“O QUE EU GOSTARIA DE TER EM PORTUGAL”. São os nossos Fragmentos e Opiniões com o nosso cronista Antonio Raposo a dizer de sua justiça
São os nossos Fragmentos e Opiniões com o nosso cronista Antonio Raposo a dizer de sua justiça
Primeiro que tudo um País independente. E infelizmente não tenho!
Não gostei nem continuo a gostar da forma airosa como começaram a vende-lo a retalho.
Com as desculpas mais esfarrapadas e alegando que era tudo de acordo com os tratados que foram assinados começaram a entregar Portugal aos comilões.
Os tratados europeus foram assinados mas ninguém perguntou a ninguém se os queriam e de que se tratava.
Portugal foi vendido nas costas dos portugueses e eu sei quem assinou os acordos. Em troca dos acordos e para levantar Portugal do pântano onde vivia, enviaram dinheiro aos montes que serviram para tudo menos para o desenvolvimento necessário.
O dinheiro chegou em grande e sumiu nos braços dos oportunistas que criaram formação que foi mais para entreter o pessoal.
Não sobraram nada, nem dinheiro nem formação, temos uma ou outra autoestrada que são boas para se sair depressa deste deserto, onde o trabalho escasseia.
O desenvolvimento privado foi apoiado numa construção civil levantando apartamentos nas periferias (que ninguém precisava e que se mantem vagos) e ao mesmo tempo que despovoou os centros das grandes cidades.
É isso que temos. Foi essa a planificação dos governos do centrão. Um desastre.
Hoje, com os ajustes das rendas de casa empurraram os casais novos e em fase de procriação para as periferias ( consumindo a gasolina cara que não temos) e dando a esta gente um stress diário que lhes abalará a saúde não tarda. O resultado é o que temos hoje.
Um País de terceiro mundo, com rendimentos que deveriam corar de vergonha aqueles que dizem que 505 euros é um rendimento para sermos competitivos.
Será que vamos competir contra a malga de arroz dos chineses? Depois chegaram as hecatombes dos bancos.
Foi bom enquanto havia a especulação e o aumento da bolha. Só que a bolha rebentou e os bancos ficaram com as criancinhas que tinham criado nos braços e, desgraçadamente para eles, também falidos.
Crédito à maluca - foi o que saiu das cabeças loucas dos banqueiros. E lá veio o governo taxar os reformados e os funcionários públicos e apontando-os como os causadores da crise por viverem acima das suas posses.
Estou a pensar quantos séculos um trabalhador de ordenado mínimo terá que trabalhar ( sem comer!) para comprar um “Jaguar”. E é esta miserável situação que o Passos vai legar ao António não tardará muito.
Uma dívida impagável, um País na miséria, uns tantos com uma pipa de massa nas off-shores. Uns lambe-botas nas televisões a servir de virgens estrupadas.
Uns jornais a limpar a sujidade de uns poucos grupos económicos sobreviventes e com sedes na Holanda ou algures. Os partidos do centrão completamente dependentes dos grupos financeiros. Será que temos alguma saída?
Será que alguém tem a receita certa? Se a tiverem eu quero ver. Estou como o outro que dizia: não sei por onde é o caminho mas sei que não vou por aí!
Antonio Raposo
Lisboa. 2014. Outubro. 03




















3 comentários:
O que me parece é que não há caminho nenhum. Pelo menos um bom caminho,com novas políticas e outras gentes. è ver o espectáculo que ainda há dias se assistiu na televisão entre dois oficiais do mesmo ofício e da mesma força de "destruição rápida"por causa da liderança.Uma verdadeira luta fraticida,enfim ...pobre Portugal
Viva Portugal,vivam os honestos portugueses.
Caro Sargento Estrela
Estou de acordo consigo, mas quanto a lutas fraticidas no nosso país há muito que se lhe diga.
Obrigado por nos ler
Abraço
Adriano Rui Ribeiro
É só conversa
Quero ver quando não houver dinheiro para comprar os morfos
Mário Adegas
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