BANCADA DIRECTA: Antonio Júlio de Almeida, que era o Presidente todo poderoso da EMEL, levou uma vassourada da empresa pelas cúpulas da Câmara Municipal de Lisboa. Curiosos são os pormenores vindos de um lado e do outro. Para conferir!...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Antonio Júlio de Almeida, que era o Presidente todo poderoso da EMEL, levou uma vassourada da empresa pelas cúpulas da Câmara Municipal de Lisboa. Curiosos são os pormenores vindos de um lado e do outro. Para conferir!...


António Júlio de Almeida, que era o Presidente todo poderoso da EMEL, levou uma vassourada da empresa pelas cúpulas da Câmara Municipal de Lisboa. 
Curiosos são os pormenores vindos de um lado e do outro. 
Para conferir!..... 

Pouco depois da sua recondução como presidente da empresa, Júlio de Almeida iniciou um processo de despedimento de uma dezena de quadros da empresa próximos dos dois administradores que o haviam contestado e, paralelamente, contratou diversas pessoas da sua confiança. 


Posto ao corrente desta situação, o vice-presidente da autarquia, Fernando Medina, opôs-se ao despedimento daquele grupo de trabalhadores e, na sua condição de responsável pelas Finanças do município, impôs a Júlio de Almeida no fim do ano passado, o pagamento à câmara de cerca de 13 milhões de euros relativos às rendas da concessão que aquele se recusara a pagar até então. 

A gota de água terá sido o facto de Júlio de Almeida, contrariando as instruções de Fernando Medina, ter avançado há dias com a concretização do despedimento dos funcionários mais ligados aos anteriores administradores. Informações não confirmadas referem também que a câmara terá tido conhecimento de que uma acção inspectiva das Finanças ou do Tribunal de Contas, em fase de conclusão, apontaria para práticas ilegais da responsabilidade de Júlio de Almeida. 

As explicações do gestor 


 Ao fim da manhã, o gestor dirigiu um mail aos trabalhadores da empresa em que anuncia a sua saída “por iniciativa do accionista único”. Júlio de Almeida afirma que nos seis anos em que esteve à frente da EMEL esta deu “um contributo muito positivo para a economia da cidade” e foi “um exemplo de boa gestão de recursos públicos”. 

Sem nada referir quanto aos motivos que ditaram o seu afastamento, salienta que no final de 2008, quando tomou posse, a empresa “apresentava sistemáticos prejuízos reais de exploração”, encontrava-se numa “situação de falência técnica” e tinha “um nível de endividamento bancário de 14 milhões de euros, contra 3,3 milhões de euros de capitais próprios”. 

Em contrapartida, no final do ano passado, apresentava “níveis de rentabilidade consideráveis, atingindo na perspectiva do accionista cerca de 28%” e tinha reduzido o endividamento bancário para 3,6 milhões de euros - “ao mesmo tempo que os capitais próprios se multiplicaram cerca de seis vezes, atingindo 20,7 milhões de euros”. O resultado líquido do exercício de 2014, acrescenta Júlio de Almeida, atingiu 3,4 milhões de euros, o que representa “o valor mais elevado da história da empresa”. 

Em declarações à agência Lusa, o gestor sustentou, entretanto, que a sua saída constitui o fecho de um ciclo depois da recuperação efectuada na empresa. “Há que abrir outro ciclo e escolher outras pessoas. É normal isto, não tem nada de especial, nada de particular. Não procurem nisto razões que não existam. São razões absolutamente normais”.

Quem virá a seguir? ____________

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