BANCADA DIRECTA: Será que o meu bichano, o senhor Neves, também terá vertigens? Será que é um gato arrancado à normalidade da vida? Tem indicios disso…..Antonio Pedro Vasconcelos no seu trabalho Os Gatos Não Têm Vertigens” dá-nos a presunção que o filme terá um final trágico qb, mas optou pela choradeira popular e tudo acabou em bem. Ninguém esperava por este “the end” mas é assim a vida. Mas o meu amigo Pedro pode ter a certeza de que o Senhor Neves, o meu gato, não tem mesmo vertigens!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Será que o meu bichano, o senhor Neves, também terá vertigens? Será que é um gato arrancado à normalidade da vida? Tem indicios disso…..Antonio Pedro Vasconcelos no seu trabalho Os Gatos Não Têm Vertigens” dá-nos a presunção que o filme terá um final trágico qb, mas optou pela choradeira popular e tudo acabou em bem. Ninguém esperava por este “the end” mas é assim a vida. Mas o meu amigo Pedro pode ter a certeza de que o Senhor Neves, o meu gato, não tem mesmo vertigens!



Será que o meu bichano, o senhor Neves, também terá vertigens?
Será que é um gato arrancado à normalidade da vida?
Tem indicios disso…..Antonio Pedro Vasconcelos no seu trabalho "Os Gatos Não Têm Vertigens” dá-nos a presunção que o filme terá um final trágico qb, mas optou pela choradeira popular e tudo acabou em bem.

Ninguém esperava por este “the end” mas é assim a vida. Mas o meu amigo Pedro pode ter a certeza de que o Senhor Neves, o meu gato, não tem mesmo vertigens! O filme durou mais de hora e meia. Foi bem empregue o meu tempo sentado numa cadeira que rangia quando eu me mexia.

A deliquencia juvenil, sem ponta por onde se lhe pegue, a sociedade portuguesa analisada por baixo com os seus dramas familiares negativos e uma reflexão benigna sobre a solidão dos idosos encheram-me os olhos e os ouvidos Uma amizade estranha entre uma nulher já viuva e entradota nos "setentas e ans" com um rapazote mais novo cinquenta e cinco anos  e que  procura algo na vida que não a marginalidade, está bem congeminada e o improvavel da relação é tido como ponto assente.

Antonio Pedro Vasconcelos consegue-nos meter na trama. Esperei o pior. Mas não aconteceu. Como em tudo na vida, quando se tem um pouco de sorte (tão dificil nos dias de hoje) um pessoa pode passar de um marginal assumido com duvidas e transformar-se num homem de sucesso. E por cima ainda arranja uma namorada nova, bonita e com uma situação muito privilegiada para o seu “status quo"
E os velhos continuarão a serem velhos com a sua solidão sempre presente, quem se dedica a ser marginal continuará a sê-lo. E mesmo que eu não tenha onde passar a noite e me encontre num local com uma vista magnifica sobre esta Lisboa a vida não terá de ser um encanto e uma maravilha.

Antonio Pedro Vasconcemos cedeu às exigencias de mercado para conseguir que o seu “gato” seja um sucesso. Poderia ter feito melhor com um final diferente.

Porque considero que “os gatos não têm vertigens” é um filme sério e onde a gente passa por emoções de uma desenraização desta sociedade cruel não me levou nada a gostar deste final banalissimo.
Quando cheguei a casa dei comigo a idealizar outro final para o filme. Os espectadores mereciam-no Assim não restam duvidas: não é o meu gato, o senhor Neves, que terá vertigens. Somos nós que esperávamos outro final e levámos com aquela sensaboria tão já vista em finais felizes

Adriano Rui Ribeiro

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