BANCADA DIRECTA: Coligação, coligação até pode haver: mas o certo é que andam desconfiados uns dos outros. Passos diz que sozinho até pode ganhar as eleições com maioria absoluta e aplicar as suas politicas à vontade. Por outro lado os mandantes do CDS fazem figas e querem dobrar o Passos

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Coligação, coligação até pode haver: mas o certo é que andam desconfiados uns dos outros. Passos diz que sozinho até pode ganhar as eleições com maioria absoluta e aplicar as suas politicas à vontade. Por outro lado os mandantes do CDS fazem figas e querem dobrar o Passos

Coligação, coligação até pode haver: mas o certo é que andam desconfiados uns dos outros. Passos diz que sozinho até pode ganhar as eleições com maioria absoluta e aplicar as suas politicas à vontade. 
Por outro lado os mandantes do CDS fazem figas e querem dobrar o Passos 

A coligação PSD/CDS é inevitável? Nem por isso. 

Por vontade de Passos Coelho não haveria coligação nenhuma. Está farto das birras do Portas, o Pires de Lima apesar de dizer que é um soldado disciplinado, às vezes ameaça abandonar o quartel e, last but not the least, Passos acredita mesmo que pode ganhar as eleições apresentando-se sozinho . 
No entanto, não será fácil Passos Coelho desenvencilhar-se dos meninos mimados e impertinentes do CDS. Dentro do PSD a maioria quer manter a coligação. Por muito que Passos lhes diga que o CDS é um empecilho, só atrapalha e seria muito mais confortável apostar numa vitória sozinho e depois convidar o CDS, fragilizado, a servir de muleta, do que ir a votos em coligação e sujeitar-se às chantagens de Portas. 

No grupo parlamentar do PSD poucos são os que compram esta teoria e argumentam que, caso o PSD perca as eleições, Portas irá a correr lançar-se nos braços de António Costa. Por uma vez, há que dar razão a Passos e elogiá-lo pela coragem em assumir riscos. Só que, repito, será muito difícil a Passos manter esta posição. 

O CDS está disposto a abdicar de todas as suas bandeiras – como já se viu no recuo em relação à TSU, à extinção da taxa extraordinária do IRS e às pensões dos reformados- para manter um lugar no pote. Bem pode argumentar Passos que Portas não é de confiança e dizer que só aceita ir a votos coligado se o CDS assinar um acordo pré- eleitoral, onde fique determinado o número de ministérios que lhe cabem em caso de vitória. 

Só que ele também sabe que o CDS será exigente, porque acredita valer mais do que efectivamente vale e isso é um obstáculo a um acordo prévio. Não tenho dúvidas que se Passos pudesse decidir sozinho, prescindiria da muleta do CDS. Não sei é se conseguirá fazer valer a sua tese. Os defensores da coligação não deixarão de esgrimir as sondagens que apontam para a possibilidade de PSD e CDS, coligados, poderem ter maioria absoluta. 


 Como a seu tempo se verá, este argumento é enganador. As eleições do Outono irão trazer grandes surpresas, pela dispersão de votos nos “pequenos” partidos que pela primeira vez entram em cena. Se o CDS concorrer sozinho, ficará reduzido a uma expressão minimalista. Talvez um táxi seja demasiado grande para transportar os seus deputados. 

Os portugueses penalizarão mais o CDS – que consideram um partido imprestável-do que o PSD. Portas sabe disso. Passos também. Por isso mesmo penso que, não sendo a coligação inevitável, acabará por se concretizar por força das pressões internas no seio do PSD e pela vontade de Portas se manter agarrado ao pote.. Restará a Passos forçar o CDS a aceitar um acordo pré-eleitoral que o reduza à sua insignificância. Não será fácil. 

 Agradecimento ao Dr Carlos Barbosa de Oliveira

1 comentário:

Anónimo disse...

Freguesia nova em Aveiro?!

http://franganoaviarium.blogs.sapo.pt/

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