BANCADA DIRECTA: 2016

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

O fim

Pela nossa parte terminámos a nossa disponibilidade
Esperemos que seja possível o regresso às suas origens
Agradecimento a todos aqueles que nos seguiram
Adriano Rui Ribeiro.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016


La Mosqué de Paris
A frase 

Terrorismo islâmico 

- A luz ao fundo do túnel 

 «Cabe-nos, a nós muçulmanos, cumprir as nossas responsabilidades. É necessário fazermos a limpeza porque o que se passa faz-se em nome do islão e dos muçulmanos.» (Kamel Kabten, reitor da mesquita de Paris. (dito em 2016JUL27), ontem) 

 A foto é a La Mosqué de Paris.


A experiência que falhou 

A saída foi festejada como limpa, Portugal era um caso de sucesso, quase tão exemplar como o irlandês e o inverso da vergonha grega, o governo tudo fazia para penalizar os gregos por estes não quererem engolir o xarope que tinha sido milagroso em Portugal, os badamecos da troika pavoneavam-se pelos corredores dos palácios como grandes vedetas bem-sucedidas, Portugal era o modelo de todas as virtudes. 

O ajustamento foi um sucesso, a saída foi limpa, a banca nem precisou dinheiro que lhe estava destinado, a competitividade tinha sido reconquistada e Portuga ainda iria ser o país mais competitivo do mundo, o mercado laboral criava emprego como nunca se tinha vista. Havia que manter o ímpeto reformista, impedir a todo o custo a reversão das grandes conquistas alcançadas. E eis que alguém faz um estudo e chega à brilhante conclusão: em Portugal só se fez merda! Afinal não era preciso tirar a pele aos trabalhadores porque o problema não estava na competitividade, isto é, o problema do emprego não resultava dos custos do trabalho e, por conseguinte, as reformas laborais não eram assim tão importantes. 
O problema, dizem agora, era da falta de poupança. Se o problema era de poupança a culpa era de quem estimulava o consumo e ganhava com ele, a culpa não era nem dos funcionários e muito menos dos pensionistas ou de quem comprava um quilo de sardinhas congeladas com taxa reduzida do IA. A culpa era de quem estimulava o crédito ao consumo para ganharem juros despudoradamente vantajosos ou de quem nunca ganhou tanto com a venda de sardinhas congeladas. 

Portugal tinha os consumidores mais tesos da Europa, mas a crer em Cavaco tinha uma banca de excelência empresas de distribuição com peso internacional. Agora dizem que falharam, mas não vão devolver as casas aos que as perderam, não vão dar vida aos morreram abandonados nas urgências, nem vão pagar o bilhete de regresso aos que fugiram de Portugal. Passos Coelho vai ficar em silêncio e nunca assumirá a responsabilidade de ter entregue o país para banco de ensaio de gente incompetentes, dos Portas ninguém sabe e a Luisinha está a dar banhos à celulite. 

Ninguém vai assumir a responsabilidade e ainda vão dizer que o problema esteve na dose e defender o seu reforço. Nenhum deles vai ser condenado, Passos Coelho e família vão continuar a beneficiar de um SNS que tentaram destruir, o senhor Carlos Costa vai ter a sua pensão, o filho do Barroso não vai ter de emigrar e continuará no BdP, nenhum deles vai ter um filho a emigrar por falta de emprego, nenhum deles vai responder pela responsabilidade criminosa numa experiência falhada

Agradecimento ao "O Jumento"

sexta-feira, 29 de julho de 2016

A sétima arte entra pela politica adentro. Prepara-se a exibiçaõ de uma grande pelicula: Desaparecidos em combate. Falta de armamento e pontaria muito desviada dos objectivos para reconquistar o poder.

Desaparecidos em combate?

Onde param Passos Coelho, Maria Luís e Assunção Cristas?

Depois do cancelamento das sanções, graças à firmeza do Governo português e ao bom-senso dos comissários europeus, as personalidades referidas interromperam a obsessiva presença nos órgãos de comunicação social.

É conveniente lembrar que o Comissário europeu para a Economia Digital, o alemão Günther Oettinger, destruiu a narrativa que o PSD tentou impor. Portugal e Espanha “não conseguiram cumprir os compromissos em 2015” e foi essa a justificação que o alemão apresentou para defender as sanções.

A injustiça de abrir o precedente das sanções contra Portugal e Espanha nunca seria combatida com vigor por quem se prestou à maior subserviência para ser poder. Falta agora à UE combater a estagnação económica e a perpetuação da austeridade com investimentos contracíclicos, para os quais são escassos os fundos estruturais planeados, e resolver de vez o problema do sistema financeiro dos diversos países para que a asfixia orçamental não mate, de vez, a economia dos países mais débeis. 

