BANCADA DIRECTA: Historias do Ninonino. Uma novela colectiva da autoria de escritores que têm por objectivo na sua escrita descobrir os autores de ilicitos criminais. Hoje apresentamos o episódio 5 da autoria de Onaírda (Sintra). O mistério da cuequinha roxa

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Historias do Ninonino. Uma novela colectiva da autoria de escritores que têm por objectivo na sua escrita descobrir os autores de ilicitos criminais. Hoje apresentamos o episódio 5 da autoria de Onaírda (Sintra). O mistério da cuequinha roxa

Historias do Ninonino.
Uma novela colectiva da autoria de escritores que têm por objectivo na sua escrita descobrir os autores de ilicitos criminais.
Hoje apresentamos o episódio 5 da autoria de Onaírda (Sintra)

Introdução ao episódio nº 5

-Bom dia, Chefe. Aviso-o já que não faço traduções de chinês, não só porque ando farto de ver os “olhos amendoados” deles na nossa terra misturados na urbe terráquea, como assim ter a sensação de que eles já compraram mais de metade das nossas empresas.
- Oh homem não se chateie, não se indigne com a presença dos chineses e mostre-me lá o relatório do que aconteceu e quem, no seu entender, é o autor do assassinio da mulher.
O episódio cinco “O mistério da cuequinha roxa”

Tempicos, detective/inspector da Judite na reforma, desceu o Largo Mendonça e Costa e dirigiu-se à pastelaria Bijou na esquina da Morais Soares e cumprimentou um dos actuais inspectores coordenadores da instituição que o tinha chamado para obter umas informações, dado que o ex-detective morava muito perto da casa onde ocorreu o crime e poderia ser-lhe muito util.

O inspector coordenador não tinha outra alternativa senão socorrer-se dele, porque o sub- inspector que tomou conta da ocorrencia, a partir do piquete desse dia, tinha partido em viagem para Pequim para obter a tradução da mensagem chinoca Tempicos foi avisado pelo investigador que daquilo que ia tomar conhecimento era um “concreto segredo de justiça” e lembrou-lhe que ele tinha de ser discreto, porque em Portugal era um “código de honra” nunca se ter violado quaisquer pormenores que estivessem nessa situação.
Podíamos gabar de ser um país com tantos profissionais de grande honestidade e sentido de honra. Tempicos arrepiou-se de incredulidade pela revelação que estava a ouvir e mais de metade da meia de leite entornou-se no tampo da mesa com tanto tremor descontrolado .

Ficou tão descontrolado que atravessou a rua e nem reparou numa ambulancia que gritava e apitava estridentemente em direcção à Praça do Chile. Ia sendo apanhado pelo Ninonino.

Mas como usava “calcantes” numero 46 travou e safou-se de ser atropelado. Coincidencias. Tempicos chegou a casa, nem jantou e meteu-se na cama (bem acompanhado, mas não dizemos com quem) e começou a ler o relatorio que lhe foi entregue.

Relatório para o Sr Inspector Coordenador
1.-) Por uma lógica de investigação são considerados como suspeitos do crime as pessoas que viviam na mesma casa da vitima e possíveis contactos externos
2.-) Referencias para o nº 1 Arlete (a vitima de homicidio em 1º grau)
Mimi ( rival de Arlete, a vitima)
Lobão (general na reserva e amante de Mimi) – contacto externo
Quim “coxo”
Zé “cego”
Toino
Cucas
ET (suspeita-se que ficou na residencia sob a forma um mutante e incarnou a pele de um dos residentes da casa)
3.-) O motivo do crime era alguém perturbado com a visão das cuequinhas roxas e tentou cortá-las com o facalhão, mas tinha a visão avariada e falhou a pontaria

Aqui Tempicos exclamou
-Alto lá com o charuto. Quem matou a Arlete foi……….
Alto lá com o charuto! Era uma das expressões predilectas de Tempicos. Recordava-lhe os tempos em que para descobrir culpados se disfarçou de campónio e de charuto na boca queria beijar uma garina jeitosa

Tempicos foi posteriormente visitado pela Mimi sabedora das suas investigações. Ficou tão agradada com o charme pessoal do ex inspector que lhe abriu o coração e fez-lhe revelações importantes.

a.-) Lobão das Medalhas não foi raptado. Foi uma simulação
b.-) Mimi era uma amante cara para ele e havia que arranjar dinheiro para a manter
c.-) Como tinha as medalhas já desinfectadas pela Mimi e aproveitando a interdição do outro "medalhas" abençoado pelo Espirito Santo deslocou-se à Suiça para as vender
 De que raio a miuda da Trofa se haveria de lembrar. É caso para dizer: Chinês para que te quero?
  
d.-) Curioso é que se deslocou ao norte do país antes de embarcar para a Suiça e na Trofa comprou um dicionário de lingua chinesa e um manual sobre pombos correios
e.-) Pareceu-lhe nos ultimos dias que o Lobão tinha mudado de comportamento e deu-lhe impressão que a sua voz tinha um silabar metálico, tal como fazem os extras terrestres……….

Nesta altura Tempicos exclamava
- Que trapalhada este “gajo” de Sintra arranjou ao Salvador das danças…

Onaírda. Sintra



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