BANCADA DIRECTA: Pedro Passos Coelho. Um homem ressabiado que não sabe conviver com a realidade. As suas teses de não querer consensos com o PS revela eu egoismo atroz e a ansiedade de um dia poder ter a cadeira do poder. novamente.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Pedro Passos Coelho. Um homem ressabiado que não sabe conviver com a realidade. As suas teses de não querer consensos com o PS revela eu egoismo atroz e a ansiedade de um dia poder ter a cadeira do poder. novamente.

Um político ressabiado é do pior que há. Passos Coelho é um exemplo acabado desse destempero.

Habituado a fazer política à volta de cumplicidades promiscuas tem lidado mal com a postura política do atual Presidente da República. Não porque este (PR) esteja a fazer um ‘frete’ ao Governo do PS apoiado pela Esquerda.

Mas porque Marcelo tem um projecto presidencial próprio (que o tempo vai revelando numa cascata de prestações) e não é identificável com a anterior situação - vivida no tempo de Cavaco Silva - em que a Direita, então, no Governo sempre se sentiu escorada em Belém.

O problema de Passos Coelho é que vivendo aquilo que transparece como ‘momentos de infelicidade’, por não se conformar com o exercício de um papel de Oposição, resolve mostrar um inqualificável despeito para os que exercem um cargo político com ‘felicidade’. Foram esses sentimentos que revelou na entrevista ao ‘Sol’ .

É o 'fado do desgraçadinho': castigado nas urnas, rejeitado no Parlamento e enjeitado em Belém. Mas na referida entrevista foi mais longe. Perante, por exemplo, o conteúdo do discurso do ‘feliz protagonista’, que acintosamente denomina por “Dr. Rebelo Sousa”, na sessão comemorativa do 25 de Abril na AR, onde apelou a consensos nacionais em áreas chaves nas reformas (verdadeiramente estruturais) do Estado, o licenciado Passos Coelho resolveu 'desconversar' falando da miopia dos ‘outros’.
Ao fim deste tempo todo continua a confundir reformas do aparelho de Estado (em curso) com mudanças inconstitucionais de regime (o que paulatinamente foi tentando na legislatura que governou). É o que sibilinamente advoga quando aponta a total submissão aos ‘mercados’ e ‘investidores’ como a sua base programática de consensos

Bem, ficamos por esta cegueira política que deixa os cidadãos sem enxergar os caminhos, em direcção ao futuro, deste dirigente político.

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