo permanente de salvamento dos Estados-membros em dificuldades. A partir de 2013, esse "Mecanismo Europeu de Estabilidade" substitui o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira de 440 mil milhões de euros (750 com o dinheiro do FMI), criado de urgência em Maio passado.Por outras palavras, como diz o título de Die Presse na Áustria, a União cria um fundo monetário europeu, uma coisa inimaginável há apenas um ano. A pouco e pouco, por pressão dos acontecimentos, está a instalar-se uma espécie de federalismo informal, precisamente no momento em que os Estados-membros afirmam cada vez mais os seus interesses nacionais e a sua vontade, em detrimento da Comissão Europeia. Uma evolução paradoxal mas inevitável, se a Europa quiser sair da crise actual. Porque um fundo deste tipo teria permitido evitar, ou pelo menos atenuar, os ataques dos mercados contra os países mais frágeis.
Ainda assim, subsiste algum mal-estar. Em primeiro lugar, como observou esta semana o Süddeutsche Zeitung, os dirigentes europeus não transmitem a ideia de saberem realmente para onde vão. O debate, muito técnico, sobre a emissão de euro-obrigações, foi em grande medida evitado, mas esse mesmo debate prova que entre os Estados, o Banco Central Europeu e, talvez, os meios financeiros existem divergências que poderão fragilizar ainda mais a situação dos países da zona euro mais expostos às reacções dos mercados.Além disso, a revisão do Tratado de Lisboa continua a ser um ato político hermético para a maior parte dos cidadãos europeus, que continuam a enfrentar a realidade da crise económica e das políticas de austeridade. Para os gregos e para os irlandeses, os planos de salvamento autorizados pelos seus parceiros são sinónimos de sacrifícios e geram ressentimento. Para muitos alemães, essa solidariedade assemelha-se mais a uma extorsão de euros laboriosamente acumulados. E, noutros países, o resultado de longas negociações entre dirigentes, por mais útil que seja, tem pouco peso aos olhos daqueles que são directamente afectados pelo desemprego e pela descida do seu nível de vida.
Uma comunicação deficiente ou uma resposta política insuficiente? Em 2011, os Vinte e Sete terão de dar uma resposta a esta pergunta, porque a saída da crise não pode ser feita sem a adesão dos povos.
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12/18/2010
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Por aqui no Bancada Directa é quase Natal. Mas o desejo que os leitores tenham um excelente Fim-de-semana está sempre presente.
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Adriano Ribeiro
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12/17/2010
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Fragmentos e Opiniões.Dividendos em avanço, Açores sem controlo e hipocrisia

A segunda explicação terá a ver com os cálculos políticos de José Sócrates. O primeiro-ministro percebeu que banqueiros e empresários se começam a mudar de armas e bagagens para o líder do PSD, que pensam que será o futuro primeiro-ministro de Portugal. Com a sua tenacidade e capacidade de luta, Sócrates não dá por perdida essa batalha e, com esta decisão - foi ele que travou a intenção do grupo parlamentar do PS de apresentar um diploma para taxar os dividendos antecipados -, pretende arreganhar as boas graças dos homens do dinheiro. Está enganado, claro. Mas ainda acredita.
Há casos e casos nas empresas que assim decidiram. No da Jerónimo Martins fico completamente estupefacto: Alexandre Soares dos Santos tem dado mostras de ser uma pessoa de enorme integridade e verticalidade. O que decidiu não o honra. Quanto ao líder da Portucel e Semapa, Pedro Queirós Pereira, que recebeu €175 milhões de incentivos no âmbito da ampliação da fábrica de Setúbal (além de, na conferência da "Exame", ter defendido publicamente o primeiro-ministro), o mínimo que se pode dizer é que está a ser bastante ingrato. Em resumo, numa altura em que todos os portugueses estão a ser chamados a fazer um enorme esforço fiscal e a aceitar um corte abrupto do seu nível de vida, há quem se dessolidarize desse esforço. As justificações podem ser as melhores. Mas são atitudes destas que minam a coesão nacional e criam o caldo de cultura para aventuras políticas perigosas.
Em relação ao respeitinho, Carlos César chamou-lhe uma trêta
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12/17/2010
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Neste Natal de 2010, alguém em França lembra-se do nosso Sete de Espadas e retira da gaveta um poema

SETE MARES
Sete mares
percorridos,
numa vida
não esquecida,
em que o
sonho e a
realidade
se confundem e
misturam.
Por onde já
passaste tu,
olhos cheios
de luz,
alma acordada
para o mundo?