Não há comunidade que resista à competição de interesses dentro do seu seio e a União Europeia só existirá se aprofundar a integração económica, social, política e militar. Para este objectivo precisa de conquistar os povos que tem desiludido.

terça-feira, 26 de julho de 2016


A direita urbana e a outra

«[UE aplicar sanções] é contra o governo de Passos Coelho, por causa de 0,2% muito discutíveis, quando há diferenças muito maiores […] noutras economias que nunca foram punidas, ou é contra o de António Costa, por causa da gestão do Orçamento deste ano [cujos] resultados até junho mostram que não há uma derrapagem orçamental.» (Marcelo Rebelo de Sousa, PR) *** 

 «[Admitem-se sanções a Portugal] porque muitos dos governos da Europa, hoje, têm dúvidas sobre aquilo que se está a passar em Portugal, sobre as reformas importantes que estão a ser revertidas, sobre a maneira como estamos a andar para trás em vez de andar para a frente.» (Pedro Passos Coelho, líder do PSD, na festa do PSD/Madeira, em Chão da Lagoa) 

 Fonte: DN, hoje, pág.8, in Frases do Dia

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Um individuo chamado Passos Coelho. De Califa de Massamá a um parodiante na Madeira


Passos Coelho, califa de Mssamá 

O califa de Massamá foi à Madeira para dizer aquilo que sabemos desde o princípio, o de que concorda com as famosas sanções desde que eles sejam atribuídas à política deste governo. O que Passos diz é que o facto de não ter cumprido o défice é irrelevante e merece elogio, esse défice serviu apenas para que a direita europeia se vingue do país por tre rejeitado o seu governo. 

Passos aina sonha com a possibilidade de serem aplicadas sanções ilegais, sanções que me vez de resultarem das consequências dos resultados do défice, se traduzam num castigo a um governo porque decide mudar as políticas. No seu extremismo Passos não percebe que isso seria uma ilegalidade grosseira pois não é o que consta do Tratado orçamental. «O líder do PSD afirma que “não é por causa do que fizemos no passado que se fala em sanções. 

É porque muitos governos da Europa, hoje, têm dúvidas sobre aquilo que se está a passar em Portugal, sobre as reformas importantes que estão a ser revertidas, sobre a maneira como estamos a andar para trás em vez de andarmos para a frente”. 

Para Pedro Passos Coelho, a hipótese de o governo colocar a Comissão Europeia em tribunal mostra que temos “um governo que não só não assume as responsabilidades como anda sempre à procura de um bode expiatório para lavar as mãos daquilo que é a consequência das opções que tomaram”. “Se se aliaram ao BE e ao PCP para afastar os investidores, não têm agora de se queixar da falta de investimento e da falta da criação de postos de trabalho”, afirmou Passos Coelho num discurso na festa de verão do PSD na Madeira, no Chão da Lagoa, este domingo. 

Passos Coelho acrescentou que “apesar de no país as coisas estarem a correr mal, que estão, apesar de o governo não fazer o que devia simplesmente porque não quer assumir as dores com os comunistas e os bloquistas daquilo que é preciso fazer, defenderemos Portugal até ao fim”.» 

sábado, 23 de julho de 2016

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Narciso Miranda. Um resistente contra ventos e marés. Pelo menos ainda dá mostras que neste momento não é um cadaver politico


Narciso Miranda 

Narciso Miranda insiste em fazer de conta que ainda não é um cadável político e insistem em puxar dos seus galões de senhor de Matosinhos. à décadas que este senhor anda na política para ajudara a direita. «"Estou a ser fortemente pressionado pela sociedade civil. Acabei de assumir que sou candidato independente", disse Narciso Miranda, que liderou a Câmara de Matosinhos pelo PS entre 1977 e 2005. 

O ex-autarca, que se candidatou ao cargo como independente em 2009 mas foi derrotado pelo socialista Guilherme Pinto, acrescentou que os apelos e mensagens que recebe da sociedade civil "são muito motivadores". 

O ex-autarca sublinhou que "os apelos das estruturas partidárias pertencem ao passado" e que esta candidatura surge pelos "interesses dos matosinhenses" "Neste momento interessa-me sentir o respirar da comunidade, das pessoas. 

Eu tenho consciência que é um grande defeito meu, mas tenho uma ligação a Matosinhos que quase que é dramática, é muito efetiva, muito profunda, e tenho a sensação que sem Matosinhos não consigo respirar tão bem", disse.» [DE]

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Uma demissão anunciada. Para quê? Para quê'. Ela já era mais do que certa.....


José de Matos, presidente da CGD 

 O presidente da CGD queixa-se de não ter recebido orientações do governo, algo estranho pois quando ainda era primeiro-ministro Passos Coelho criticou várias vezes a CGD pelos seus resultados e nessa ocasião o presidente do banco a colocado pela direita nunca se queixou, não falou de orientações governamentais nem escreveu cartas de demissão. 

Agora que sabia que não irira ser reconduzido e que deixa o banco quase na desgraça já se queixa. Até parece que o governo se esqueceu de lhe dizer que gerisse a CGD com competência, evitando créditos ma parados e actuando com competência, orientações que, afinal, são as que devem seguir todos os gestores. 

Deixar no ar que a situação da CGD se deve a uma falta de orientações é brincar com as suas próprias responsabilidades, até apetece perguntar porque esperou tanto para se demitir. «O conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) queixou-se em junho de não receber “qualquer orientação” e “qualquer explicação” por parte do governo nos seis meses até então, depois de numa reunião com Mário Centeno em dezembro ter sido manifestada “preocupação” e apresentado um plano de capitalização alternativo para o banco público, sem envolver a injeção de mais dinheiros públicos. 

