BANCADA DIRECTA: O Portugal de hoje que nos dá o ensejo de prever como vai ser o nosso futuro com estes governantes. Reflectindo sobre a "casta" o "mérito" e o"mérito da casta"

domingo, 12 de abril de 2015

O Portugal de hoje que nos dá o ensejo de prever como vai ser o nosso futuro com estes governantes. Reflectindo sobre a "casta" o "mérito" e o"mérito da casta"

A casta, o mérito e o mérito da casta 

 O mérito, essa coisa que a casta faz circular de boca em boca na vez da palavra panelinha. 


Ana Pinho foi escolhida para vogal de uma entidade que gere fundos comunitários apesar da comissão que o Governo criou alegadamente para moralizar as nomeações de dirigentes da Administração Pública ter considerado que lhe faltava experiência. 


O ministério de Poiares Maduro, que tutela o organismo, argumenta que não foi posta em causa a “idoneidade e a competência da candidata”. Também podiam dizer que não foi posto em causa que a Ana cheira mal dos pés. Ou que mastiga de boca aberta e faz imenso barulho a comer. 

Há imensas coisas que a CRESAP não disse nem tinha nada que dizer. Mas disse que não tem experiência, nem mesmo como comissária política de nomeação pelo cartão partidário, que a CRESAP não deveria mas contabiliza como “experiência”. É o que a CRESAP disse que conta, não o que não disse. 

A CRESAP chumbou-a, a seguir o Governo chumbou a CRESAP e a seguir ninguém da CRESAP se demitiu. Eles também estão ali a ganhar experiência para um dia, quem sabe, o mérito da obediência lhes ser reconhecido para fazer chegar a sua vez de serem lançados em voos um pouco mais altos. 


Com salário a condizer. A "experiência" da casta tem o mérito de saber remunerar-se de acordo com as especificidades próprias blablabla de cada situação. «(...) 

A circulação pelo poder como assessores, membros de gabinetes governamentais, nomeações para cargos à revelia de qualquer currículo e controlo da Cresap, a utilização como extensão de poder de fundações como a luso-americana, consultorias, o patrocínio de encomendas, estudos e pareceres vai de vento em popa, de novo, numa forma muito parecida com o que aconteceu nos tempos de Sócrates. (...) 

Os trabalhadores nunca são nomeados, quando se fala de economia. A economia é os empresários, mais, aliás, do que as próprias empresas, isto numa semana em que um estudo internacional revelava o papel da incompetência dos empresários portugueses na má qualidade da gestão e na falta de competitividade. 


Sim, os empresários e não os trabalhadores, nem os sindicatos, nem as greves, nem o “alto custo do factor trabalho” que o primeiro-ministro promete disciplinar na próxima legislatura, mas que duvido apareça no programa eleitoral.(...)»


Bancada Directa / O País do Burro

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