BANCADA DIRECTA: Portugal está só a um bocadinho de sair do rating de "lixo". Como uma agencia de rating se consegue intrometer numa campanha eleitoral publicando resultados que só beneficiam o Governo em funções. Mas há uma verdade que temos de contar: os portugueses vêem o país a sair do lixo mas sua vida no lixo continua. Se não for no aspecto financeiro, pelo menos será no aspecto moral se apoiarem estes governantes.

sábado, 19 de setembro de 2015

Portugal está só a um bocadinho de sair do rating de "lixo". Como uma agencia de rating se consegue intrometer numa campanha eleitoral publicando resultados que só beneficiam o Governo em funções. Mas há uma verdade que temos de contar: os portugueses vêem o país a sair do lixo mas sua vida no lixo continua. Se não for no aspecto financeiro, pelo menos será no aspecto moral se apoiarem estes governantes.

Portugal está só a um bocadinho de sair do rating de "lixo". 
Como uma agencia de rating se consegue intrometer numa campanha eleitoral publicando resultados que só beneficiam o Governo em funções. 
Mas há uma verdade que temos de contar: os portugueses vêem o país a sair do lixo mas sua vida no lixo continua. 
Se não for no aspecto financeiro, pelo menos será no aspecto moral se apoiarem estes governantes.

Se acaso necessitássemos de uma prova como a democracia está a ser destruída pelas teorias globalizantes a recente notação financeira da Standard & Poor’s (S&P) seria tremendamente esclarecedora. Claro que esta revisão de rating vai ser explorada pelos círculos governamentais. Como se o aparente bónus que o sistema financeiro orquestrou, e resolveu anunciar neste momento, tivesse reflexos directos e imediatos nos bolsos e na qualidade de vida dos cidadãos. 
É a clássica atitude ‘patrioteira’ que a Direita tanto gosta e que proporciona ocultar os seus reais desígnios, onde a servidão (exploração) continua a persistir. Independentemente da análise da ‘oportunidade’ desta revisão (em plena campanha eleitoral) protagonizada pela citada ‘agência de rating’ o conteúdo da análise que lhe está subjacente, e a fundamenta, é espantoso pela ausência de vergonha. Quando se afirma esperar que exista “… uma ampla continuidade das políticas, independentemente dos resultados das eleições de Outubro em Portugal” link está tudo dito. 

Não será possível continuar a esconder o clima de ‘ditadura financeira’ a que estamos a ser implacavelmente submetidos e a forçada inexistência de políticas alternativas, isto é, esmaga-se impiedosamente o cerne da democracia que – simplificando - é a avaliação dos resultados (escrutínio) e as escolhas que colectivamente (maioritariamente) emergem do exercício de poderes delegados pelo voto. É por essa razão que incomodam pela sua superficialidade e pelo aproveitamento imediatista as frequentes citações sobre a Grécia. 
Todos sabemos que o que sucedeu no berço da Democracia (à sombra da teoria da ‘vacina’) deveria colocar-nos de atalaia para um facto que é sistematicamente ocultado. Mais importante do que analisar o que sucedeu ao Syriza, ou a Tzipras, será constatar o violento empurrão para o colapso da democracia que a atitude das instituições políticas e financeiras (europeias e mundiais) representou (e representa). 

E em consequência desconfiar dos que se apresentando como ‘realistas’ são, isso sim, os coveiros dos sistemas (políticos, financeiros, sociais e culturais). Não é despropositado exigir algum recato na análise do problema europeu e das suas ‘soluções’, nomeadamente, depois da ‘crise grega’ ainda em curso (as eleições deste fim-de-semana assim o provam). 
Seria mais inteligente confinar a ‘situação grega’ a uma batalha perdida. Todavia, a Esquerda deve saber tirar lições do 'caso grego' e mostrar-se determinada no arregimentar ‘soldados’ e preparar-se para ganhar a guerra que, inevitavelmente, se avizinha. A revisão de notação oriunda da Standard & Poor’s, bem como os comentários anexos, não passa de um contributo bélico (para essa guerra que paira no horizonte). 

Quem embandeirar em arco com esta revisão de ‘rating’ está, de facto, a tentar escrever um ‘conto para criancinhas’…

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