Um plano que, escreve a TSF, que teve acesso à carta de demissão, ficou na gaveta. O Público já tinha escrito sobre esta carta de demissão no início de julho, mas a TSF acrescenta algumas passagens em discurso direto que mostram o mal-estar que se vive no banco público, enquanto não entra em funções o novo conselho de administração provavelmente liderada por António Domingues.» [Observador]

sábado, 16 de julho de 2016

In memoriam das vitimas de um acto cobarde em Nice

Nice - Promenade des Anglais (ao entardecer) 

Nice foi a terra natal de Giuseppe Garibaldi. Um revolucionário que combateu pela França contra a Prússia, no Brasil e Uruguai em prol da República e pela libertação colonial e, destacadamente, foi um dos grandes obreiros da reunificação italiana (il Risorgimento) contra as potências imperiais (Áustria). 

 Foi um grande lutador pelos ideais humanitários, internacionalistas e republicanos na Europa e na América do Sul. Foi por isso denominado ‘herói dos dois mundos’. O bárbaro atentado de ontem em Nice esbarra com a histórica memória de um libertador e bom revolucionário. 

 Escabroso é constatar que os inflexíveis fiéis de um qualquer califado supostamente a edificar no Médio Oriente ousaram manchar esta linda cidade dos Alpes Marítimos (Côte d'Azur), com uma ‘carga mobile’ numa 'promenade assassina' em dia de Festa Nacional (Tomada da Bastilha). Garibaldi, porquê? 
Orla maritima de Nice com Le Promenade des Anglais em grande plano

De facto, os 'jihadistas' de hoje quando colocados lado a lado com os grandes lutadores de causas - infelizmente - ainda conseguem fazer uso de meios e estratagemas mortíferos mas, pura e simplesmente, como ‘combatentes’ a que aspiravam a ser, são de uma abjecta inexistência (ou uma intolerável excrescência). 

A história dos povos, dos lugares e das ideias um dia revelará este trágico engano. Após quantas vidas ceifadas?

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Mais uma do Passos Coelho. É sempre a seguir. Mais uma viagem no carroussel e uma nova diatribe aparece


Passos Coelho esqueceu-se de transferir 50 milhões de Euros para o Fundo  para a Sustentabilidade do Sistema Eléctrico

A revelação foi feita hoje pelo Presidente da Autoridade Reguladora do Setor Energético.

O governo de Pedro Passos Coelho não transferiu os 50 milhões de euros previstos para reduzir a dívida tarifária do setor elétrico. Vítor Santos afirmou aos deputados da Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas que estava previsto que 50 dos 150 milhões da receita da contribuição extraordinária do setor energético (CESE) fossem transferidos para o Fundo para a Sustentabilidade do Sistema Elétrico.

“Apesar de estar estabelecido, esse depósito não aconteceu”, afirmou o responsável da entidade reguladora. “Há aqui um desvio que pode ter reflexos tarifários”, adiantou Vítor Santos.

“Seja qual seja a razão, a transferência não aconteceu até hoje”, afirmou, já em declarações aos jornalistas. 

A primeira tranche relativa à parcela da CESE de 2014 devia ter sido paga até 31 de dezembro de 2015. A segunda, relativa à CESE de 2015, terá que ser transferida até ao final de 2017, acrescentou.

domingo, 10 de julho de 2016

A direita portuguesa regressou aos tiques salazaristas


A direita portuguesa regressou aos tiques salazaristas 

O indisfarçável desejo de sanções a Portugal, pelo seu próprio insucesso, esteve patente nos discursos do PSD e do CDS no debate do “Estado da Nação”. Nem a consciência do incumprimento do plano orçamental, entre 2013 e 2015, os inibiu de atribuir o fracasso da gestão de Passos Coelho e Paulo Portas ao desempenho de António Costa, em 2016. 

 Há no discurso de ódio e ressentimento desta direita o irreprimível desejo de banir o BE e o PCP, incapazes de aceitar a legitimidade de um governo em que participem ou que, simplesmente, viabilizem. A chantagem permanente do Partido Popular Europeu (PPE), de que o PSD e o CDS se tornaram a caixa de ressonância autóctone, é considerada imprescindível para o regresso ao poder de que se julgam detentores definitivos. 

Daí a espada de Dâmocles das sanções, gerida ao sabor dos seus interesses, apesar de o ónus ser difícil de endossar ao PS. Querer estar com a Comissão Europeia, como se as sanções visassem o período da sua própria governação, foi a lamentável e pusilânime atitude do PSD. 

 Nas acusações de antieuropeísmo, elevado à categoria de crime por quem foi expulso do PPE, também por isso (CDS), e que, tal como o PSD, não tem uma palavra de censura para comos os partidos homólogos que querem sair da UE e são hoje de extrema-direita, há a desfaçatez de quem esquece que o Brexit se deve ao partido conservador inglês. 

 Esta direita, que alienou o humanismo e esqueceu a matriz fundadora dos seus próprios partidos, é, por mérito dos dirigentes que a confiscaram, organicamente salazarista. Não pede desculpa de ter sido cúmplice da invasão do Iraque, não se penitencia das decisões que tomou, dos erros que cometeu e da ruína ética e política dos seus atuais dirigentes.

Agradecimento ao "Ponte Europa".

quinta-feira, 7 de julho de 2016


A realidade segue dentro de momentos 

No domingo ou ficaremos eufóricos ou cabisbaixos, mas até lá nem o jornal Observador vai estar interessado em saber se a agência de notação DBRS tem ou não a intenção de nos atirar definitivamente para o lixo, por agora o único caixote do lixo que queremos evitar é o do Europeu e lá já está o País de Gales, concretizando o Brexit na bola onde, como se sabe, não é preciso carregar no botão do artigo 50º. 

