A Ucrania dos nossos dias vive um dilema muito complexo. (2) É ter de aceitar a divisão em duas partes o seu território. E não será a União Europeia que terá argumentos prácticos e politicos, quanto mais militares, para desviar dos russos esta pretensão
A Ucrania dos nossos dias vive um dilema muito complexo. (2)
É ter de aceitar a divisão em duas partes o seu território.
E não será a União Europeia que terá argumentos prácticos e políticos, quanto mais militares, para desviar dos russos esta pretensão
2ª nota introdutória para o tema
A Ucrânia (em ucraniano: Україна; Ukrayina), um termo ou palavra que quer dizer fronteira ou confim , é um país da Europa Oriental que faz fronteira com a Federação Russa a leste e nordeste; Bielorrúsia a noroeste; Polônia, Eslováquia e Hungria a oeste; Romênia e Moldávia a sudoeste; e Mar Negro e Mar de Azov ao sul e sudeste, respectivamente.
O país possui um território que compreende uma área de 603.628 quilómetros quadrados, o que o torna o maior país totalmente no continente europeu.
O território ucraniano começou a ser habitado há cerca de 44 mil anos e acredita-se que a região seja o lar da domesticação do cavalo e da família de línguas indo-europeias.
A Ucrânia é considerada o "celeiro da Europa" devido à fertilidade de suas terras. Em 2011, o país era o terceiro maior exportador de grãos do mundo, com uma safra muito acima da média. A Ucrânia é uma das dez regiões mais atraentes para a compra de terras agrícolas no mundo. Além disso, tem um sector de manufactura bem desenvolvido, especialmente na área de aeronáutica e de equipamentos industriais.
Desenvolvimento do tema: parte 2
Do outro lado, a UE limita-se a seguir uma política de envolvimento e associação aos Paises que integravam a ex-URSS, de que a Ucrânia é um exemplo, no que é acompanhada pelos EUA ainda em rescaldo da ‘guerra fria’. O ‘flirt’ entre Bruxelas e o ex-presidente ucraniano Yanukovich (aliado de Moscovo) acabou mal, como é do conhecimento público e determinou a suspensão de um acordo alternativo (de última hora) que foi ajustado entre Kiev e Moscovo.
Todavia, nada ficou resolvido politicamente na Ucrânia, após o derrube de Yanukovich e as acusações de que o poder tinha caído nas mãos de grupos da extrema-Direita, grandes activistas na ocupação da praça da Independência (protestos de Maidan), não se desvaneceram totalmente com a eleição do novo presidente Petro Poroshenko. Este, no mês seguinte à sua eleição (a 27 de Junho 2014), apressa-se a assinar o pacto Ucrania/UE link, concebido pelo Governo provisório saído da insurreição e que foi, pomposamente, festejado em Bruxelas.
O que está efectivamente em causa é o conceito de ‘integridade territorial’ que a Rússia vem alterando (desde a Guerra Rússia-Geórgia), baseando-se no precedente do conflito do Kosovo. A UE ‘encaixou’ o conflito na Geórgia porque fundamentalmente estava em causa o pipeline Nabbuco (Baku-Tbilisi-Ceyhan) que partindo de Baku (Arzebeijão) atravessa este País e a Turquia para abastecer os Países europeus (Europa Central).
O problema ucraniano não pode servir para esconder o descalabro da intervenção na Síria onde o armamento de opositores ao regime de Bashar Al-Assad conduziu a uma situação incontrolável, tal como a intervenção no Kosovo serviu de certo modo para distrair as atenções do ‘caso Monica Lewinski’ e onde a actuação da NATO pouco adiantou excepto um provável aumento do número de vitimas.
De resto, quando em Março de 1999 a Rússia (acompanhada pela China e a India) invocou relativamente à situação no Kosovo o respeito pela integridade territorial e o fim do uso da força na ex-Jugoslávia através de uma proposta de resolução no Conselho de Segurança da ONU , os Países ocidentais (UE e EUA) rejeitaram-na em nome da protecção de grupos étnicos (albanese).
Assim, politicamente, o desmembramento da ex-Jugoslávia foi o precedente aberto no pós guerra-fria e que destruiu o dogma da integridade territorial vindo da conferencia de Yalta (por ironia cidade da Crimeia).
Deste modo, grande parte do problema reside na ‘russofilia’ (económica, étnica e cultural) acantonada no território oriental deste País que não se revê no poder emanado de Kiev. Aqui, também em paralelismo com o que se verificou no conflito do Kosovo (em relação aos albaneses), estamos em presença de ‘interesses’ étnicos e de integração económica.
continua



















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