BANCADA DIRECTA: Não haja qualquer dúvida de que sou eu que estou enganado e a ver mal. O senhor boss da Rua da Horta Seca diz, que embora moderado, regista-se um crescimento na economia portuguesa. Mas como será isto possível se eu vejo lojas de comércio e de serviços a fechar por todo o lado?

sábado, 15 de novembro de 2014

Não haja qualquer dúvida de que sou eu que estou enganado e a ver mal. O senhor boss da Rua da Horta Seca diz, que embora moderado, regista-se um crescimento na economia portuguesa. Mas como será isto possível se eu vejo lojas de comércio e de serviços a fechar por todo o lado?

Não haja qualquer dúvida de que sou eu que estou enganado e a ver mal.
O senhor boss da Rua da Horta Seca diz, que embora moderado, regista-se um crescimento na economia portuguesa.
Mas como será isto possível se eu vejo lojas de comércio e de serviços a fechar por todo o lado?

O modelo económico do boss da Rua da Horta Seca
Confrontado pelos jornalistas a propósito do crescimento económico modesto da economia portuguesa, essa grande intelectualidade que Portas trouxe para o governo e que agora faz biscates de bobo da corte explicou as tretas do costume, mas disse algo inovador, o crescimento maravilhoso da economia portuguesa é uma bênção que devemos agradecer ao novo modelo económico resultante das políticas deste governo.

Estamos perante uma evolução do pensamento económico dos estarolas deste governo, algo inovador pois, tanto quanto se sabe, este governo nunca assumiu seguir qualquer modelo económico e durante três anos disse que tudo o que era feito estava previsto no memorando e era culpa de Sócrates. Isto é, o modelo económico de que o boss da Rua da Horta Seca tanto se gaba mais não é do que o previsto no memorando devidamente aprofundado pelo extremismo troikista de Passos Coelho.
Mas o destino tem destas coisas e na mesma semana em que o boss da Rua da Horta Seca inovou no domínio do pensamento económico do governo o país foi confrontado com os danos colaterais dos visas gold introduzidos em Portugal pelo ministro itinerante Paulo Portas.

O destino acaba assim por nos ajudar a entender melhor o modelo económico do oss. Uma das variáveis de qualquer modelo e, porventura, a mais importante delas todas, é o investimento, pelo que para entendermos o modelo desenhado por este destacado intelectual do governo devemos procurar entender qual a magnitude deste investimento e no que tem consistido.

Depois de três anos com o Estado a reduzir o investimento a zero e mesmo a desinvestir pois desde o túnel do Marão à modernização das escolas deixou muitas obras a meio, tornando obsoleto ou mesmo perdido o ou parte do investimento já realizado, com os investidores privados descapitalizados e sem uma procura interna que lhes dê a confiança necessária e com os investidores estrangeiros a ignorar as maravilhosas reformas que foram feitas para os tentar a investir em Portugal, o investimento foi reduzido a quase zero.
Digo quase porque há um domínio onde dizem que houve sucesso, uma verdadeira aldeia gaulesa do CDS, é precisamente o dos visa gold. E são precisamente estes vistos oportunistas e manhosos que Portugal anda a vender à nata de alguns países que o boss da Rua da Horta Seca e o seu apoderado Paulo Portas consideram ser veículos de investimento. A lógica destes artistas é que dinheiro aplicado na compra de uma habitação de luxo ou um depósito a prazo é investimento.

Mas só é investimento se for feito por chineses e angolanos e as aquisições forem feitas em casas. Isto é, quem comprar uma automóvel na Auto Europa ou se um português comprar um apartamento igual ao do chinês ou do angolano ou se investir no BES depois de ouvir as recomendações do governador do BdP não é um investidor, é um sacana que anda a consumir demais.

Segundo a lógica destes idiotas todo o dinheiro é investimento desde que seja colocado num banco ou sirva para comprar uma casa de habitação, não havendo qualquer distinção entre estes negócios e um investimento da Ford ou da Microsoft.

Ainda por cima são tão palermas que consideram que são os mil milhões que chineses e angolanos investiram e que vão querer de volta daqui a seis anos que vão tapar o imenso buraco que abriram no investimento. Estamos perante um modelo económico muito estranho, o investimento alimentado por dinheiro de origem duvidosa e em vez de emprego cria corrruptos ao mais alto nível.

Bancada Directa / blogue "O Jumento"

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