BANCADA DIRECTA: Estamos em tempo de Natal. Vamos falar e pensar em buscar o silencio e a paz para além das luzes feéricas das montras. Deixemos e vamos esquecer as maldades dos “Coelhos”, das “Albuquerques”, dos Portas” e dos “Cavacos”. Não contam para nós neste Natal de 2014

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Estamos em tempo de Natal. Vamos falar e pensar em buscar o silencio e a paz para além das luzes feéricas das montras. Deixemos e vamos esquecer as maldades dos “Coelhos”, das “Albuquerques”, dos Portas” e dos “Cavacos”. Não contam para nós neste Natal de 2014

Estamos em tempo de Natal. Vamos falar e pensar em buscar o silencio e a paz para além das luzes feéricas das montras. Deixemos e vamos esquecer as maldades dos “Coelhos”, das “Albuquerques”, dos Portas” e dos “Cavacos”. Não contam para nós neste Natal de 2014

Buscar o silencio e a paz

Escreve a Drª Maria João Vitorino

O ultimo mês deste ano traz-me a nostalgia do tempo que vivi, das memórias dos que partiram, de tudo quanto ficou por dizer, de tudo quanto ficou por viver. Em boa verdade, vivemos pouco e de forma acelerada.

O homem moderno vive o seu dia a dia, reproduzindo o que fez no dia anterior, sem entusiasmo, nem paixão, cumprindo rotinas que sabe de cor: levanta-se, trabalha, ocupando, tantas vezes, o seu tempo, fazendo o que não gosta, com gestos automaticos, conversas de circunstancia, reproduzindo palavras que são dos outros e que, por serem tão usadas, se tornaram ocas, vazias e estereis.

Somos uma sociedade permissiva, que aceita tudo, a maior parte das vezes, sem questionar, sem sequer pensar. Poucas são as pessoas que expressam um verdadeiro pensamento pessoal ou que se permitem expressar os seus sentimentos, genuina e humanamente
Vivemos uma vida de ruidos, luzes, vozes altas e gritos, esvaziando-nos e atordoando-nos, automatizados, num processo evidente e gradual de perda de energia fisica e animica. E pior do que tudo issso, sem termos consciencia dessa grave enfermidade Acostumados, como estamos a ver montras, televisão, internet e outras mil distrações, esquecemo-nos de nós próprios, e aqui estasmos, agora, observando o mundo que criámos….

Somos chegados ao mês de Dezembro é, pois, tempo de comemorar o Natal com verdadeiro espirito natalicio. É chegado o tempo de partilha, de doação e de Amor A redenção, a mudança, a salvação do mundo começa no nosso próprio coração.

Não é preciso que vistamos as vestes do asceta, mas é preciso que paremos e ofereçamos o silencio, para que possamos ouvir o bater do nosso próprio coração, e nele, o pulsar da vida. É preciso que estejamos conscientes de que temos alma e que esta é mais importante do que o dinheiro, bens, ou automoveis que possuimos ou que almejamos vir a possuir.

É preciso que busquemos o silencio, para além das luzes das montras e do rufar dos tambores, para que, finalmente, nos reencontremos a nós próprios. As coisas mais importantes da vida acontecem no silencio: o nascimento, o sono, o sonho, até a morte, que um dia há-de chegar, inevitavelmente com pézinhos de lâ.
Diz um adágio árabe que: a “árvore do silencio dá o fruto da paz”. Foi no silencio, há muitoas séculos atrás, que, um dia, Jesus Cristo, filho de Deus, veio ao mundo, sem ruidos, nem arautos e nem tambores. E, convictamente, creio que naquele momento imperou na Terra e nos Céus, o maior de todos os silencios. O momento em que Deus feito homem através de seu filho, pronunciou a naior sentença do mundo: o Amor e o Perdão.

Se pudessemos, um dia, assistir àquele sublime momento, decerto compreenderíamos, com a alma, o significado e o valor da vida, do Amor, da humildade e do silencio Por tudo isto e porque está vivo, não se esqueça, nesta quadra natalicia, de que basta erguer a cabeça para descobrir a luz do Sol, o ceu azul e as estrelas. Ame-se, sorria e derrame afecto, compreensão e  amor ao seu redor. Porque é, agora, chegada a hora de alguém falar de amor como uma boa coisa possível e realizável

Desejo-lhe um excelente Natal repleto de bençãos. Um abraço

Drª Maria João Vitorino

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