BANCADA DIRECTA: “As 50 sombras de Grey”. É uma historia de amor, mas jogadas sexuais levadas ao limite fazem deste filme uma autentica chachada.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

“As 50 sombras de Grey”. É uma historia de amor, mas jogadas sexuais levadas ao limite fazem deste filme uma autentica chachada.



“As 50 sombras de Grey”. 
É uma historia de amor, mas jogadas sexuais levadas ao limite fazem deste filme uma autentica chachada. Melhor: uma chouriçada das grandes! 

Fico estarrecido com os números: Em Portugal, mais de 34 mil pessoas já compraram bilhetes online para assistir a um dos filmes mais aguardados do ano, "As Cinquenta Sombras de Grey". 

Baseado no primeiro livro da trilogia da escritora britânica E.L. James (Erika Leonard James), o filme promete tornar-se um fenómeno de popularidade, à semelhança do que aconteceu com o livro, publicado em 2012. Tive a oportunidade de ler parte do livro aos bocados, porque o achei desinteressante. Uma familiar minha tinha-o e eu aproveitava a boleia para me interessar por ele o que não consegui. 


 As 50 Sombras de Grey" foi o livro da moda (o que diz muito sobre a moda e a maioria dos leitores): uma trilogia que leva o erotismo aos limites do ridículo, escrita por uma senhora doméstica tipicamente britânica chamada E. L. James. Basta ver uma foto da autora para perceber que algo de minimamente erótico ou sequer inteligível nunca poderia ter saído dali. 

 Em Portugal apareceu agora o filme realizado por Sam Taylor- Johnson. Segundo parece a estreia mundial foi a 12 de Fevereiro. Mas graças à tecnologia de ponta eu já o tinha visto. O filme, protagonizado pelo ex-modelo da Calvin Klein Jamie Dornan, no papel de Christian Grey, e por Dakota Johnson, que interpreta Anastasia Steele. 


 Em Portugal este filme foi classificado para maiores de 16 anos, mas nos USA foi só para 17 anos. E aqui (lá) foram criados movimentos para salvaguarda da ética e da moral publicas ou lá o que quer que seja que vai dar tudo no mesmo. uma autentica parvoíce. Dramatização erótica ou domínio e submissão sexual levada ao extremo são dilemas com os quais o espectador se irá confrontar ao longo de 130 minutos do filme, já com mais dois seguimentos contratualizados para dar corpo a uma trilogia. Uma desgraça nunca vem só. É que nem dá para comer pipocas!....... 

Eu ponho a seguinte questão: Será isto uma historia de amor quando há um enredo erótico em que prevalece o domínio e a submissão sexual levada ao extremo ? São perguntas que quem vê o filme fará a si próprio quando se acalmar depois de quase 130 minutos que dura a projecção do filme. Digo acalmar das dores nas "cruzes"que ficam depois de estar sentado mais de duas horas. 

Perguntará o espectador porque carga de água há a submissão de Anastasia Steele perante o dominador Christian? Claro que posta a questão nestes termos temos o agressor e a vitima indefesa, mas consciente. Apesar de algumas das passagens mais polémicas terem ficado de fora do grande ecrã, o corte de algumas cenas chocantes na adaptação cinematográfica terão causado acaloradas discussões entre a autora da saga e a realizadora. 

Em entrevista a uma revista que não me lembra o nome, Sam Taylor-Johnson desvalorizou, contudo, o clima de crispação durante a rodagem, garantindo, por exemplo, que uma cena entre o casal na casa de banho e que envolve a retirada de um tampão tenha sequer sido equacionada. 

 Os nossos leitores precisarão de mais algum pormenor para se desatarem a rir às gargalhadas?


Adriano Ribeiro

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