BANCADA DIRECTA: Eleições Legislativas 2015 estão por aí a chegar. O nosso cronista Antonio Raposo diz de sua justiça e opina sobre "Os Partidos, os Deputados e a Democracia", que quer se queira ou não envolvem a nossa vida actual.

sábado, 25 de julho de 2015

Eleições Legislativas 2015 estão por aí a chegar. O nosso cronista Antonio Raposo diz de sua justiça e opina sobre "Os Partidos, os Deputados e a Democracia", que quer se queira ou não envolvem a nossa vida actual.

Eleições Legislativas 2015 estão por aí a chegar.
O nosso cronista Antonio Raposo diz de sua justiça e opina sobre "Os Partidos, os Deputados e a Democracia",
Que quer se queira ou não envolvem a nossa vida actual


OS PARTIDOS,OS DEPUTADOS E A DEMOCRACIA
A cronica de Antonio Raposo


 Brevemente temos de novo eleições. Mais uns dois meses e lá estará a casa da democracia de novo a abarrotar de deputados, segundo nos dizem a representar o povo que votou neles. 

Mas será mesmo assim? Então quem será o representante do meu voto partindo do princípio que eu vou votar?

 Então não se votou para que os deputados fossem escolhidos? Escolhidos por quem? Pelos dirigentes dos partidos! Então a nossa escolha é uma escolha de uma escolha já feita! É ou não é? Concluo: Os deputados representam os partidos e não o povo que votou.

É uma espécie de jogo viciado. Você votou neles, que já tinham sido escolhidos previamente. É claro que um método destes permite matar à nascença a chamada democracia. E aqui começa o domínio dos aparelhos partidários e as facções, os lobbyings e as “amizades”, os grupos de pressão, a golpada! Quem domina os aparelhos dos partidos domina tudo.
Quem tenha acompanhado a “vida partidária” de algumas figuras relevantes da nossa praça apercebe-se que a coisa começa nas “jotas”. Aí, de pequenino se torce o pepino e começa a luta pela sobrevivência. Os mais vivaços e sem escrúpulos vão furando e subindo na hierarquia. Começam as trocas de favores, e aí estão eles prontos para a vida.

 Dizia-me um amigo que a vida é de luta e os mais fortes exterminam os mais fracos, como se tratasse de uma selecção natural. Acontece que isso sucede entre os animais irracionais. Os homens mais inteligentes podem não ser os mais fortes. Lembro-me que o Hitler tentou eliminar os marrecos e aleijados e criar uma raça ariana pura.
Esta filosofia não vingou. E não vingou porque ia ao arrepio da humanidade. Não preciso dizer mais nada. Mas, voltando à Democracia e à sua representatividade é claro que o actual sistema está mais que esgotado. Por isso eu não voto.

Nem eu nem a maioria do povo. Afinal o partido dos que não votam já é a maioria! Eu não voto porque me sinto defraudado. O jogo está viciado e eu não o posso aceitar. Tampouco voto em branco porque esses votos contam para dar aos partidos uma pipa de massa.

Cada voto vale mais de um euro! Dos nossos impostos. Mudem-se as regras e falem comigo!

Antonio Raposo
Lisboa. 2015. Julho. 25

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