BANCADA DIRECTA: Passos Coelho até parece que nem está agarrado ao poder com toda esta latosa. Diz êle que os socialistas que não pensem em voltar ao governo “agora que arrumámos a casa e pagámos as dívidas“, disse há dias sem se rir. E acrescentou: “Nós temos provas dadas“. E era suposto que os cidadãos já tivessem melhorias, mas só têm é ilusões!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Passos Coelho até parece que nem está agarrado ao poder com toda esta latosa. Diz êle que os socialistas que não pensem em voltar ao governo “agora que arrumámos a casa e pagámos as dívidas“, disse há dias sem se rir. E acrescentou: “Nós temos provas dadas“. E era suposto que os cidadãos já tivessem melhorias, mas só têm é ilusões!


Passos Coelho até parece que nem está agarrado ao poder com toda esta latosa. 
Diz êle que os socialistas que não pensem em voltar ao governo “agora que arrumámos a casa e pagámos as dívidas“, disse há dias sem se rir. 
E acrescentou: “Nós temos provas dadas“. 
E era suposto que os cidadãos já tivessem melhorias, mas só têm é ilusões!

 Ora bem, começando pelas lides domésticas, alegadamente tão bem executadas, não é difícil perceber o significado de «arrumar a casa» para o PSD: distribuir pelos amigos os lugares nas administrações das empresas públicas privatizadas; venda a preço de amigo de muitas empresas do Estado, como recentemente o Oceanário. 

Oceanário de Lisboa. Eu vou ali é já venho. Estou já na calha para ser vendido. É o meu destino. E não fica por aqui, se não puserem travões a esta onda

Ocupação descarada do aparelho de Estado pelo máximo de «boys» e «girls» do PSD e do CDS, a verdadeira e gloriosa ida ao pote. É isto. Neste sentido, compreendido por 70% do eleitorado, a casa está claramente arrumadíssima. E tudo a brilhar (só que é do gel – do cabelo e das unhas). 

Quanto às dívidas que pagaram: a que dívidas se estarão a referir? Às que resultaram do aumento vertiginoso dos juros a partir de 2010, deixada a especulação à solta enquanto se punia ou para punir a Grécia? Às que resultaram do aumento dos encargos sociais do Estado devido às falências sucessivas de empresas após 2009 ­­- pelas quais o Governo na altura não foi minimanente responsável? 

Será às dívidas contraídas, a taxas de juro reduzidíssimas, junto do BEI, nomeadamente para modernizar as escolas, no âmbito do plano europeu de relançamento da economia, um plano aprovado pela UE e que visava contrariar os efeitos da crise financeira na economia? 

Ou será às dívidas geradas pelas obras faraónicas que nunca ninguém viu, como TGVs, portos, palácios, etc.? Entretanto, com tantos pagamentos heróicos e exemplares, por que razão aumentou a dívida pública mais 30% em 4 anos? Que contas são estas? Que dívida contraíram de que acusavam os outros e que vão ter de ser outros a pagar? Finalmente, que «provas dadas» serão aquelas?
Provas de que as crises internacionais se acalmam e que o BCE travou finalmente a especulação em torno das dívidas soberanas, e isto para todos os países do euro? Provas de que o preço do petróleo por vezes baixa no mercado internacional e de que estamos a beneficiar de uma dessas fases? 

Provas de que, quando se presta vassalagem a Berlim, o país passa por estar muito bem e no bom caminho, apesar de ser tudo, estruturalmente, mentira? (Repare-se como, no caso grego, o país estava oficialmente no caminho da recuperação há quatro meses, quando o governo era bem visto por Berlim. 

Depois, passou a estar em situação calamitosa…) Provas de que a falta de vontade negocial resulta na maior fuga de jovens da história do país, acarretando sérios prejuízos demográficos e de sustentabilidade das pensões? 
Provas dadas de quê? De que se é capaz de criar pobres em pleno século XXI e de secar os bolsos da classe média com aumentos enormes de impostos, acusando-a de gastos excessivos no passado, quando a crise que nos afectou se deveu aos desvarios financeiros da banca? 

 Mas Passos e o acólito Portas, alçados ao poder por via das mentiras mais desbragadas de que há memória, têm razão: as provas estão dadas. E são de dois tipos: ou más demais ou prova da respectiva irrelevância.

 Fonte: Público 

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