BANCADA DIRECTA: À nossa volta giram os palhaços. Eles quando era miudo os palhaços faziam-me rir. E com os palhaços actuais até me sinto triste. "Ó Santa Ingenuidade" que grassa nos cidadãos à minha volta. Uma cronica do nosso colaborador Dom Paio Peres Correia que de ingénuo não tem nada que se veja ou sinta

domingo, 10 de abril de 2016

À nossa volta giram os palhaços. Eles quando era miudo os palhaços faziam-me rir. E com os palhaços actuais até me sinto triste. "Ó Santa Ingenuidade" que grassa nos cidadãos à minha volta. Uma cronica do nosso colaborador Dom Paio Peres Correia que de ingénuo não tem nada que se veja ou sinta


À nossa volta giram os palhaços. Eles quando era miudo os palhaços faziam-me rir. E com os palhaços actuais até me sinto triste. "Ó Santa Ingenuidade" que grassa nos cidadãos à minha volta. Uma cronica do nosso colaborador Dom Paio Peres Correia que de ingénuo não tem nada que se veja ou sinta


OS PALHAÇOS QUE NÃO ME FAZEM RIR

Uma cronica de Dom Paio Peres Correia

 Sempre ri com os palhaços. Eu gostava muito de ir ao Coliseu ver o circo e do que eu mais gostava era da troupe dos palhaços. Muitas vezes me assustavam – eu tinha 8 anos – com as suas bofetadas que os faziam cair, redondos no chão.

 Eu assustava-me mas acabava entrando no jogo e vinha sempre feliz de os ver, saltitantes e coloridos. De narizes de borracha e sapatolas gigantes. Hoje vejo-os nas televisões e não acho piada nenhuma. Já não aparecem de cores berrantes. Vestem de cinzento e tentam contar-nos tretas. Dar opiniões distorcidas e mentirosas para servir os respetivos donos.

Os barões da política que lhes pagam umas migalhas para nos contarem mentiras. E tudo dito de ar solene! Os jornalistas que não se vendem escasseiam. Vivem entre o salvar o emprego e o ter que ser um “yes men”.
Contar a história que interessa ao chefe. Esquecer o que se deve esquecer e tratar da vidinha. Ganhar para o bife e calar o bico. Estar a recibo verde é meio caminho para a desgraça. Opiniões pessoais não se encontram. As televisões generalistas são baluartes que a finança conquistou, graças aos políticos que facilitaram a sua entrada aos grupos económicos.

Passaram a grande poder de influência política. A do estado reflete a opinião do partido no poder. Ainda há pouco tempo tínhamos um vendedor de livros e opiniões que se tornou conhecido e que com isso beneficiou para dar o salto qualitativo. Quando alguém disse (parece-me que foi o falecido Rangel) que vendia presidentes como se vende margarina, as pessoas não acreditaram e acharam que era uma “blague”.
Joseph Goebbels. Praticava a doutrina filosofica de que "uma mentira dita mil vezes vira verdade aceite"

Não era. Nas televisões tudo se vende. Mentiras é o que se vende melhor. Já Goebbels – esse especialista de marketing avant la lettre – dizia que uma mentira mil vezes dita vira verdade.


E o mais esquisito para mim que também sei do que falo porque trabalhei em marketing é que as pessoas pensam que não são influenciadas pelas doses de propaganda/publicidade e julgam que o que defendem é a sua opinião pessoal e não são manipuladas.!

Santa Ingenuidade


ass) Dom Paio Peres Correia

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