 Agora já falta a Maria Luí vir explicar a sua tese e demonstrar que se fosse ele Portugal também estaria na final, afinal, parece ter interpretado na política económica o plano de jogo do engenheiro Fernando, o que não admira, a senhora tem um conhecimento técnico tão profundo que lhe permite tratar o assunto ao pontapé. 

 Tal como o engenheiro Fernando tudo fez para ficar em terceiro classificado e, assim, apanhar o caminho das pedras até a final, também a Maria Luís jogou o pior possível em 2015 para acabar por ser vencedora das eleições e ir à final onde teria de enfrentar o seu velho amigo alemão. 

No Europeu pode suceder o mesmo e, com alguma sorte, podemos ter de enfrentar uma selecção alemã onde uma boa parte dos jogadores já poderiam usar uma cadeira igual à do seu ministro das finanças. Mas até domingo não existirá realidade, ele seguirá dentro de momentos.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Maria Luis Albuquerque. Ministra das finanças do Governo anterior. Um modelo de auto convencimento. Um modelo de incompetencia comprovada e que está à vista de toda a gente



Se eu fosse ministra não haviam sanções 

Isto disse Maria Luis Albuquerque

A ex ministra das finanças  não poderia ter sido tão clara, na sua opinião a eventual aplicação de sanções tem mais que ver com a cor política do governo português do que com a aplicação de normas de um Tratado Orçamental de que o governo anterior foi um dos mais empenhados apoiantes. 

Aliás, as declarações de Passos Coelho, dizendo que Portugal perdeu influência na Europa, vão nesse sentido. Não se percebe bem ao que se refere Passos Coelho quando fala de influência, talvez esteja a sugerir que o comissário europeu que ele fez nomear está mais ao serviço do líder do PSD do que do país ou mesmo dos interesses europeus, como mandam os bons princípios. 

Mas, é mais provável que esteja a defender que nos tempos em que Portugal ladrava aos gregos por conta de outros, ou quando Gaspar ronronava junto ao ministro das finanças alemão éramos tratados com respeito e dignidade. 

 Uma coia é certa, as críticas feitas pelas instituições internacionais ao governo português no ano passado foram mais do que suficientes para esperar esta ameaça de sanções. A verdade é que quando Maria Luís foi ministra falharam todas as previsões orçamentais, as contas públicas foram marteladas para inventar falsos sucessos fiscais e promoveu-se o aumento das gorduras do Estado para compensar de forma disfarçada a tão defendida austeridade.

segunda-feira, 27 de junho de 2016


Espanha 

A  repetição de eleições não alterou substancialmente os resultados das anteriores. Como previsto, o PP cresceu (+14 deputados), continua o maior partido, e o PSOE perdeu (-5), e, contra todas as sondagens e previsões, continua o maior partido de esquerda. O PP ganhou, o PSOE decide, e o futuro governo é de novo uma incógnita. 

O Podemos, aliou-se aos comunistas (IU) e falhou o objetivo de alcançar, em coligação, mais deputados do que o PSOE. Com mais dois mandatos, perdeu no confronto quer em deputados quer em votos. Uma estratégia falhada. Ciudadanos (CS) perdeu 8 dos 40 deputados obtidos nas últimas eleições e dissolve-se numa direita que não há escândalo ou conspiração que a abale. 

Em resumo, o PP é o partido mais votado, o PSOE o único capaz de decidir o Governo e o Podemos o que pode optar entre alimentar o separatismo ou participar no poder. 

Depois da repetição de eleições, a situação política mantém-se, o eleitorado dá sinais de cansaço, a economia ressente-se, a União Europeia tem mais um problema e Portugal não sai incólume do que se passa ao lado. 

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Olha que dois. Até já os jornais amigos não se importam de dizer as verdades e apontar estas incompetencias

As verdades custam a engolir, mas são mesmo verdades, apesar de agora virem os "macacaoides" aligeirar as conclusões da Comissão Europeia

terça-feira, 21 de junho de 2016

Ao terminar com o 6º episodio da novela de Antonio Raposo "O Retiro do Quebra Bilhas" o blogue Policiario de Bolso premiou os seus confrades policiaristas com um bom entretenimento literario.


6º Episódio

RETIRO DO QUEBRA BILHAS

 A situação parecia estar complicada. O marido a chegar a casa e encontrar na cama com a mulher um tropa. Costa só veio a saber que Sesinando era tropa depois da Milú ter contado a história toda de uma ponta à outra.

 Costa continuava com a mala na mão, a ouvir a história, contada pela Milú, enquanto o alferes Sesinando, encolhido, quase desaparecia por entre os lençóis. Costa, posou a mala, finalmente e afirmou: − Vamos lá resolver o caso. Se houve mergulho no lago tem que haver roupa molhada dos dois.

