BANCADA DIRECTA: Esta Assunção Cristas anda a cantar de galo, mas não convence ninguém. Defende os seus interesses no financiamento das escolas privadas, porque daí tira beneficios afins. Defende critérios duvidosos de comparação com as escolas publicas

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Esta Assunção Cristas anda a cantar de galo, mas não convence ninguém. Defende os seus interesses no financiamento das escolas privadas, porque daí tira beneficios afins. Defende critérios duvidosos de comparação com as escolas publicas

Assunção Cristas

Assunção Cristas descobriu um novo critério para financiamento de escolas, na sua opinião se a escola privada for melhor do que a pública deve ser financiada, o critério de tão ingénuo até parece certo, mas nem está certo, nem é honesto, diria mesmo que é velhaco. O que Cristas omite e que um colégio privado obedece a regras que uma escola pública não obedece, esta tem obrigações que os colégios privados não têm, sofrem de restrições financeiras que não são necessariamente as mesmas de um colégio privado, tem alunos que em média vêm de meios sociais com melhores recursos e educação e obedecem a critérios pedagógicos diferentes.
O que a líder do CDS pretende é comparar coisas diferentes e com base em resultados, dois critérios que têm mais de velhaco do que de honesto. A qualidade não se avalia no ranking, exigiria uma auditoria séria aos métodos para que essa avaliação fosse séria, não sendo influenciada pela dimensão das turmas, pela estabilidade do corpo docente, pela origem social dos alunos, pela percentagem de alunos com problemas de deficiência, pelos critérios de admissão de alunos.

Assunção Cristas começa a revelar-se uma política pouco séria, ela sabe que instituições como escolas ou hospitais não são empresas privadas, o número de doentes curados ou a posição no ranking não têm nada que ver com o lucros das empresas, não se pode estabelecer uma relação directa e proporcional entre estes resultados e a qualidade da gestão. De uma líder do CDS seria de esperar mais honestidade intelectual, isto no pressuposto de que Assunção Cristas sabe do que está falando.
"A líder do CDS sugere que o critério para financiamento das escolas não deve passar pelo proprietário das mesmas, mas pela escolha dos pais, custos, qualidade e resultados do estabelecimento. "Se uma escola é melhor, se tem melhores resultados, se os pais a preferem e se não é mais caro que uma escola estatal, porque é que não há de ser essa turma nessa escola que deve prosseguir?", questiona Assunção Cristas, que falava esta segunda-feira aos jornalistas à margem de uma visita ao Colégio Apostólico da Imaculada Conceição (CAIC), em Coimbra.


Com "o problema da natalidade" a criar uma falta de crianças "para encher as escolas", será necessário perceber o que se quer: "Se queremos olhar para a escolha dos pais, para a preferência dos pais, para a qualidade do ensino, olhar para os custos, certamente, ou se queremos olhar simplesmente para o dono da escola", afirmou.» [Expresso]

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