BANCADA DIRECTA: Falemos dos dinheiros ganhos pelos jogadores de futebol. E também de outras gentes que por não serem tão mediáticas conseguem fugir aos impostos de maneiras faceis. Uma crónica do nosso colaborador Antonio Raposo

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Falemos dos dinheiros ganhos pelos jogadores de futebol. E também de outras gentes que por não serem tão mediáticas conseguem fugir aos impostos de maneiras faceis. Uma crónica do nosso colaborador Antonio Raposo




Falemos dos dinheiros ganhos pelos jogadores de futebol.
E também de outras gentes que por não serem tão mediáticas conseguem fugir aos impostos de maneiras faceis.
Uma crónica do nosso colaborador Antonio Raposo

OS MEALHEIROS DA MALTA DA BOLA


 Sabemos que os jogadores de futebol, os agentes de compra e venda de jogadores, os treinadores de alta cotação, toda esta gente ganha fortunas.

 Acontece que à imagem das empresas multinacionais que arranjam sempre um país com um off-shore confortável onde – legalmente – plantam os lucros fugindo ao fisco dos países sede das empresas onde vendem os seus produtos, também os jogadores de futebol não acham normal deixar para os estados onde vendem o seu trabalho, percentagens exorbitantes de dinheiro.


Querem ter e parece-nos que será compreensível o mesmo tratamento: um buraquinho onde meter o dinheirito (normalmente milhões) do seu suor. Vejo aos televisões fazerem uma certa algazarra por causa dos jogadores mas já não as vejo fazer o mesmo às grandes marcas.
Será porque as grandes marcas comerciais poderiam retirar-lhes a publicidadezinha que tanto precisam. E assim lá se vai a moral toda pelo cano! Isto das dependências económicas tem os seus custos…e as suas morais.

 Pergunto: suponhamos que um magnata dono de uma emissora de televisão (privada) faz uma falcatrua e isso vem a público. Com que lata o chefe da redação dessa televisão fará uma notícia criticando o homem que lhe paga o bife?

É por essas e por outras – algumas bem mais evidentes – que quando oiço dizer que a informação tem que ser isenta, começo a sorrir e dou cabo do cieiro!

 Mas não é nada que um bom stick de vaselina, nos lábios, não resolva.

Um abraço para os meus amigos leitores

Antonio Raposo

Lisboa. 2015. Setembro. 22

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