BANCADA DIRECTA: Ainda o assalto e a carnificina na redação do “Charlie Hebdo” em Paris. “Je suis Charlie” foi o mote das pessoas revoltadas com o acontecimento. O jornalista Fernando Correia diz de sua justiça e clama “Eu sou livre!”

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Ainda o assalto e a carnificina na redação do “Charlie Hebdo” em Paris. “Je suis Charlie” foi o mote das pessoas revoltadas com o acontecimento. O jornalista Fernando Correia diz de sua justiça e clama “Eu sou livre!”

 Ainda o assalto e a carnificina na redação do “Charlie Hebdo" em Paris. 
“Je suis Charlie” foi o mote das pessoas revoltadas com o acontecimento. 
O jornalista Fernando Correia diz de sua justiça e clama “Eu sou livre!”

O “Charlie Hebdo” veio desencadear uma chuva controversa de opiniões e criar um novelo de incapacidade colectiva de distinguir a liberdade de expressão do direito que cada um tem de ler o que quer e o que lhe apetece, o que também é sinonimo de liberdade pessoal. 

Ou seja: o “Charlie Hebdo” é uma publicação satirica das várias que existiram e existem em França ao longo dos tempos e que seguem a tradição historica de criticar a religião, a politica e a sociedade, numa linha muito francesa, nitidamente anti-convencional, o que se tem como positivo. 

Grandes cartonistas, até portugueses, já estiveram ou estão nessas publicações, sabendo-se que viviam o seu dia a dia com tranquilidade, até que surgiu esta tremenda injustiça criminosa a impor-se à liberdade de expressão, proveniente de individuos que se querem sobrepor e viver acima dos próprios dogmas criados pelas diferentes religiões e fés que eles dizem seguir. 


Mas entendendo que é assim, não consigo compreender esta atitude reles, vil e criminosa que acabou por conferir mais visibilidade a uma publicação que atravessava um periodo economicamente dificil. 

De tal modo que após os crimes praticados sobre pessoas indefesas, o “Charlie Hebdo” conseguiu, no dia em que voltou às bancas a sua maior tiragem de sempre, ultrapassando os 5 milhões de exemplares vendidos. 

 De uma vez por todas é preciso agir em nome da liberdade que nos é conferida pelo acto do nosso nascimento. Nasci livre. Tenho de morrer livre. A vida concede-me esse direito 
Posso estar de acordo, ou posso não estar, com varias atitudes que me colocam na frente do nariz diariamente. Posso não gostar de um texto, de uma caricatura, de um cartoon, de um filme, de uma peça de teatro, de um humorista, mas isso não me dá o direito de agir por conta própria, praticando censura ou exercendo outra forma de violencia 

 Um Estado de Direito tem as suas regras e instrumentos que ajudam a resolver os casos, que eventualmente, suscitem duvidas ou provoquem queixas fundamentadas. Agora exercer justiça pelas suas próprias mãos……… 

Afinal, em nome de que Deus, ou de que religião, foram cometidos os crimes de França? É Deus que patrocina, admite e aplaude a violencia?

Fernando Correia

Sem comentários:

Obrigado Pela Sua Visita !