BANCADA DIRECTA: A preocupação das cupulas do governo anterior em denegrir as opções do actual governo, fá-los esquecer que andaram a pedir batatinhas em Bruxelas. E agora insinuam que hoje a esquerda portuguesa se ajoelha perante a UE

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A preocupação das cupulas do governo anterior em denegrir as opções do actual governo, fá-los esquecer que andaram a pedir batatinhas em Bruxelas. E agora insinuam que hoje a esquerda portuguesa se ajoelha perante a UE

Quem tem telhados de vidro  deve  só olhar para si próprio

Toda a gente tem a noção de que Bruxelas está apostada em dificultar a acção do actual Governo. Estar no poder, neste momento, sob o signo da anti-austeridade, não pode agradar às personagens que se instalaram nas instituições comunitárias.

O artigo que escreve hoje Pacheco Pereira sobre a existência de um terreno armadilhado para este Governo diz quase tudo  E o ‘quase’ advém do facto de ter surgido uma inesperada acusação. Passos Coelho insinuou num Congresso Autárquico nas Caldas de Rainha que o Governo está ‘ajoelhado’ perante Bruxelas .

 Nem o mais esclarecido analista político poderia antecipar tamanha aleivosia. Mas esta nova inflexão do ex-primeiro-ministro na campanha de denegrir António Costa traz ‘água no bico’. Trata-se de uma afirmação feita por um homem que durante 4 anos caminhou regularmente para Bruxelas. Ele lá sabe como o fez. Se foi de pé, de joelhos ou a rastejar.

 Uma coisa os portugueses devem recordar-se. Da postura de um influente membro do seu Governo (até à sua demissão) em relação ao máximo expoente político e incondicional fã das políticas de austeridade (Wolfgang Schäuble).


É só olhar para a foto e reconhecer o, na altura, nº. 2 do seu Governo - Vítor Gaspar. Como está? - De joelhos, de cócoras ou reverencialmente atento e obrigado como se fosse um seu criado? Foi balançando entre estas posições que o XIX Governo Constitucional conviveu, durante uma legislatura, com as instituições europeias e com os representantes dos sacrossantos mercados. Resultado: o actual desvario!

Andar com a moleirinha baixa tanto tempo perturba a capacidade de discernimento e, se calhar, causa ‘visões’.

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