BANCADA DIRECTA

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Antonio Guterres: uma figura internacional de referencia.
O seu desapego a ser um candidato a Presidente da Republica está coerente com a sua afirmação de que não vale a pena fazer politica em Portugal.
Esperemos que o “irrevogavel” não tenha outra visão “assombrática” sobre a figura de Guterres na perspectiva no horizonte de ocupar cargo importante nas Nações Unidas..

António Guterres – uma referência ética da República Guterres, na minha apreciação, foi o melhor e mais bem preparado primeiro-ministro da Segunda República. Várias vezes o combati quando, numa declaração infeliz, dissuadiu muitos portugueses de se manifestarem no referendo sobre a despenalização do aborto.
Mereceu o meu azedume porque foi injusto para com as mulheres sobre quem a espada de Dâmocles continuou a pender na sequência da IVG. Nunca esquecerei a operária de Aveiro que viu a sua intimidade devassada, as privações ampliadas e juntou à dor de viajar de motorizada, logo após o aborto, o desespero de ser julgada e condenada como criminosa que era, segunda a iniquidade da lei que vigorava.

Dito isto, nunca antes dele e, muito menos, depois, as exigências éticas foram tão longe como nos seus governos e jamais a preocupação com os desvalidos foi tão forte. Nunca mais houve tão desvelado cuidado para não deixar enfraquecer os sindicatos. Era o PM que, quando não conseguiam aguentar-se os sindicalistas, se rendia ele para os salvar. Ele sabia que sem sindicalismo não há democracia.

A envergadura intelectual, a dimensão moral e cívica e a solidariedade fizeram dele o único político em quem votei entusiasmado e em quem voltaria a votar se acaso viesse a apresentar-se a novo sufrágio.

Tudo aponta para o seu desapego ao cargo de Presidente da República onde qualquer titular fará um bom lugar, depois da saída do atual e em comparação com ele. Há vários cidadãos que dariam um excelente PR, sobretudo algumas mulheres de grande estatura política, sensibilidade e dimensão ética para o cargo.
Ficaria mais feliz se Guterres viesse a ser o meu PR, mas fico satisfeito se o continuar a ver na generosa dedicação ao serviço dos espoliados ou a exercer quaisquer funções à escala mundial, com a visão cosmopolita, solidária e abnegada de que ele é capaz.

Os talibãs que já andavam a denegri-lo, numa febre clubística para quem os interesses partidários estão acima dos do país, ficaram a alimentar-se com as diatribes, os insultos e o fel que já destilaram.

António Guterres é a maior referência ética do Portugal onde o pântano era inevitável com o atual Governo e os ex-governantes que andam à solta, depois do caso SLN/BPN, Moderna, BCP, Banif, GES/BES e o mundo subterrâneo de várias EPs, Fundações e IPSSs, autarquias e Regiões Autónomas.

É uma honra para Portugal ter um homem da dimensão de Guterres.

Bancada Directa / Ponte Europa

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