BANCADA DIRECTA: O meu 25 de Abril terá sempre um cravo vermelho, não na ponta de uma espingarda mas sim no espirito de todos aqueles que gostam de uma liberdade responsavel

terça-feira, 26 de abril de 2016

O meu 25 de Abril terá sempre um cravo vermelho, não na ponta de uma espingarda mas sim no espirito de todos aqueles que gostam de uma liberdade responsavel


Alguma direita encara o cravo enquanto símbolo do 25 de Abril como um símbolo da esquerda, daí a forma desengonçada como os sucessivos dirigentes dos partidos da direita o encaram, em particular, aqueles que chegam a Presidente da República. Cavaco nunca o usou, Marcelo exibe-o na mão e as fontes de Belém justificam a sua não colocação na lapela por ser um político do centro. 

Temos, portanto, que a estupidez nacional leva a que se use na lapela quando se é de esquerda, se leve na mão quando se é do centro e não se use quando se é de direita. O facto de o cravo ser op símbolo da revolução deve-se ao facto de ser uma flor da época. No tempo da revolução não havia grandes estufas de flores e a flor mais vendida eram cravos e estes ou eram vermelhos, os mais frequentes, ou brancos, as modificações genéticas vieram mais tarde. 

Alguém se lembrou de colocar um cravo numa G3 e por uma feliz coincidência do destino um fotógrafo aproveitou para fazer uma bela imagem a preto e branco. Quem colocou o cravo na G3 não estava a fazê-lo por o cravo ser vermelho, era simplesmente uma flor que brotava de uma arma de onde seria de esperar que brotassem balas. Portanto, nem o cravo é um símbolo da esquerda, nem o vermelho dessa flor era uma opção ideológica, alguém teve um gesto que se tornou símbolo de uma revolução pacífica, uma revolução que teve mas não fez vítimas. 
O cravo foi um símbolo de uma tolerância que se tornou a imagem da evolução e nesse sentido a direita devia ter menos complexos em relação a essa pobre flor, foi graças a esse gesto que a revolução de Abril se tornou numa imagem mundial de tolerância com os vencidos. A direita devia ter com os cravos uma relação de simpatia pois essa flor simboliza a tolerância com que foram tratados muitos responsáveis do antigo regime. 

Alguns fugiram para o Brasil, mas isso resultou mais da sua má consciência do que do facto de terem motivos para recear pela sua vida. A revolução limitou-se a restituir a liberdade aos que não a tinham, não condenou os dirigentes de organizações como a Legião portuguesa ou a ANP, nem mesmo os inspectores da PIDE/GGS forma severamente punidos. 

Muitos deles acabaram por se reintegrar na sociedade e um deles até recebeu uma pensão concedida por um presidente que a recusou a Salgueiro Maia.

Segundo sei Marcelo vai condecorar brevemente Salgueiro Maio a titulo postumo. Justa homenagem não só à lembrança daquele militar mas a todos os scalabitanos que viveram o 25 de Abril 

2 comentários:

Anónimo disse...

Mas o cravo vermelho foi também o simbolo da revoluçâo soviética. Não será por isso queadireitao odeia?

Adriano Ribeiro disse...

Caro anonimo
Responder a uma pessoa que não se identifica pessoalmente sobre um tema historico será uma aberração. Digo isto com o devido respeito a um leitor deste blogue
Quanto à flor cravo de cor vermelha ser o simbolo da Revolução Sovietica deveria dizer-me se foi a primeira ou a segunda que lhe prende a sua atenção.
Falemos da Revolução Sovietica de 1917:o simbolo mais aceite pelo povo russo foi a foice e o martelo de cor negra e geralmente sobrepostos em bandeira de fundo de cor vermelha.
O vermelho foi a cor estimada pelos sovieticos e é natural que cravos, rosas ou quaisquer flores de petalas vermelhas tivessem a preferencia dos sovieticos
Aproveite e vá um dia a Moscovo, penetre no Kremlin (possível)e admire toda a beleza dos monumentos e das três catedrais (Anunciação, Assunção e Ascensão). Visite o mais possivel as estações do Metro de Moscovo e admire toda a historia da Russia. Isto, claro, partindo da hipotese que ainda não visitou este país.
Adriano Rui Ribeiro

Obrigado Pela Sua Visita !