BANCADA DIRECTA: Anda por aí o mestre da economia da Rua da Horta Seca a apregoar a melhoria do crescimento económico e o emprego cada vez mais atractivo no aspecto remuneratório e afinal é o que se vê. Os números e as estatísticas não mentem. Número de licenciados a ganhar menos de 600 euros aumentou 50%

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Anda por aí o mestre da economia da Rua da Horta Seca a apregoar a melhoria do crescimento económico e o emprego cada vez mais atractivo no aspecto remuneratório e afinal é o que se vê. Os números e as estatísticas não mentem. Número de licenciados a ganhar menos de 600 euros aumentou 50%

Anda por aí o mestre da economia da Rua da Horta Seca a apregoar a melhoria do crescimento económico e o emprego cada vez mais atractivo no aspecto remuneratório e afinal é o que se vê. 
Os números e as estatísticas não mentem. 
Número de licenciados a ganhar menos de 600 euros aumentou 50% 

Dados do Instituto Nacional de Estatísticas revelam que o número de trabalhadores, com grau superior, a ganhar um salário inferior a 600 euros subiu 50 por cento, avança esta quarta-feira a Antena 1. O mercado de trabalho está desigual, e cada vez pior para os licenciados. Se no final dos anos noventa, os licenciados ganhavam o dobro, agora ganham menos. 
Segundo o «Jornal de Negócios», no final de 1998, o acréscimo que antes chegava aos 107% tem vindo a cair. No segundo trimestre deste ano, era de 72%. Mas as contradições não se ficam por aqui: se o número de trabalhadores por conta de outrem na economia portuguesa continua a cair, certo é que se mantém o aumento do número de pessoas que ganham 3000 euros líquidos ou mais. 

Segundo o jornal «i», a destruição de emprego está a ser feita à custa de pessoas com salários mais baixos. Segundo a edição desta quinta-feira do «Jornal de Negócios», os licenciados têm escapado à destruição massiva de emprego que nos últimos dois anos atingiu em cheio os menos qualificados, mas não saem ilesos. 

A vantagem salarial de quem tem um curso superior tem vindo a cair, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Ou seja, em média, ser licenciado compensa, mas cada vez menos. Também segundo dados do INE, no segundo trimestre havia 3,87 milhões de trabalhadores por contra de outrem; desses, 55,2 mil ganhavam mais de 2500 euros líquidos por mês. 

O «i» analisa os números e revela que a subida é especialmente pronunciada no escalão mais elevado: nos que ganham 3000 euros ou mais, o aumento homólogo foi de 28% para um total de 32 mil pessoas; no escalão dos 2500 a 3000 euros, há mais cerca de 7%, ou 23 mil trabalhadores. Assim, a destruição de emprego acontece sobretudo nos salários mais baixos (entre 310 e 600 euros). 

Antes da crise, em meados de 2007, havia 1,63 milhões de pessoas; hoje são menos 314 mil (1,3 milhões).

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