BANCADA DIRECTA: Uma virtude do governo anterior é que conseguia aumentar impostos sobre a forma de corte nos vencimentos e aumentos nos descontos e assim enganava a gentalha menos atenta.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Uma virtude do governo anterior é que conseguia aumentar impostos sobre a forma de corte nos vencimentos e aumentos nos descontos e assim enganava a gentalha menos atenta.

Dantes existiam impostos e taxas mas graças ao brilhantismo intelectual de Passos Coelho e à sua honestidade foi criado uma terceira solução, gera receitas para o Estado sem aumentar impostos ou criar as famosas taxas e taxinhas.

Cortam-se de vencimentos sem qualquer negociação ou compensação. Para não parecer um exagero a par do corte do vencimento, aumentam-se as horas de trabalho, corta-se nas férias e aumentam-se os descontos.

Se fosse feito o mesmo a todos os trabalhadores isto seria um imposto, um aumento inadmissível da carga fiscal, mas como se aplica apenas a alguns já não é um imposto, é um corte na despesa, uma espécie de imposto negativo sem regras. Portanto, este “não imposto” só tem vantagens, não dá trabalho a cobrar, não pode ser objecto de recurso e não tem limites.

À partida cortaram-se 30% dos rendimentos, mas sendo uma despesa é legítimo cortar nesta despesa até aos 100%, isto é, reintroduzindo a escravatura. Entre aumentar impostos e reintroduzir a escravatura não há dúvida de que desde o Durão Barroso à Fitch, da Maria Luís ao dono do Pingo Doce, do Cavaco ao Marco António, todos estariam de acordo, o melhor será recorrer à escravatura, se não for total então que seja parcial, basta arranjar um nome diferente, talvez ajustamento.


O ideal seria os funcionários serem escravos todos os dias, mas se isso não for possível então que sejam escravos de dois em dois dias, às segundas e às quintas, isto é, em 70% dos dias têm direito a vencimento, nos outros dias trabalham à borla e já se podem dar por contentes pois têm o privilégio de serem remunerados nos outros dias.

Foi com este milagre da economia que o governo anterior não aumentou ainda mais os impostos e preparava-se para ajudar as empresas a terem mais capital sem investimento. Bastava aumentar o IRS e reduzir o IRC ou aumentar a TSU dos trabalhadores e reduzir a dos patrões. A famosa desvalorização fiscal defendida pelo falecido guru de Passos Coelho.

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