Se isso se confirmar a história está verosímil e eu até posso ir ao Lago do Campo Pequeno confirmar o acidente. Não vejo nada de mal na história mas já agora gostaria de saber quem é o senhor que se meteu na minha cama. Isto é se não se importam e se não incomodo! O alferes apresentou-se: − Apresenta-se o alferes Sesinando, 3ª companhia dos Comandos da Amadora. A história que a menina Milú acaba de contar é perfeitamente verdadeira e a minha relação com ela tem sido do maior respeito.
Lisboa. Campo Grande. Anos 60

-Convidei-a para dar uma voltinha de barco na melhor das intenções. Desembarquei ontem do navio que me trouxe de volta ao puto. Amanhã entro na peluda. Isto é, fico livre da tropa. Isto tudo tem a ver com o meu saudoso gosto por iscas com elas e recomendaram-me a casa de pasto O Retido do Quebra Bilhas, não sei se conhece…

 Costa sentou-se na cama e retrocou:

 − Não conheço eu outra coisa. Cheguei agorinha de Cabo Verde e estava a pensar ir lá comer um cozido. Hoje é dia. Meu caro amigo, fazem lá um cozido de estalo! − Sesinando acrescentou:       Acontece que tenho a roupa toda molhada e só lá para a tarde é que fica seca…
 − Ó MIlú vê lá se arranjas aí um fato meu, velho, que lhe sirva e mais o resto da roupa. Que número calça o meu alferes?
 − 41. Biqueira larga. − Óptimo, eu calço 42. Fica-lhe a crescer um pouco mas não caem dos pés! Vamos lá então todos almoçar que já estou cá com uma larica…

Dali ao retiro do Quebra Bilhas era um pulinho. Até servia para abrir o apetite. E lá foram os três mais o canito almoçar ao Quebra Bilhas. Fim
 

Bancada Directa agradece ao proprietario do blogue Policiario de Bolso a cedencia do texto integral da novela de Antonio Raposo "O Retiro do Quebra Bilhas" 

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Por cá em Portugal vamos e continuamos todos bem. Vamos lá reflectir sobre o que aconteceu e mereceu a nossa atenção na semana que passou.



A semana dos nossos dias  a dias

Não se por ter tirado uns dias ou porque os nossos políticos andam com tanta criatividade como o seleccionador nacional, o certo é eu foram dias de pasmaceira. Se não fosse mesmo o tradicional azar dos Távoras que dizem ser sina da nossa selecção candidata ao título europeu.

 Dos colégios ninguém fala, os do senhor cardeal levaram as gorjetas desejadas e o movimento morreu, um sinal que deveria ser muito preocupante para a Igreja. Se tendo conseguido os seus objectivos a Igreja calou o movimento amarelo isso permite sugerir que foi a Igreja que oi instigou o manipulou em favor dos seus interesses financeiros.

A verdade é que nada justifica que o cardeal que se manifestou tão indignado em defesa ao suposto direito à liberdade de escolha se tenha calado tão depressa quando esse direito foi assegurado na cidade de Fátima. Fica-se com a sensação de que Fátima é território libertado e agora resta-nos esperar que a Assunção Cristas em vez de se candidatar à autarquia de Lisboa se candidate a autarca de Fátima.

 Na política a coisa não está melhor e quando o governo negoceia em Bruxelas uma solução para a capitalização da CGD, por cá a direita atira merda para a ventoinha, uma situação complexa na TAP, um despedimento colectivo ou mesmo um grande buraco vnha a calhar. A direita que pediu ajuda à Europa para impedir uma solução parlamentar democrática, é a mesma direita que tem rezado para que venham sanções e agora espera que seja a CGD a dar-lhe crédito para se salvar. Enfim, um nojo esta direita do Passos.

 Quanto à selecção vamos ver se a montra serviu para vender o João Mário por 80 milhões que não sejam de moeda chinesa, para que o William Carvalho volte ter mercado ou para que o Nani arranje quem o queira fora da Turquia. Quanto ao treinador parece ser como o JJ e tudo faz para apostar nas competições nacionais, depois deste torneio europeu é de esperar que se aproveite a sua experiência e se implemente o futebol sénior. O treinador gosta tanto de cotas que o melhor é ir treinar o INATEL

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Reflexões sobre o que a Direita teve artes de enganar os portugueses a respeito dos numeros do desemprego em Portugal

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Sesinando anda enrabichado com a menina Milu.É o 5º episodio da saga "O Retiro do Quebra Bilhas" da autoria de Antonio Raposo que vê a luz inicial no blogue "Policiário de Bolso". Ainda no Lago do Campo Grande é o titulo do episodio de hoje


O RETIRO DO QUEBRA BILHAS de A. RAPOSO

5º Episodio

Ainda no Lago do Campo Grande O alferes Sesinando, a menina Milú e o canito Lanudo boiavam no Lago do Campo Grande com grande espalhafato. O barco voltara-se e os remos escaparam-se. Os tripulantes dos outros barquinhos tentavam aproximar-se e salvar os náufragos. 


Lago do Campo Grande. Fonte: Diário de Notícias

Milú gritava, o cão gania e o alferes tentava puxá-los para terra. A queda na água não chegava para afogar ninguém, mas a roupa essa ficava completamente encharcada e a colar-se ao corpo. Um casal em terra sorria. O encarregado dos barquinhos rapidamente foi buscar os três náufragos e levou-os para uma casinha ao lado da bilheteira onde lhes forneceu umas mantas. O alferes Sesinando culpava-se e pedia desculpa pelo banho forçado mas nada podia modificar. O que estava feito, estava feito. Milú pediu ao encarregado para chamar um táxi e convidou o alferes para ir também. 


