BANCADA DIRECTA: A nossa Constituição define que podem ser elegíveis todos os cidadãos com mais de 35 anos para a Presidência da Republica. Nunca em caso algum define que o candidato tem de ser um “expert” em politica externa. Cavaco queria que fosse, embora o tenha dito de uma forma distorcida…

terça-feira, 24 de março de 2015

A nossa Constituição define que podem ser elegíveis todos os cidadãos com mais de 35 anos para a Presidência da Republica. Nunca em caso algum define que o candidato tem de ser um “expert” em politica externa. Cavaco queria que fosse, embora o tenha dito de uma forma distorcida…

A nossa Constituição define que podem ser elegíveis todos os cidadãos portugueses de origem, com mais de 35 anos para a Presidência da Republica. 
Nunca em caso algum define que o candidato tem de ser um “expert” em politica externa. 
Cavaco queria que fosse, embora o tenha dito de uma forma distorcida…… 

 «De acordo com a Constituição, "são elegíveis para a Presidência da República os cidadãos eleitores, portugueses de origem, maiores de 35 anos". 


No entanto, de acordo com Cavaco Silva, o próximo Presidente deve ser uma pessoa com experiência em política externa. Esta revisão constitucional feita informalmente por Cavaco reduz bastante o leque de possíveis candidatos, e acaba por cingir a corrida a apenas três nomes: Durão Barroso, António Guterres e eu. 


O currículo dos candidatos impressiona: Barroso foi presidente da comissão europeia entre 2004 e 2014; Guterres é, desde 2005, alto comissário das Nações Unidas para os refugiados; e eu negociei, em Badajoz, na primavera de 2009, o preço de um saco de caramelos que, embora tivesse uma etiqueta indicando o preço de 90 cêntimos, assinalava na caixa o valor de um euro e meio. 

As negociações foram duras, mas eu soube defender os interesses de Portugal no quadro das regras definidas pelo direito internacional: mantendo presente que a carta das Nações Unidas proíbe a agressão armada excepto em caso de legítima defesa, usei de meios pacíficos para obter o acordo que melhor servisse o nosso país, e orgulho-me de poder hoje dizer que acabei por trazer o saco por apenas um euro e 20. 

Quem conhece a fundo o trabalho de Barroso e Guterres, só por má vontade deixará de reconhecer que nenhum deles trouxe para o nosso país, no âmbito da actividade internacional que desenvolveram, lucros que possam sequer aproximar-se do valor de um saco de caramelos. (...)» .

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