BANCADA DIRECTA: Resquicios de uma investigação sobre corrupção na Autoridade Tributaria e Aduaneira. O sindicalista dos impostos Paulo Ralha botou opinião mas mais valia que estivesse calado.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Resquicios de uma investigação sobre corrupção na Autoridade Tributaria e Aduaneira. O sindicalista dos impostos Paulo Ralha botou opinião mas mais valia que estivesse calado.



Paulo Ralha, sindicalista ou uma espécie disso. Para este sindicalista a corrupção é originada pela pobreza das pessoas e não por aqueles que querem tirar proventos financeiros a qualquer preço.

A primeira reacção do sindicalista dos impostos foi um desastre, defendia o acesso quase livre e generalizado a toda a informação dos contribuintes e dava a entender que o caso se limitava a chefias, como se estas fossem ETs no fisco e escondendo que tal era mentira, nem o caso envolvia apenas chefias nem estas são entidades estranhas ao fisco.

A segunda reacção do sindicalista é ainda mais desastrosa, seguindo uma cultura miserável de muito boa gente associa os cortes salariais a corrupção. Faz lembrar os que associam a crise ao aumento do crime, como se os pobres fossem tendencialmente gatunos. Essa tese era mesmo partilhada por alguma direita que no governo anterior cortou em todos os orçamentos, menos no da Administração Interna.


 Na prática o sindicalista sanciona a acção policial e admite os crimes ainda antes de qualquer julgamento, pior, ainda antes da apresentação dos arguidos ao um juiz, como se as suspeitas policiais fossem acórdãos de um tribunal. «Paulo Ralha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI), considera que os cortes salariais aos funcionários do Fisco, no período da ‘troika’, potenciaram o risco de corrupção na administração fiscal e situações como as que, ontem, foram tornadas públicas no âmbito da Operação ‘Tax Free’.

A operação foi desenvolvida no seguimento de suspeitas de ‘luvas’ pagas por empresas para terem acesso a informação fiscal, bancária e patrimonial de terceiros e também por gabinetes de advogados e de contabilidade a troco de consultoria fiscal de funcionários do fisco. ”O grande risco para estas situações ocorrerem prende-se com os cortes salariais em determinadas profissões como na PJ, na AT e no próprio Ministério Público.

É da natureza humana. Está mais do que provado na história humana que aumenta o risco de corrupção”, defendeu ao Económico Paulo Ralha. Nas contas do STI, efectuadas no final de 2013, cerca de 70% dos mais de 10.500 funcionários da AT ganhavam acima de 1.500 euros, por isso, em 2014, teriam uma redução de salário entre 8,6% e 12%.

 O dirigente sindical garante nunca ter ouvido falar da existência deste tipo de situações que passam por tráfico de informação e diz mesmo não haver quaisquer processos disciplinares internos por esse tipo de práticas. “Os processos internos que existem prendem-se apenas com a consulta indevida de dados fiscais na sequência da polémica ‘Lista VIP’ em que o acesso aos dados fiscais de quatro ex-governantes (Paulo Núncio, Pedro Passos Coelho, Cavaco Silva e Paulo Portas) originava um alerta automático.» [DE]

Sem comentários:

Obrigado Pela Sua Visita !