BANCADA DIRECTA: (1) Uma radiografia do caracter de Passos Coelho que o semanário Expresso publicou com o sujestivo titulo: Passos Coelho. Houve um tempo em que ele não era alemão Entre as noitadas no Happening Bar e os dias de fato na Fomentinvest vão 20 anos de química latina. Os amigos confirmam: "Há um Pedro 1 e um Pedro 2".

quarta-feira, 11 de março de 2015

(1) Uma radiografia do caracter de Passos Coelho que o semanário Expresso publicou com o sujestivo titulo: Passos Coelho. Houve um tempo em que ele não era alemão Entre as noitadas no Happening Bar e os dias de fato na Fomentinvest vão 20 anos de química latina. Os amigos confirmam: "Há um Pedro 1 e um Pedro 2".

(1) Uma radiografia do carácter de Passos Coelho que o semanário Expresso publicou com o sugestivo titulo: Passos Coelho. 
Houve um tempo em que ele não era alemão 
Entre as noitadas no Happening Bar e os dias de fato na Fomentinvest vão 20 anos de química latina. 
Os amigos confirmam: "Há um Pedro 1 e um Pedro 2". 

Houve um dia em que Ângelo Correia resolveu dar a mão a Passos Coelho. O Pedro tinha acabado o curso, tinha entrado nos 40 e a Fomentinvest abre-lhe as portas para o que havia de ser um corte com cinco anos de caos. 


"Ele torna-se formal, começa a vestir-se na Labrador, organiza-se, o casamento com a Laura vira-o 180º", relata um amigo que acompanhou de perto a fase lunar do agora primeiro-ministro. 


Depois de duas décadas a 100 à hora, entre noitadas, muita política, um casamento agitado, duas filhas num ápice, alguns ganchos para ganhar dinheiro e muita falta dele, a cambalhota foi imensa e estonteante para os amigos: "Nós às vezes interrogamo-nos se havia um Pedro 1 e um Pedro 2". 


 O Pedro 1 tinha química latina. A liderança da JSD afastara-o do percurso standard - "ele fez tudo ao contrário, quando nós estudámos ele gozou a vida e quando nós fomos trabalhar ele foi estudar" - e não terá sido por acaso que, na altura, a relação de Pedro com o pai não foi pera doce. 
"Ele adorava borga, foi adolescente até aos 20, era superdesorganizado", relata outro amigo que com ele partilhou à época animadas noites no Happening, o bar de Luís Represas onde Passos conheceu Fátima Padinha em registo tiro e queda. Conheceram-se hoje, foram viver amanhã. E quando ao fim de 18 anos conturbados se divorciam, "o Pedro fica um sem-terra". 

 Os amigos não dão a cara porque "são questões pessoais", mas é raro ouvir tanta gente dizer o mesmo - "ele andava sempre aflito"; "era caótico", "era um pai exemplar no apoio às filhas e à mulher mas vivia amargurado"; "nunca acordava cedo", "em 99, quando deixou o Parlamento, arranjou uns ganchos mas teve problemas de dinheiro", "ele sempre foi desorganizadíssimo". 


Distracções no ficheiro 


 Luís Nobre, ex-deputado do PSD e amigo do protagonista, conta que quando ele saiu do Parlamento em 99, lhe deu trabalho na LDM (consultadoria para candidaturas a fundos europeus) e diz que ele era "escrupuloso numa coisa: sempre que recebia, passava logo o recibo". 


No resto, "o Pedro tinha uma vida difícil, era tudo uma confusão, faltava dinheiro, se não nunca teria acontecido o que aconteceu (não pagar a segurança social)". 


No fundo, no fundo, talvez também contasse o ADN: Luís Nobre acaba por admitir que "ele não era particularmente cauteloso na organização do seu ficheiro interno". 


Publicaremos a seguir a parte final deste artigo sobre Pedro Passos Coelho

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