BANCADA DIRECTA: A vida austera dos polícias. Viver em crise é mesmo crise a sério. E hão-de ser precisos ultrapassar conceitos e inventar esquemas para se poder sobreviver. Neste caso será vender os seus passes sociais para transportes.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

A vida austera dos polícias. Viver em crise é mesmo crise a sério. E hão-de ser precisos ultrapassar conceitos e inventar esquemas para se poder sobreviver. Neste caso será vender os seus passes sociais para transportes.


A vida austera dos polícias
Viver em crise é mesmo crise a sério. 
E hão-de ser precisos ultrapassar-se conceitos e inventar esquemas para se poder sobreviver. 
Neste caso será vender os seus passes sociais para transportes. 

 «O polícia aproxima-se das bilheteiras empunhando a requisição que lhe dá direito a carregar o passe para o autocarro sem pagar. 

Quando recebe os papéis, a funcionária do guichet é lesta a abrir a caixa e a tirar as notas, que lhe entrega de forma dissimulada, dentro de um folheto informativo. Não carregou o título de transporte: limitou-se a entregar-lhe 89 euros, menos 20 do que o valor do passe a que o agente tem direito. É a sua comissão. 

 O esquema fraudulento há-de repetir-se ao longo do dia e enquanto durar o período de revalidação dos passes mensais nas bilheteiras dos Transportes Sul do Tejo (TST) de Cacilhas. E se aparecem polícias que efectivamente carregam os passes de autocarro, muitos há que ali se deslocam apenas para receberem o dinheiro. 
A maioria pertence às esquadras dos concelhos de Almada, Seixal e Setúbal, mas o passa-palavra fez com que também já aqui venha gente que presta serviço em Lisboa. A PSP reembolsa depois a transportadora da totalidade dos cartões carregados em cada mês, cujo valor varia consoante a zona de residência do agente. 

À excepção do erário público, ganham todos: o agente, que ou não necessita do passe ou consegue viajar no autocarro dos TST sem pagar, pelo menos quando está fardado, e os funcionários da transportadora, que ficam com comissões variáveis, consoante o custo de cada título de transporte trocado por dinheiro.» [Público

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