BANCADA DIRECTA: A minha cronica de Fim-de-semana. É um caso de ter vertigens ou não….Antonio Pedro Vasconcelos diz que os seus “Os gatos não têm vertigens”. Certo e concordo. Mas o meu gato, o senhor Neves, só tem vertigens no regresso a casa, porque na ida tudo bem. É um caso de uma má (ou boa) influencia feminina para saltar da varanda.

sábado, 18 de outubro de 2014

A minha cronica de Fim-de-semana. É um caso de ter vertigens ou não….Antonio Pedro Vasconcelos diz que os seus “Os gatos não têm vertigens”. Certo e concordo. Mas o meu gato, o senhor Neves, só tem vertigens no regresso a casa, porque na ida tudo bem. É um caso de uma má (ou boa) influencia feminina para saltar da varanda.

A minha cronica de Fim-de-semana.
É um caso de ter vertigens ou não….
Antonio Pedro Vasconcelos diz que os seus “Os gatos não têm vertigens”. Certo e concordo.
Mas o meu gato, o senhor Neves, só tem vertigens no regresso a casa, porque na ida tudo bem.
É um caso de uma má (ou boa) influencia feminina para saltar da varanda.

Eu conto a historia com mais ou menos salero da minha vizinha roquetana. É a Consuelo, nome igual ao que usam as muitas espanholitas andaluces. Já “senhor Neves” é um apelido nada comum a um gato de origem asiática, mas não tão parvo assim.

Gosta do que é bom e atraente tal como a Consuelo. E é correspondido. Também não sei qual o tipo de comida que ela lhe dá, mas que ele gosta lá isso é verdade. Vem sempre a lamber-se. E eu fico admirado com tanta traição na nossa amizade. A minha mulher ri-se com graça. Diz ela que o gato tem amigas brancas e loiras e eu tenho amigas negras de pele e cabelo caídos até à cintura.
Senhor Neves. Em carne e osso. Com vertigens no regresso a casa. Na ida tudo bem. A Consuelo espera-o

A minha varanda dista uns dois metros da da minha vizinha. Como a varanda é virada a norte, mais protegida pela chuva vinda do meridião e que é muito comum entre Abril e Julho, é lá que está o caixote das necessidades do gato e uma das portas da varanda está sempre entreaberta. De noite o bichano dorme na cozinha, quando se lembra de ficar em casa.

As varandas situam-se no 7º piso e um salto de 2 metros de distancia é um figo para o senhor Neves. E ele quando salta da minha varanda para a da Consuelo vertigens é uma coisa que ele não tem. Os cristais existentes no cerebro bastante desenvolvido nos gatos, ficam indiferentes ao salto do senhor Neves. O pior é quando ele quer regressar pelo mesmo caminho.

Aqui já funciona o sindrome de Prosper Meniére, os cristais bailam quando ele mede a altura, os ouvidos a estalarem de uma surdez agressiva e a sua cabeça gira tanto como a roda do programa “O Preço Certo”.

Naturalmente não regressa a casa. A Consuelo ouve os seus miados de desespero, recolhe-o e só o entrega depois da minha mulher ir lá falar com ela. Eu não tenho ordem. Não vá eu ter alguma vertigem……..
Uma vez quando a minha mulher lá foi buscar o gato, a Consuelo mandou-a entrar e pensou que o bichano estava na varanda. Qual foi o seu espanto quando passou pelo quarto de dormir e viu que a cama ainda estava desfeita e o senhor Neves dormia todo descansado no meio dos lençóis. Posteriormente a Consuelo contactou-me para ver se eu lhe vendia o senhor Neves. Claro que eu recusei.

O senhor Neves já não vai voltar a Roquetas. Vai ficar hospedado num hotel canil/gatil na Ericeira quando eu estiver ausente. Não morre pela certa pelo exiguo tamanho da jaula.

Com respeito à Consuelo também eu gostava de ter vertigens quando regressasse de sua casa.

1 comentário:

Anónimo disse...

Usted no es un buen vecino. y no verse lo mejor posible para el Neves. Se comporta igual que todos los portugueses que caminan aquí por España. Que tengas un buen ejemplo en su Gobierno
Consuelita Ortiz

Obrigado Pela Sua Visita !