Taxi Anos 60. Fonte: http://portalclassicos.com/
E lá foram os três embrulhados em finas mantas até à Av. De Roma. Chegados ao 1º andar, Milú indicou ao Alferes uma casa de banho. E desenvolta acrescentou: Depois do banho deite-se na cama enquanto eu vou arranjar no roupeiro uma roupa do meu marido que talvez lhe sirva, pelo menos enquanto a sua seca. Eu também vou na outra casa de banho. Esteja à vontade. O alferes até nem tinha alternativa. Estava encharcado até aos ossos e os sapatinhos novos, de verniz, estavam uma desgraça.

Pensou se o marido da Milú não teria também uns sapatinhos tamanho 41… já agora, se não incomodasse muito… pensou e sorriu!

Assim que se lavou e limpou correu para o quarto da Milú e meteu-se entre os lençóis, obviamente como viera ao mundo. Já estava quase a passar pelas brasas quando surgiu a Milú também sem roupa e correu metendo-se na cama ao lado do alferes. Milú retirou um braço de dentro dos lençóis e apontou ao alferes: − Meu amigo, nada de intimidades. Somos só amigos. Ponto final.
Moveis da Fabrica Olaio

O Alferes Sesinando sorriu e fechou os olhos. Que mais lhe haveria de acontecer? Cinco longos minutos se passaram. Num silêncio profundo que pairava no ar alguém meteu a chave à porta. Lanudo correu ladrando farejando algo. O Sr. Costa surgiu no quarto, de mala de viagem na mão, chave na outra e um olhar basbaque.

Abriu a boca estupefacto e balbuciou: − Mas o que é que se está aqui a passar? O cão veio abanar a cauda e ladrar ao dono, feliz.

O Sr. Costa é que não parecia muito agradado.

 (fim do 5º episódio)



Antonio Raposo
Autor destes episodios


sexta-feira, 10 de junho de 2016

Portugal é um país onde os cerebros abundam. É o caso do nosso espião, com tiques de andar distraido, que vendia segredos militares estruturais e geopoliticos e que que passava recibo pelo serviço prestado


O espião que passa recibos

 «O advogado do espião português, do Serviço de Informações de Segurança (SIS), detido pela Polícia Judiciária em final de Maio por suspeitas de estar a vender segredos da NATO, admite que o cliente recebeu um pagamento do cidadão russo com quem se encontrou em Roma, mas insiste que nada tem a ver com espionagem e garante mesmo que o agente português passou recibo.

Ao fim da tarde de terça -feira passada, o espião foi presente ao juiz Ivo Rosa, do Tribunal Central de Instrução Criminal, mas o interrogatório durou menos de duas horas.

A assessora de imprensa da Procuradoria-Geral da República, Sandra Duarte, confirmou à comunicação social que o arguido foi ouvido e adiantou que as medidas de coacção seriam conhecidas no final do dia. Prisão preventiva foi o resultado.

Esperemos que os investigadores não tenham tido mais olhos do que barriga porque isto de panhar um espião ao serviço dos russos é um grande espectáculo internacional que toda a gente gostaria de dar.

 «Faça-se um grande esforço para se confiar na justiça.»

terça-feira, 7 de junho de 2016

Sesinando anda enrabichado com a menina Milu.É o 4º episodio da saga "O Retiro do Quebra Bilhas" da autoria de Antonio Raposo que vê a luz inicial no blogue "Policiário de Bolso". Amores de Milu é o titulo do episodio de hoje


4º EPISÓDIO - O RETIRO DO QUEBRA BILHAS de A. RAPOSO

 Amores de Milú 

 Ainda não vos falei do passado da menina Milú. Sei do vosso interesse e por isso deixei os intérpretes a enxugarem-se no Lago do Campo Grande para vos pôr ao corrente da curta mas já exuberante vida da menina Milú. Maria de Lurdes fez a escola no Maria Amália em Lisboa e aos 16 anos teve o primeiro desgosto de amor, dos muitos que vieram depois. 
Lisboa. Panteão Nacional (Igreja de Santa Engracia)
 O seu namorado − veio a saber mais à frente − utilizara-a como cortina de fumo pois fora apanhado no Parque Mayer com um colega aos beijos. Uma amiga viera piedosamente avisá-la. Depois foi um pegador de touros. Era um rabejador. Não dava a cara ao touro, pegava-o pelo rabo, o que evitava levar uma cornada. Salvador era um lindo moço. De cabelo louro escorrido e de risco ao meio. Ao longe na praça de touros parecia um pajem. 

Porém, o namoro durou pouco. Salvador tornara-se aborrecido. Só gostava de a ter ao colo e quando ela acedia começava a imitar a corneta do inteligente como se fosse a hora da pega. A primeira vez tivera piada, depois era uma maçada. Mandou-o rabejar para outro lado. 
Lisboa. Liceu Maria Amalia Vaz de Carvalho

 Milú tinha um dia prometido a Santa Engrácia de quem era devota, que levaria a virgindade até à noite do casamento. Como mandavam as regras da Santa Madre Igreja. Queria seguir a vida de Santa Engrácia a virgem mártir se fosse necessário. Milú ia à missa todos os domingos e até tinha feito a comunhão. 

