BANCADA DIRECTA: O naufrágio da “nau socialista”. Pretextando uma historia infantil o nosso cronista Antonio Raposo pôe o dedo numa ferida “pseudo socialista” que demorará a cicatrizar.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O naufrágio da “nau socialista”. Pretextando uma historia infantil o nosso cronista Antonio Raposo pôe o dedo numa ferida “pseudo socialista” que demorará a cicatrizar.

O naufrágio da “nau socialista”. Pretextando uma historia infantil o nosso cronista Antonio Raposo pôe o dedo numa ferida “pseudo socialista” que demorará a cicatrizar. 

Uma crónica de Antonio Raposo

A NAU SOCIALISTA 

 Esta é uma história infantil, sem graça nenhuma, diga-se de passagem, e que só interessa às crianças exactamente porque dada a tenra idade e à grande carga de ingenuidade que ainda carregam são capazes de entender estes jogos de poder que os adultos trasfegam. 

Era uma vez uma Nau, grande nau, maior a tormenta, já lá dizia o nosso maior poeta, a abarrotar de gente – a grande maioria despolitizada – funcionando no seu voto pela cara do pretendente. 

Tudo gente que sabe que votando neles – em qualquer um deles – tudo mudará para ficar na mesma. 

Pois acontece que a grande Nau do Partido levou um balázio em tempos (já lá vão quase 3 anos ) na linha de água e acabou deixando cair ao mar um tal de Sócrates que acabou emigrando antes do Passos mandar o pessoal sair para o estrangeiro. 

A bala perfurou o tombadilho e a nau começou a meter água e a adornar. O António bem “ segurava” na tábua de salvação e tentava tapar o buraco. Pior a emenda que o soneto. Os estudos de audiência não ajudavam… 

O António era “seguro” na condução de viaturas ligeiras mas aquela nau era muito difícil de governar: tinha muitos ratos que logo a seguir ruíam mais tábuas. 
 Acontece que a maioria do pessoal constatou que este António não era assim tão seguro como parecia. Vestia bem, andava bem barbeado mas quando começava a falar de política tinha alguma dificuldade em ser ouvido porque era muito monocórdico. 

Articulava bem mas não animava a malta! Será porque não tinha nada para dizer? – Vá-se lá saber! Entretanto salta do tombadilho do lado incólume um rapaz moreno e de aparência inteligente e culto. Simpático. Não tão bonito, mas mais bonacheirão e comunicativo. 

E o barco começa a virar a estibordo, onde não havia rombo. Disseram-me agora, mas tenho muita dificuldade em entender: os ratos estão todos aos poucos a mudar de bordo. E nós tiramos desta história infantil uma moral: 

 Meu filho junta-te sempre àqueles que te parece que vão ganhar – é bom para o teu próprio futuro político. 

Antonio Raposo 
Lisboa. 2014. Setembro. 07

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