BANCADA DIRECTA: Nem se trata de "zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades". Trata-se apenas de um individuo desconexo com a realidade politica e factual e resolve acender uma fogueira que, na verdade, nem se sabe qual é o seu objectivo. Parvoíce pegada.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Nem se trata de "zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades". Trata-se apenas de um individuo desconexo com a realidade politica e factual e resolve acender uma fogueira que, na verdade, nem se sabe qual é o seu objectivo. Parvoíce pegada.


Nem se trata de "zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades". 
Trata-se apenas de um individuo desconexo com a realidade politica e factual e resolve acender uma fogueira que, na verdade, nem se sabe qual é o seu objectivo. 
Parvoíce pegada. 

 Foi um lapso Passos Coelho gosta de ver a sua fotografia na capa de livros, é uma forma de se sentir crescer para além do que ele julgaria possível, da primeira vez foi uma jornalista que lhe escreveu um livro, desta vez pareceria mal voltar a ser a mesma jornalista, ainda por cima uma profissional por quem muitos portugueses não nutrem especial simpatia, escolheu uma assessora. 


 Os registos biográficos não são oficiais, trata-se de um uma biografia não ofcial dos últimos anos, mas tudo o que de interessante lá se conta não apareceu nos jornais, temos portanto uma biografia não oficial com factos relatados ou pelo próprio ou por gente que partilha da sua intimidade e que só os dariam a conhecer se devidamente autorizados pelo próprio. Portanto, oficial ou não, no registo biográfico dos últimos anos consta apenas o que o visado autorizou a divulgar. 

Acontece que Passos Coelho nunca exibiu grandes simpatia pessoal por Paulo portas o que no nosso país não é novidade nenhuma, a verdade é que são muitos poucos os portugueses que gostam dessa personagem estranha, estranha mas que não entranha nos sentimentos de uma esmagadora maioria de pessoas que não lhe apreciam os tiques, os gostos, as riscas sicilianas dos seus fatos, os chapéus, os sorrisos cínicos, o louro do cabelo, os amigos com ar esquisito que o acompanham neste CDS. 

 A verdade é que no PSD ninguém gosta de Paulo Portas e há quem o odeie ou tenha boas razões para não o conseguir ver na frente, que o digam os Cavaquistas que temiam as sextas-feiras do tempo do Independente. 


Bem, se há algo que consegue unir todos os partidos portugueses é o desprezo por Paulo portas, a única excepção é o CDS e mesmo aí não falta quem o deteste. Mas Passos Coelho foi o político do PSD que foi mais longe no desprezo por Paulo Portas e mesmo dependendo do líder do CDS nunca perdeu uma oportunidade para o desprezar, até para o humilhar. 

A relação é tão estranha que não falta quem imagine poderes ocultos que colocariam Paulo Portas sob uma chantagem que o impede de reagir, permitindo sucessivas humilhações. Mais uma vez Passos Coelho decidiu humilhar Paulo Portas e fez o que Cavaco nunca faria como o próprio o assumiu lá longe, na longínqua Noruega, não esperou pelo depois e fez as revelações ainda no entretanto. A data foi assassina, dias depois de terem anunciado a coligação. 


Apareceram como se fossem um casal à beira do altar, ele de flor no fato e o outro com ar de virgem, mas uma virgem já grávida, cheia de fetos dos futuros deputados que graça à inseminação artificial vai parir nas eleições. Mas a felicidade do casal não durou nada,


Passos Coelho fez questão de dizer que esta renovação de votos matrimoniais não passa de uma casamento de conveniência, uma tentativa desesperada de conseguir um Visto Gold que lhes permita mais quatro anos de residência no poder. Passos Coelho disse a quem quis ouvir casava com Portas mas este não lhe merecia grande confiança. 


Mas como boa esposa à antiga portuguesa Paulo Portas sujeitou-se mais um vexame, como diria o Paulo Rangel, Passos Coelho foi vítima de buyling matrimonial, foi gozado em público com a revelação de que o tal político que gosta de armar é um bandalho que se demite por SMS e depois não atende as chamadas. 

Mas como todas as esposas da velha escola portuguesa Paulo portas respondeu com ar paciente que foi um lapso. A assessora não mentiu, não ouviu, teve um lapso e dedicou uma página a um sms e a dezenas de chamadas desesperadas que Portas não atendeu. 

 Um lapso que reduz o parceiro da coligação a caca, enfim, um mero lapso da assessora que Passos contratou para lhe escrever mais um livro.

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