BANCADA DIRECTA: “Histórias do Noninoni”. Uma novela colectiva de varios escritores policiais cujo “metier literário” é descobrir autores de crimes e outras especies de ilicitos. É uma coordenação de A. Raposo e Lena. Hoje apresentamos aos nossos leitores o trabalho de Zé. É o episódio nº 3. A “coisa” promete………Vamos lá a ver o que a jovem da Trofa idealiza a seguir.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

“Histórias do Noninoni”. Uma novela colectiva de varios escritores policiais cujo “metier literário” é descobrir autores de crimes e outras especies de ilicitos. É uma coordenação de A. Raposo e Lena. Hoje apresentamos aos nossos leitores o trabalho de Zé. É o episódio nº 3. A “coisa” promete………Vamos lá a ver o que a jovem da Trofa idealiza a seguir.

“Histórias do Noninoni”.
Uma novela colectiva de varios escritores policiais cujo “metier literário” é descobrir autores de crimes e outras especies de ilicitos.
É uma coordenação de A. Raposo e Lena. Hoje apresentamos aos nossos leitores o trabalho de Zé.
É o episódio nº 3.
A “coisa” promete………Vamos lá a ver o que a jovem da Trofa idealiza a seguir.

HISTÓRIAS DO NONINONI (episódio 3)
O episódio anterior desta trepidante saga tinha terminado com o noninoni das sirenes e a apelativa frase “Que mais teria acontecido ou estava para acontecer?”…

Pois o que tinha acontecido fora apenas (e só) isto – aterrara um disco voador no Centro da Praça, em frente da casa onde estavam reunidas todas as personagens da nossa história!

Era vermelhão, considerado, pela civilização de onde viera, como o Ferrari das naves espaciais intergalácticas! E não foi uma aterragem vulgar (nada é vulgar, neste filme), pois tinha sido precedida de um som indefinível, que, pura e simplesmente, parara o tempo naquela zona!!! 
Ou seja, ficou tudo imóvel e adormecido, à excepção da mansão onde, de semblante muito carregado, se tinha reunido o pessoal para definir a estratégia de resgate do General da Marinha!!!

Foi o alvoroço que se calcula… Armando da Farmácia puxou do livro de orações que sempre o acompanha (ou não fosse ele irmão de um ilustre e conhecido diácono da nossa praça) e suplicou uma ajuda superior… Quim Coxo disparou escada acima, a uma velocidade olímpica, para ir chamar a Menina Arlete que, despachada como era, seria a única pessoa capaz de resolver aquilo…
Mimi: uma jovem atraente. que segundo as más linguas andava a trocar os olhos ao Zé Cego

Zé Cego arregalou os olhos e voou para o seu quarto, a fim de convocar a Mimi, jovem muito prendada que ele conhecera ao responder a um anúncio de massagens tailandesas, pois andava muito à rasca com uma dor nas cruzes… Toino e Cucas, para se darem ares, puxaram das lupas (oferta do seu mestre Tempicos), pois só assim poderiam perceber melhor o que se passava…

Chegou Arlete com duas grandes e afiadas facas, uma em cada mão – venha quem vier, enfio-lhe este par de bandarilhas… Mimi não se ficou atrás e, apresentando uma seringa com uma comprida agulha, berrou – seja quem for, leva esta injecção e nunca mais se endireita na vida…
 ........Como qualquer que se preze, abriu a porta superior, de onde saíram, levitando, seis seres vagamente humanoides.....

E o disco voador? Como qualquer que se preze, abriu a porta superior, de onde saíram, levitando, seis seres vagamente humanoides, o último dos quais transportando um saco negro e opaco, com qualquer coisa grande e pesada lá dentro.

Levitando, levitando, apresentaram-se na sala onde os terráqueos se aglomeravam, transidos: - Vimos em paz! Somos da galáxia Inteligência Pura e estamos aqui para vos ajudar…
Fomos atraídos por aquelas cuequinhas roxas penduradas lá fora, estudámos o caso e, obviamente, fizemos aquilo que vocês, na vossa proverbial pouca inteligência, não conseguiam – resolvê-lo!

Preparem-se para o grande momento… Retirado do saco, apareceu, resplandecente no brilho das suas gloriosas medalhas, o General da Marinha… Não vos dizemos onde ele estava, porque não somos de intrigas… Foi uma festa! Lobão do Mar quis avançar logo para a sua querida Arlete.

Mas teve receio e exclamou – bem sei que me enfeitas, frequentemente, a testa, mas daí a levar com esse par de bandarilhas vai uma rota que eu não quero percorrer. Arlete largou as facas e atirou-se a ele como loba a lobão! Tão forte foi o abraço que ela soltou um ai … credo!
O velho marinheiro general Lobão do Mar, grande amor da menine Arlete

Afiadas são as tuas medalhas, que me picaram na zona sensível da minha anatomia superior feminina… Bom, vamos deixar-vos, disse o que parecia chefe daqueles ETs.

Cumprida a nossa missão, regressamos, deixando este triste país à beira-mar abandonado. Mas fica um aviso muito sério - desta vez, as sirenes da polícia e do INEM vão para uma rixa à porta de um bar. Mas, da próxima, virão mesmo para aqui, pois vai haver um crime nesta casa…

Desfeita a magia com o descolar da nave, voltou-se à vida e a ouvir-se a sirene… NONINIiiiiiiii

Zé (Viseu)


O autor deste episódio




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