BANCADA DIRECTA: Uma questão aritmética.Passos Coelho lá terá as suas razões emocionais para não aceitar que a soma das partes não seja igual a um todo, mas que não tem razão lá isso é verdade.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Uma questão aritmética.Passos Coelho lá terá as suas razões emocionais para não aceitar que a soma das partes não seja igual a um todo, mas que não tem razão lá isso é verdade.


A votação de hoje

António Costa, Jerónimo de Sousa e Catarina Martins foram os obreiros de uma decisão histórica que rompeu o isolacionismo dos partidos de esquerda, várias vezes por culpa própria, permitindo à direita a mais vil das chantagens e a mais enviesada das leituras.

A partir de hoje a decência política ganhou novos contornos e a geometria eleitoral nova amplitude.

Ninguém mais terá o direito de dizer quem pode ou não pode contribuir para uma solução de poder. A igualdade de todos os deputados significa a igualdade de cada voto que os elegeu.

Não aceitar isto é trair a democracia política. Foi preciso uma votação para que alguns crânios mais duros percebessem que a soma (89 + 18 = 107) é inferior à de (86 + 19 + 15 + 2 + 1 = 123).


Só Passos Coelho, na apoteose da indigência democrática, vociferou do alto da tribuna do ex- Governo: «A soma das partes é sempre diferente do todo».

Espera-se agora que a comunicação social eivada de elementos favorecidos pela Direita façam as mais lúgubres previsões sobre a durabilidade deste Governo, se Cavaco o decidir.

Mas que é verdade que Passos Coelho e Paulo Portas mostraram um azedume do caraças qundo lhe tiraram o tapete debaixo dos pés.

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