Porém os anos foram passando e Milú já com 27 anos começava a ver que não lhe aparecia namorado de jeito .Um dia em que estava no Café Londres a tomar uma bica foi-lhe apresentado o Sr. Costa, um abastado construtor civil, homem já entrado na idade e que, soube depois, tivera já em adulto papeira que influenciou o normal funcionamento dos órgãos reprodutores. 
Lisboa. Parque Mayer. Teatro Maria Vitoria
Esta última parte da infertilidade estaria para provar e a sua amiga Manuela que o apresentou acabou dizendo não ter lá muita certeza se a doença provocara mesmo algum distúrbio ao Sr. Costa. Veio a saber depois que ele tinha mulher e filhos em Tomar coisa que o próprio não desmentiu quando foram ao cinema Império ver um filme de amor. Costa abriu o jogo. 

Queria ter em Lisboa um aconchego. Um ombro amigo, uma amiga que lhe tratasse bem e que soubesse dirigir um apartamento mobilado à maneira. Em troca nada pedia senão a sua boa disposição e alegria de viver. Nada mais. Milú topou o jogo e embarcou no negócio. Com uma condição.

Lisboa. Avenida João XXI. Cruzamento com a Avenida de Roma
Ela queria continuar virgem até à consumação do casamento. Costa fechou o negócio. Ele tinha um apartamento na Avenida de Roma mas raramente estava em Lisboa. Tinha muitos negócios em Cabo Verde e estava a construir um hotel na cidade da Praia.

continua

O amarelo é uma cor tão bonita. Desde que haja liberdade de escolha para quem a queira utilizar. Mas com pressões de interesses confessadamente financeiros não se admite


Desta vez não vieram de amarelo para que possam dizer que eram uma manifestação espontãnea, mas, a verdade é que desde o tal famoso congresso do CDS que nunca mais se tinha registado uma provocação destas em Portugal. 

Aquilo a que Lisboa assistiu foi a uma manifestação de extrema-direita onde algumas pessoas que querem que seja o Estado  seja  a pagarem-lhe as despesas fizeram chantagem sobre um partido democrático.

É caso para dizer : Fascismo nunca mais! Mas a fome de ter mordomias e os outros a  pagarem-nas
conspurcam as ideias de muitas pessoas que até são sérias e honestas. E democratas.

segunda-feira, 6 de junho de 2016


Francisco Assis. Um lugar hoje solitário mas em breve aproveitado por forças conservadoras direitistas

Quando um militante partidário exige um sentido único e definitivo para as alianças, não são os interesses do partido que o motivam, é uma cegueira ideológica de quem vê só de um olho ou olha com os dois para um só lado.

 Quando se preocupa com a remota hipótese de o PS renunciar ao europeísmo com que está comprometido, e de que não deu quaisquer sinais, sem ver na direita inglesa, húngara, polaca ou eslovena o medo que afirma, não são interesses do partido que defende, é a direita que protege sem se lembrar que a atual direita só recorre ao PS quando é minoritária.

 Parece impossível que tão pouco tenha aprendido com quatro anos e meio de Cavaco Silva, Passos Coelho e Paulo Portas. E surpreende ainda, que, depois de uma experiência que não é perpétua, queira mandar o recado à direita de que, com ele, não haverá alternativas.

 Não precisava do Congresso para dizer o que todos os órgãos de comunicação social ao serviço da direita estiveram, e estarão, sempre prontos a divulgar.

 Só não foi um suicídio político porque terá sempre assegurado um lugar à direita. E merece!

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Uma vedeta fabricada pela Televisão que prima por fantasias historicas aparvalhadas. Para ele parece que nós todos vivemos noutra galáxia que não a sua.

José Rodrigues dos Santos e as suas diatribes sobre o fascismo

“O fascismo tem origem no marxismo”, disse e repetiu o antropóide José Rodrigues dos Santos num romance, numa entrevista ao DN e, por fim, num artigo no Público. O Santos (que o jornalista Ferreira Fernandes visa hoje com a habitual pontaria) parece que está farto de vender milhões de exemplares de histórias da carochinha nos supermercados e quer agora entrar para a galeria dos grandes calinos, autores de bobagens galáticas.

Numa outra sua incursão sonâmbula pela ciência política, o Santos tinha descoberto que o nazismo não é alemão, porque houve uns eugenistas americanos há oitenta ou cem anos que também queriam eliminar deficientes. Quod erat demonstrandum. 

 Depois de o Público ter albergado uma exposição detalhada da tese do Santos sobre o fascismo, um académico antimarxista e cheio de pachorra para malucos caiu-lhe em cima no mesmo jornal, transformando-o em pão ralado.
Lá lhe explicou, com minúcias de chinês e citando os consagrados na matéria (sem se esquecer de fornecer os números das páginas, como se o andróide as fosse ler), que os fascismos italiano e alemão sempre fizeram do marxismo o seu inimigo número um. Mas que efeito poderá ter tal argumento sobre a cachola do Santos, que acha que o fascismo nasceu do marxismo porque o Mussolini em rapaz foi socialista?

Nenhum. Seria o mesmo que tentar explicar a filosofia de Tomás de Aquino a um orangotango, embora certos gorilas tenham capacidade de aprender linguagem gestual. Por sinal, o Santos também tem esse dom, como tantas vezes tem demonstrado na RTP como entrevistador.

Pode-se desligar o som que, só pela fuça e pela mímica do gajo, sabemos perfeitamente o que ele está a (querer)

Notas avulsas

 Triunfo de Mussolini provocó que el uso del término fascismo se extendiera para referirse a los movimientos totalitarios de extrema derecha que nacieron en el período de entreguerras en Europa. 