Que vidas
gentilmente já
tocaste e
amaste e
sentiste,
num percurso
calcorreado
sem medo
das pedras
do caminho?
Alma serena
que tocaste o
meu coração,
são os teus
sorrisos uma
esperança,
de vida,
de paz,
de um suave
sentir
que me embala
e me faz
acreditar nos
homens,
nas suas
esperanças
nos seus
desejos.
Brincas com
a vida, tal
como brincas
comigo e
alumias com
o teu viver
todos quantos
te rodeiam.
As agruras da
vida não
te turvaram
o olhar,
não te pararam
nessa travessia
onde acolhes as
almas
daqueles que
te amam.
Sete mares,
sete vidas,
que de
braços abertos
ao mundo
sorris e
amas e
aqueces as
almas
sem rumo
que se perdem
no teu canto
gentil,
nunca deixes
de sorrir à
vida e eu
sonharei
contigo.
Marcia Correia
Dedicado ao Sete
1 de Julho de 2005
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Adriano Ribeiro
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Esta Lisboa que eu amo. Recordar é viver. A antiga Ribeira de Alcantara, hoje Avenida de Ceuta
Um olhar sobre o que era a antiga Ribeira de Alcantara, muito famosa no seu tempo. Antes podemos ver o Aqueduto das Aguas Livres tal como é nos dias de hoje. Vê-se bem ao centro o arco grande" do Aqueduto.
Agora podem ver as antigas fotos da Ribeira de Alcantara
A Ribeira da Alcantara a passar por debaixo do "arco grande" do Aqueduto com vista para montante. O casario à direita da foto, é a parte baixa do Bairro de Campolide, que tinha ligação para a estação dos comboios por uma ponte estreita, e depois uma sequencia de tuneis. 1939
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Adriano Ribeiro
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12/16/2010
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Fragmentos e Opiniões. Falemos de “Wikileaks” e do que acontecia há 30 anos atrás e da gravidade dos “golpes”.
WikiLeaks e a sociedade decente
Também as opiniões sobre a qualidade do jornalismo praticado pelos órgãos de comunicação que têm divulgado as fugas são interessantes, mas discutíveis. Não é verdade que esses jornais sejam apenas correias de transmissão do WikiLeaks; existem equipas a trabalhar e a confirmar o que publicam. Mas tornou-se moda catalogar o que não gostamos como 'não jornalismo'. Peço desculpa, mas a verdade é que nas sociedades abertas não há um só critério para jornalismo. Há múltiplos e de alguns deles não gostamos. Eu posso dizer que há por aí muito de que não gosto.
O mundo da política e da diplomacia ocidental reagem, como uma pessoa apanhada em público de roupa interior, com um misto de agressividade e vergonha, às revelações de telegramas diplomáticos. Porém, aqueles que - como o cidadão comum - estão distanciados desse mundo podem dizer-lhes, sem medo de errar, para terem calma. Tirando um ou outro pecado, um ou outro abuso ou mesmo alguns crimes menores, o que o WikiLeaks revelou até agora é um mundo bastante mais decente do que já foi - pelo menos deste lado do hemisfério.
Imaginemos uma fuga destas há 30, 40 ou 50 anos. Cuba recebia secretamente mísseis da União Soviética, tanques invadiam Praga, espiões utilizavam chapéus-de-chuva para matar rivais; espiões eram regularmente trocados no 'checkpoint Charlie', em plena Berlim dividida; pequenos países como Granada eram invadidos, presidentes eleitos como Allende eram derrubados, e na América Latina como em África digladiavam-se os países desenvolvidos em esquemas que hoje em dia só conhecemos dos filmes.Onde estão os assassínios? Onde estão as invasões de países? Onde estão os esquemas tortuosos de apoio a terroristas para combater países terceiros? Onde ficou o apoio a guerrilhas mais ou menos inventadas para minar o poder estabelecido de um país? Onde encontrar ditadores como Mobutu ou Bokassa que gozavam da proteção política e diplomática de grandes potências? Onde está o beneplácito que a França dava à ETA? Onde estão os complexos esquemas da 'pérfida Albion'?
Comparado com o que foi, o mundo está bem melhor. Podemos distender-nos, relaxar-nos e dizer aos nossos filhos: "Sim, são uns hipócritas porque são civilizados. Antes disso eram uns assassinos".
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Adriano Ribeiro
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12/16/2010
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Já se sabe que neste Natal de 2010 o Palácio Nacional de Mafra está às escuras. Mas nem a escuridão ofusca o brilho deste presépio
Frontaria da Basilica de Mafra
Vejam o brilho deste presépio
Publicada por
Adriano Ribeiro
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12/15/2010
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