BANCADA DIRECTA: Para se venderem empresas há uma pressa dos diabos, mas para resolver os prejuizos dos depositantes espoliados do BES a indiferença assentou arraiais

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Para se venderem empresas há uma pressa dos diabos, mas para resolver os prejuizos dos depositantes espoliados do BES a indiferença assentou arraiais


Aconteceu numa noite de Verão

Foi numa noite de Verão que o país ficou a saber que o Grupo BES tinha sido destruído em nome de um processo a que designaram por resolução, pelas forma como a coia nos foi contada não havia alternativa e os contribuintes eram uns felizardos pois seriam os bancos a suportar o custo da brincadeira, para o que existia um fundo que era financiado com dinheiro que nos tinha sido emprestado pela Troika para ajudar a banca.

 Todos ficámos descansados e no dia seguinte muito boa gente deu um mergulho na praia e esqueceu o assunto. Poucos estaríamos interessados em saber se o Ricciardi teria tido o apoio de Passos Coelho se tivesse conseguido derrubar o Ricardo Salgado ou se não teria havido outra solução mais vantajosa para a economia portuguesa.

Se o problema era da família mais detestada do país então “os brancos que se entendam” e como nos garantiam que os contribuintes não seriam lesados porque motivos teríamos de nos preocupar. Hoje ninguém sabe muito bem o que está no banco bom, o que está no bano mau ou o que não está em lado nenhum.
Nenhum jornalista está muito interessado em saber por que razão houve tanta pressa em vender a TAP e agora não há pressa nenhuma em vender o Novo Banco. Pior ainda, ninguém sabe quantos milhares de milhões varridos para a burocracia dos tribunais terão de vir a ser suportados pelos contribuintes.

 O governo tem vindo a construir uma realidade virtual para o período eleitoral e é cada vez mais evidente que o BES deve ser eliminado dessa imensa patranhice com que Paulo Portas, Passos Coelho e Carlos Costa estão tentando ludibriar os portugueses

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