El ejemplo más relevante fue la versión alemana encabezada por Adolfo Hitler, el nacionalsocialismo o nazismo. En España, la Falange y, en cierta medida, la dictadura de Franco tuvieron rasgos típicos del fascismo.

Por extensión, y a veces de forma poco apropiada, la palabra fascismo se utiliza para referirse a todo tipo de movimientos autoritarios de extrema derecha que han ido surgiendo en el mundo en épocas posteriores.

Al igual que el comunismo soviético, el fascismo nació en sociedades desgarradas por la primera guerra mundial. La sociedad traumatizada surgida en 1918 fue el caldo de cultivo que permitió el nacimiento de una ideología cruel, responsable en gran medida de la segunda guerra mundial.

terça-feira, 31 de maio de 2016

O blogue "Policiario de Bolso" torna-se cumplice das aventuras do alferes Sesinando navegando no lago do Jardim do Campo Grande e ia havendo um naufrágio 3º episodio da autoria de Antonio Raposo com o titulo "Fado do Zé Cacilheiro". Mas que grande paciencia a da proprietaria do blogue revelando a veia literaria do Raposinho.



3º EPISÓDIO
O RETIRO DO QUEBRA BILHAS de A. RAPOSO
Fado do Cacilheiro

 Um banco de jardim pode ser o começo de uma bela relação. O Alferes Sesinando esparramado no banco de tiras de madeira olhava embevecido Milú e seu canito Lanudo. Pelo canto do olho fazia-lhes o retrato. Media a cena e com voz melosa para boi dormir tentou uma aproximação já mais que vista, mas de resultados certos e garantidos.

Lago do Campo Grande. Anos 30. foto "postais de Portugal"

− Desculpe o meu atrevimento mas a menina Milú por acaso não mora no Bairro de Alvalade? É que a sua cara não me é estranha… − Não, enganou-se. Moro na Avenida de Roma, ali ao pé do Hospital dos Malucos, o Júlio de Matos. Conhece? − Mesmo agora passei por lá, vim a pé desde o Martim Moniz, para ver como Lisboa já mudou neste 3 anos que estive fora na guerra em Angola.

É uma zona muito chique! − Lá isso é verdade! Só mora ali gente boa e simpática. Eu vivo com um construtor civil, um homem já de uma certa idade e que anda sempre por fora. Agora está em Cabo Verde a construir um “resort” de luxo. Só cá vem de dois em dois meses. Eu tenho a companhia do Lanudo. Vivo muito só! − Está como eu. Não se queixe. A vida é assim. Mas agora me lembrei…eu ainda não me apresentei. Sou o Alferes Sesinando. Cheguei ontem no navio Niassa. Ando a ver se localizo o Retiro do Quebra Bilhas. Disseram-me que fazem lá umas iscas como não há outro restaurante em Lisboa. A menina conhece?
Retiro do Quebra Bilhas. Estado actual das instalações. foto de Onaírda

− Se conheço o Quebra Bilhas? Conheço lá eu outra coisa! Até já lá cantei!... − Não me diga. Então está já convidada para lá irmos almoçar. Mas ainda é tão cedo, a menina já andou aqui no lago nos barquinhos? É aqui tão perto. Mesmo ao lado. Podíamos dar ali um passeio. Eu remava e a menina pegava no Lanudo − Nem pensar. Tenho um medo do mar e depois nem sei nadar… − Lá por isso não seja obstáculo.

Acontece que o lago tem água mas dá-lhe pelos joelhos, ninguém lá morreu afogada. −Ah. Julgava que fosse mais fundo. Nunca lá fui. Barco para mim só o cacilheiro. Lisboa – Cova do Vapor. Praia. Sol. Calor. Verão. − Bem então vamos dar uma voltinha e eu canto-lhe o Fado do Cacilheiro enquanto remo. Era romântico não acha? Milú pensou um pouco e depois cedeu. Estava danadinha para dar uma voltinha acompanhada do simpático Alferes.

Depois, ele cheirava tão bem. Ou seriam as flores do jardim? Ali ao lado havia um roseiral. O encarregado dos botes indicou um azul celeste e lá entrou o alferes que deu a mão à Milú que apertava assustada o Lanzudo contra o peito. Com duas remadas fortes do alferes o bote seguiu o seu caminho e Milú sorriu encantada. Nunca fora no bote. Era a primeira vez!
Hospital Julio de Matos. Avenida do Brasil, paredes meias com o Campo Grande

E estava a gostar. Sesinando começou a trautear o velho fado do Cacilheiro. Um êxito revisteiro. O céu estava azul e fazia calor. A primavera já ia longe e o mês de Junho começava a aquecer o ambiente. Milú encantada deu folga à trela e o Lanzudo vendo o espelho de água enervou-se. Começou a rabiar e saltou para a água. Milú tentou apanhá-lo e desequilibrou o barco que perigosamente balançou.

O Alferes Sesinando tentou agarrar a Milú e o barco balançou ainda mais bruscamente. Em dois segundos todos estavam a boiar no lago. Era o fim da picada! (fim do 3º episódio)

Detective Jeremias
Proprietaria do blogue Policiario de Bolso
Estofo de campeã
Até na paciencia.
Santarém é o seu burgo

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