BANCADA DIRECTA: Vivemos no Portugal dos Pequeninos. Mas a populaça lusitana tem de saber distinguir entre o PAF e o PDT. Pelo menos as mentiras, as tretas e as manipulações dos números assim o exigem.....

domingo, 9 de agosto de 2015

Vivemos no Portugal dos Pequeninos. Mas a populaça lusitana tem de saber distinguir entre o PAF e o PDT. Pelo menos as mentiras, as tretas e as manipulações dos números assim o exigem.....



PAF ou PDT

Pela forma como trata o país a coligação da direita escolheu a sigla errada, em vez de PAF - Portugal à Frente, devia designar-se PDT - Portugal da Treta, tantas são as mentiras e manipulações da realidade, a treta é tanta que só falta dizerem-nos que com a austeridade brutal Portugal criou emprego acima do que que se passava no passado ou que os portugueses têm agora maiores rendimentos e melhores cuidados de saúde.

A política defendida por Vítor Gaspar e apoiada por Passos Coelho e que foi continuada com menos competência por Maria Luís Albuquerque não passava por uma aposta no crescimento, mas sim numa cura de austeridade que mataria empresas consideradas inúteis, que reequilibraria o mercado de trabalho pela emigração dos excedentes em vez da criação de emprego e que atrairia investimento.

A verdade é que a experiência levada a cabo por Vítor Gaspar inspirada num livro de economia assente em dados numéricos errados falhou. Durante toda a legislatura não se realizou um único investimento digno de nota e todos os indicadores de suc esso invocados pelo governo não podem ser atribuídos às suas políticas ou resultanm de tendências anteriores a este governo, como é o caso das exportações ou do turismo.
Este governo falhou, a poda drástica da economia que levou a cabo matou a árvores e a desgraça só não é maior porque as intervenções do BCE têm permitido o financiamento externo do Estado, uma intervenção contra a qual se manifestou o governo desde o primeiro momento em que tal solução foi proposta.

A verdade é que a notação da dívida é a mesma do início da crise, a dívida soberana está acima do que alguma vez foi previsto e o défice público está longe dos níveis desejáveis. O país está hoje mai fraco do que alguma vez esteve e desperdiçou o recurso em que mais havia investidos, os quadros altamente qualificados que gente como Miguel Relvas convidou a emigrar.

Mais grave do que o governo andar a inventar um país assente em estatísticas manipuladas é o falhanço de uma economia que deixou um rasto de miséria. Tudo por nada pois o país está pior.

2 comentários:

luis pessoa disse...

A comunicação social, os comentadores da treta e os economistas do tacho vão demonstrar que estamos no bom caminho que este país está em "franco crescimento", graças ao governo desta gente!
Exportações, uma fraude completa porque se baseiam em factores externos: combustíveis, automóveis e turismo. Como não temos os dois primeiros e o turismo é maioritariamente explorado por cadeias internacionais, estamos conversados. O que fica é absolutamente residual e os milhares de milhões apregoados são pura treta. É só vermos o que se passa nos sectores exportadores, a venderem abaixo do preço de custo, com prejuízo, para poderem escoar. Vendem muito, é certo, mas nem paga o custo das mercadorias ou serviços!
Cofres cheios, é a outra treta! Cheios de dívida, claro, porque o que lá está é dinheiro emprestado! O que se passa é que com os milhares de milhões que o BCE poe à disposição a taxas irrisórias, quase todo canalizado pela banca, consegue fazer imaginar que é a nossa economia que faz gerar a riqueza e não a assunção de novas dívidas. Daí o nosso défice ir no que vai, muito superior ao momento da entrada da troika, apesar de terem sido roubados aos cidadãos milhares de milhões em salários, pensões, segurança social, saúde, educação, etc., criando centenas de milhares de novos pobres.
Desemprego, outra treta ainda mais escandalosa. Numa estatística em que não entram os que emigraram, os que deixaram de receber subsídio porque tinham de gastar do seu bolso as deslocações aos centros de emprego para dizerem que ainda andam à procura e todos os que estão a trabalhar nas empresas como escravos a fingiram que estão em formação, paga pelos nossos impostos e pelo dinheiro vindo de Bruxelas, com a única finalidade de sairem das estatísticas, porque nenhum ficará a trabalhar nas empresas (continua)

luis pessoa disse...

(continuação) E não ficam porque as empresas da treta vivem disso, de subsídios e de pagamento de grande parte do salário do trabalhador pela segurança social. Têm trabalhadores super baratos, em regime de escravidão, que vão renovando por fornadas. O governo livra-se deles para apresentar estatísticas todas bonitas; os empregadores ganham porque têm mão de obra barata, sem direitos e sem encargos e completamente descartável; só o trabalhador não lucra nada porque aquilo não é formação coisa nenhuma, é trabalho e mais trabalho, escravo!
Afinal ficamos onde? O que é que este governo pode invocar para justificar a austeridade imposta, para além de ser essa a sua opção de classe? Francamente, nada!
Não fossem os combustíveis a preços de "saldo" como estão e os juros a pataco pelas descargas massivas do BCE e estaríamos no fundo do abismo! Exagero? Se com estes dois pilares fundamentais do capitalismo (combustíveis e juros) anormalmente baixíssimos a nossa dívida não para de aumentar, o mesmo acontecendo com o défice, imagine-se o que seria com valores normais!
As condições que este governo teve foram absolutamente favoráveis, com mecanismos da UE e BCE, mas as apostas foram destruidoras dos cidadãos e das empresas, por opção ideológica que visava o empobrecimento dos cidadãos como meio para o enriquecimento de alguns e dos cofres do Estado, como fez Salazar que deixou as pessoas entregues a si mesmas, mas tinha reservas de ouro doentiamente exageradas para a fome que os cidadãos passavam.
Estamos, não tenhamos dúvidas, perante opções ideológicas, que não foram mais assassinas porque o Tribunal Constitucional conseguiu travar algumas.
Prepara-se a grande ofensiva da mentira para estas eleições e o que é triste é que parece que essas mentiras vão passar na comunicação social e nos comentadores da treta que temos. E ninguém dessa gente vai questionar Passos Coelho sobre as promessas feitas há 4 anos, em que só cumpriu uma: A de empobrecer o país e os cidadãos!

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