BANCADA DIRECTA: Pires de Lima e Sergio Monteiro embandeiraram em arco, expressaram em publico os seus objectivos, mas tiveram de engolir as afirmações de que só os trabalhadores dos sindicatos que não aderiram à greve não seriam despedidos. Foi Passos Coelho a desdizê-los. Se tivessem vergonha, demitiam-se!

sábado, 17 de janeiro de 2015

Pires de Lima e Sergio Monteiro embandeiraram em arco, expressaram em publico os seus objectivos, mas tiveram de engolir as afirmações de que só os trabalhadores dos sindicatos que não aderiram à greve não seriam despedidos. Foi Passos Coelho a desdizê-los. Se tivessem vergonha, demitiam-se!

Pires de Lima e Sergio Monteiro embandeiraram em arco, expressaram em publico os seus objectivos, mas tiveram de engolir as afirmações de que só os trabalhadores dos sindicatos que não aderiram à greve não seriam despedidos. 
Foi Passos Coelho a desdizê-los. 
Se houvesse vergonha, demitiam-se!

Há muito tempo que alguma direita mais imbecil tenta limitar o alcance do poder dos sindicatos tentando limitar as consequências da sua acção aos seus associados, é o caso, por exemplo, do direito à greve, por mais de uma vez gente dos patrões tentou limitar o direito ao seu exercício aos sindicalizados no sindicato que apresenta o aviso de greve. 
Ontem o país viu dois governantes deste país usarem o acordo com uns quantos trabalhadores da TAP como uma grande conquista governamental, o cabeça rapada dos transportes até desvalorizava o impacto desta paz no valor da empresa, e pelo menos nisso ele estava certo, os trabalhadores envolvidos são tão poucos que o custo do acordo é simbólico. 

Como castigo para os trabalhadores não sindicalizados ou sócio dos sindicatos que não comeram na mão do cabecinha rapada este decidiu com aquele ar de cátedra a que já nos acustumou, ficavam de fora das benesses da "paz social", isto é, amanhã o primeiro critério a considerar para o despedimento é se assinou ou não um acordo com o cabecinha rapada, se assinou está garantido por alguns anos, se não assinou então que assine para a próxima pois está lixado. 

Animado com o brilhantismo intelectual do seu secretário de Estado o senhor da Rua da Horta seca pôs o seu ar de rapaz inteligente e permuado e foi à TVI 24 confirmar o castigo aos trabalhadores malandros que não lhe comeram na mão. 

Mas tratava-se de uma piada, no dia seguinte o "volta atrás com a palavra" mostrou que conhecia a lei e até garantiu que como não podia deixar de ser a paz social era para todos e não apenas para os mais baratos. 
Lamentavel foi a atitude dos sindicalistas afectos ao acordo que estabaleceram com governantes que concordaram que os despedimentos só afectavam os trabalhadores dos sindicatos que aderiram à greve. Lamentavel, mesmo!. 

 E, claro, que o ministro de Economia deu o dito por não dito, quando da cerimonia da assinatura do acordo com os indicatos não aderentes à greve.«Não haverá qualquer processo de despedimento coletivo na TAP durante um período de 30 meses após a privatização ou enquanto o Estado mantiver a posição de acionista na empresa. Nem para os trabalhadores representados pelos nove sindicatos que aceitaram desconvocar a greve, nem para os restantes três que mantiveram a posição inicial. 

Francamente. Minha nossa! Ao que isto chegou….. 

3 comentários:

luis pessoa disse...

Chama-se a isto pobreza intelectual, imbecilidade pura.
Tal e qual todo o governo e o morador de Belém, claro.
Mas é igualmente grave o estranho silêncio do Largo do Rato...
Afinal há acordo?...

Adriano Ribeiro disse...

Esta é a posição do PS. (TSF.2015.01.17)

O secretário-geral do PS defendeu hoje que com a TAP privatizada Portugal fica «aquele jardim à beira-mar plantado», periférico e sem «função na Europa e redes globais», acusando o Governo de falta de «visão estratégica».
António Costa concentrou-se na questão da companhia aérea portuguesa, «da maior gravidade», considerando que a empresa «cumpre uma função estratégica única e indispensável em Portugal» de ligação com a diáspora e de instrumento para o país ser a plataforma de ligação, como é «desde há 600 anos» com África e a América Latina, algo que «já não é assegurado pelas caravelas»

Abraço

Adriano Rui Ribeiro

luis pessoa disse...

Obrigado, amigo Adriano.
Foi tão importante o que o secretário-geral do PS disse na TSF que me passou completamente ao lado, certamente por falta de atenção minha. Penitencio-me!

Mas mantém-se o essencial. O PS tem alguma estratégia para a TAP? Tomou alguma posição importante perante a fantochada do Pires de Lima com aqueles "sindicalistas"? Soube o PS vir apúblico denunciar as barbaridades do Pires de Lima quanto à aplicação PRIVATIVA de um acordo aos "bajuladores" que assinaram a espécie de acordo?

Resumindo: Estará o PS efectivamente e inequivocamente CONTRA a privatização, seja ela como for? Está mesmo? Há alguma afirmação objectiva nesse sentido? Onde e como?
É que isto parece um daqueles assuntos em que quando se está na oposição se está CONTRA, mas assim que se é governo já se diz "como já está...fica assim mesmo!"

O que parece, visto completamente de fora, é que o PS acha que é apropriado vir com estas conversas da estratégia, das caravelas e coisas assim, mas quer é que quando for governo já esteja tudo arrumado para poder dizer que já não pode fazer nada!
Será?
Um abraço

Obrigado Pela Sua Visita !