BANCADA DIRECTA: “Histórias do Noninoni”. Uma novela colectiva de varios escritores policiais cujo “metier literário” é descobrir autores de crimes e outras especies de ilicitos. É uma coordenação de A. Raposo e Lena. Hoje apresentamos aos nossos leitores o trabalho de Arnes ( Trofa). É o episódio nº 4

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

“Histórias do Noninoni”. Uma novela colectiva de varios escritores policiais cujo “metier literário” é descobrir autores de crimes e outras especies de ilicitos. É uma coordenação de A. Raposo e Lena. Hoje apresentamos aos nossos leitores o trabalho de Arnes ( Trofa). É o episódio nº 4

“Histórias do Noninoni”.
Uma novela colectiva de varios escritores policiais cujo “metier literário” é descobrir autores de crimes e outras especies de ilicitos.
É uma coordenação de A. Raposo e Lena.
Hoje apresentamos aos nossos leitores o trabalho de Arnes ( Trofa).
É o episódio nº 4

Uma pequena nota introdutória ao episódio nº 4 das “Historias do Noninoni”.

Por vezes os leitores de Bancada Directa ficam a pensar e a presumir sobre quais as caractertisticas humanas e pessoais dos autores destes episódios e de um modo geral todos os escritores do universo policiário. Surge agora a ocasião de vos mostar, em tom ligeiro, as motivações prévias que um autor se serve para fazer o seu trabalho. Arnes é uma jovem escritora policiária e solucionista. Reside na Trofa. É de salientar a sua coragem em tentar ombrear com as feras do Policiarismo português. E não se sai nada mal.

Eis o que escreveu de preparação sobre o episódio nº4


............Nem sempre os nossos dias, são dias bons. Nem são preciso motivos específicos, acorda-se mais mal disposta, mais irritada, coisas banais. E é aí que nos aparecem " Anjos" que iluminam, alegram e nos puxam para cima.

Umas boas gargalhadas e no final pensamos. Mas afinal, porque é que estavamos irritadas? Tenho um grupo de Amig@s, que muito prezo e admiro. Hoje foram eles os meus "elevadores". Um grupo de gente "saudavelmente maluca", que me deram a honra de me acolher no seu meio. Pois é, e se achava que ía ser um dia de "trovoada", as nuvens dissiparam-se e o sol está aí a sorrir.

Eu sei que devia estar preocupada, pois tenho um assunto de cuecas roxas e bandarilhas para resolver, através da escrita conjunta da nossa nova trágico-novela (é desta que este grupo de "doidivanas" vai receber "O Prémio Nóvelo da Leitratura de Cordel") escrita a umas 12 mãos.

Será publicado numa edição de 6 fotocópias (por página), com capa dura e dorso de espiral, com lançamento do terceiro andar, na falta de coisa mais dura e mais à mão em caso de necessidade. Mas será sempre um motivo de boa disposição lidar com estes "parceiros", que eu adoro. Obrigada por fazerem parte da minha vida. E quando crescer quero ser igual a vocês!
Arnes

                                Histórias do NINONINO (episódio 4)

Desfeita a magia com o descolar da nave, voltou-se à vida e a ouvir-se a sirene.

NONINONIIIIIIIIIiiiii.

Quim Coxo foi o primeiro a reagir.
- Um crime nesta casa?

Mimi respondeu entredentes:
- Só se for a “periquita” da Arlete, afinal ao que consta, já anda vestida de roxo.

Mimi tinha uma aversão antiga e profunda por Arlete. Aquele pãozinho sem sal, que lhe bastava espirrar e os homens até lutavam para ver quem primeiro lhe dava um lenço de papel.
O último perdido de amores, tinha sido um professor que chegara das beiras. Homem jeitoso e com belo falar. Arlete tinha logo piscado o olho e afiara as garras, mas o pobre foi colocado em 15 escolas diferentes entre elas 3 de condução, 3 de culinária e uma de artes marciais e pouco parava no quarto que alugara lá em casa.
Enquanto ela a eterna solteirona Mimi, massajava, massajava  com as suas técnicas tailandesas e não fosse o tareco que tinha adoptado nas ruas, ninguém lhe aquecia os pés no Inverno. Arlete alheia ao olhar “assassinador” de Mimi, estava concentrada no seu garboso Lobão.
Aquelas medalhas todas fariam inveja às mordomas das festas de Viana do Castelo de onde era natural uma das suas 3 avós paternas.  

Com ar dengoso disse-lhe ao ouvido.

- O meu Lobão não quer que lhe desinfecte as medalhas? Sabe-se lá se os ETs fazem criação de ébolas ou legionelas. É melhor não arriscar.
E entre risinhos e abraços, subiram ao quarto. 

Toino e Cucas estavam desconsolados. Com tanta falta de trabalho e ainda vinham os extra-terrestres resolver as ocorrências.  Andavam pelas ruas da amargura e faziam parte da grossa lista de desemprego. 
 Na verdade era visivel o desconsolo do Toino e do Cucas com a morte da Arlete
 Tinham tentado o Parlamento, com a garantia de encontrarem as promessas perdidas pelo Coelho lá do sitio, mas foram recebidos pelo marido de uma loira, que era intima da troika, que disse alto e bom som, que lhes ía aos cornos.

Acharam melhor continuar nos biscates e na procura dos carimbos para o centro de emprego, porque casar não estava nos seus planos e já dizia o Nacib da Gabriela.  “Homem solteiro não pode ter corno”.


A chuva tinha começado a cair copiosamente e cerca de uma hora depois, aparece a mãe do Zé Cego aos gritos.

-General, general, desça, ice as velas do seu mini e prepare as redes.
Abençoado Costa, (dizia enquanto se benzia) que ainda não está no governo e já mata a fome ao povo, mandando-nos peixinho rua acima.

Mas do general nem sinal. Por mais que a “velhota” gritasse nem uma resposta.

Quim Coxo, sobe a passo ligeiro a escada, logo seguido de Zé Cego , Toino, Cucas e Mimi que apareceu vinda dos lados da cozinha.
Chegados ao quarto no primeiro andar, deitam a mão ao puxador que cede e a porta abre-se.


Arlete tinha vestido apenas uma cuequinha roxa.

Arlete estava deitada no chão de bruços e aparentemente inanimada. A única peça de roupa que usava, era uma cuequinha roxa. Na cama um dos facalhões cravava no edredon de penas esventrado, uma cartolina dourada com timbre do serviço de estrangeiros e fronteiras. Do General só as ceroulas em seda com lobinhos caídas no chão.

Os homens da casa pareciam gladiadores de volta de Arlete e discutiam em pormenor as suas competências como primeiro- socorristas. Enquanto ela permanecia deitada no chão mais tesa que um carapau.

Mimi revira os olhos, abana a cabeça perante a cena e deita a mão ao papel, onde se podia ver




Seria este o pombo correio que iria levar as instruções para o pagamento do resgate do Lobão?


有一般的。需要以前的救市直到明天21一倍。不要叫警察。我将通过发子后出指示。
Que significava aquilo? Onde raio estava o General?
Aquilo não lhe cheirava nada bem...  lá fora as águas continuavam a subir e os TINONINONI ouviam-se por todo o lado.

Arnes

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