BANCADA DIRECTA: Mais valia que estivesses sossegado no remanso das ondas da praia da Manta Rôta. Passos Coelho e a festa do Pontal

domingo, 17 de agosto de 2014

Mais valia que estivesses sossegado no remanso das ondas da praia da Manta Rôta. Passos Coelho e a festa do Pontal


Mais valia que ficasses e estivesses sossegado no remanso das ondas da praia da Manta Rôta. 
Passos Coelho e a festa do Pontal 

O Pontal é, na liturgia do PSD, a Festa do Avante dos pequeninos, de sinal contrário, e uma espécie de Chão de Lagoa continental, sem poncha, porque o fígado dos líderes nacionais não tem o tirocínio de Coimbra e quatro décadas de experiência madeirense

Hoje não tem o esplendor de outros tempos, nem um orador que entusiasme os devotos com o fulgor de outros líderes e os resultados de outra governação. Se não faltou gente é porque os devotos foram supridos por avençados, a vida está difícil, e os empregos são cada vez mais raros. 

Passos Coelho a falar de ética parece a honorável Cicciolina a perorar sobre a castidade; a pronunciar-se sobre a governação, a Maia a predizer o futuro; a evocar os chumbos do Tribunal Constitucional, um delinquente a invectivar os tribunais. 

O putativo PM fez birra e ameaçou desistir de governar, como se soubesse o que isso é, sem sugerir a demissão ou assustar, dessa forma, os favoritos das sinecuras que reparte. Apelou ao consenso com a sinceridade de Cavaco, sobretudo com o PS, a quem dedica o afecto do inquilino de Belém, sem deixar de o incriminar na sua má governação. 

Numa monótona e lúgubre encenação, como corolário do melancólico declínio, ainda ameaçou com mais quatro anos de governo depois da maçada das próximas eleições. O cantor lírico frustrado, ex-gestor do curso de técnicos de aeródromos, que não obtiveram certificação, é um homem sem rumo, sem programa e sem tino, à espera de que o PR se emancipe e saia do telemóvel e do faceboock para dissolver a AR e marcar eleições. 

Passos Coelho não foi à Quarteira para convencer os portugueses, esteve lá porque sim.

5 comentários:

luis pessoa disse...

Pois é e entretanto a hecatombe continua: Nunca houve um desemprego tão alto - os dados do INE e outros estão falseados com as dezenas de milhares de cursos fantasmas para onde são desviados os desempregados, saindo das estatísticas, a par dos emigrantes e dos que abandonaram a procura de emprego. Recorda-se que mais de metade dos desempregados são de longa duração e NÃO TÊM QUALQUER APOIO! Óbvio que não vão gastar o dinheiro que não têm para ir aos centros de (des)emprego onde NUNCA há empregos; A dívida nunca esteve tão alta e em números honestos já ultrapassa os 140% do PIB; O défice continua bem e recomenda-se, muito superior à treta de números que a UE e BP nos fornece, porque fazem contas "confortáveis"; o crescimento só existe, embora anémico, graças ao bom desempenho do Tribunal Constitucional ao chumbar os cortes, que permitiu que os cidadãos tivessem mais algum dinheiro e assim, graças ao consumo interno, houve crescimento. Sem qualquer mérito do governo, pelo contrário, porque foi chumbada e contrariada a sua estratégia; as exportações são falsas e os números viciados. Se em volume de vendas parece que vão muito bem, quando se passa para as quantidades vendidas verifica-se que quase todas são exportações de desespero a preços abaixo do custo, ou seja, com prejuízo. Claro que é dinheiro que entra na economia, mas em troca de produtos e serviços muito mal remunerados.
Em suma: Resultados das políticas: ZERO!
Claro que não está mal para todos: os banqueiros não se queixam e os especuladores também não. Especuladores e não investidores como esta gente gosta de chamar, porque um investidor não é isto! Investidor é alguém que investe, que cria ou desenvolve empresas, criando produtos ou serviços de qualidade vendáveis cá e fora. Os especuladores são os que apenas têm dinheiro, muito dinheiro ganho em especulação bolsista ou outras formas de lavagem e não têm produtos nem serviços, nem fábricas nem coisa nenhuma. Não desenvolvem nada, emprestam dinheiro a juros usurários graças às artimanhas das agências de rating que estão ao seu serviço exclusivo, embora pagas pelos estados(!!), pagam uns subornos e dão a ganhar uns cobres a alguns...
Em resumo, não estamos à beira do abismo, estamos praticamente no fundo dele, sem hipóteses nenhumas de salvação com um governo e um PR quer fazem tudo para manter boas amizades e relações com os seus "investidores", para assegurarem os seus elogios. Cada elogio equivale a mais uma derrocada, porque o bem deles será sempre a desgraça das populações e enquanto não se entender de uma vez por todas que esta banca e este sistema financeiro são para destruir integralmente e não para ajudar, capitalizar e outras barbaridades destruidoras do país e dos cidadãos, não haverá saída para o País, para a Europa e sobretudo para os cidadãos.

Anónimo disse...

Assim não se percebe porque os mercados dizem que vamos bem, se estamos tão mal como diz o sr. Luís Pessoa não seria lógico que dissessem que estava tudo mal como diz que está? Está bem que o desemprego não é aquele mas também não será verdade que está a re3duzir?

Adriano Ribeiro disse...

Estamos totalmente solidários e de acordo com as opiniões do nosso leitor Luis Pessoa
Não censuramos as opiniões do leitor anónimo, mas gostaríamos que assinasse o "comment", porque de certeza que Luís Pessoa desenvolveria o que pensa desta governação e das mentiras sustentadas do Governo sobre os números actuais do desemprego. É que Luis Pessoa tem horror para quem se esconde no anonimato

Adriano Rui Ribeiro

luis pessoa disse...

As dúvidas e questões colocadas pelo leitor anónimo são legítimas face à campanha de intoxicação que este governo vem desenvolvendo, Desde logo pintando esta situação como se fosse da responsabilidade de Sócrates e dos funcionários públicos e pensionistas e reformados que andaram décadas a viver acima das possibilidades.
Quando se parte desta base, (ignorando que, por exemplo, quando o Estado investiu de forma forte, no tempo de Sócrates, foi a mando da UE que viu nisso a única forma de não cair em estagnação e que as políticas então seguidas foram exactamente as mesmas que foram seguidas por TODOS os países da EU) e se aponta a Sócrates a origem de todos os males quando todo o mundo capitalista abanou e muito dele derrocou, chegamos á conclusão que este governo partiu do ponto que mais lhe convinha para as suas finalidades.
Pintando o cenário como “desesperado”, ameaçando com bancarrotas e afins, no sentido de assustar os cidadãos e levá-los para onde queria, assumindo no final o papel que vamos assistir nas próximas eleições de “salvador da pátria”, numa salazarentice sem sentido. Na verdade o que se passava era simples, o chamado sistema financeiro derrocou e tinha de ser salvo com o dinheiro dos cidadãos, poupando banqueiros e especuladores (eles chamam-lhes investidores). Só que este governo sabia que o frete a fazer era outro, baixar salários, baixar pensões e reformas, “reformar” a segurança Social, eliminar a solidariedade social, “poupar” na saúde, na educação, em suma, empobrecer os cidadãos, retirar-lhes rendimentos e capacidade de consumo, para afectar esses meios aos bancos e ao sistema financeiro.
Para isso era necessário arrasar com o poder de compra dos cidadãos, mesmo que isso arrasasse também milhares de empresas que trabalhavam com o mercado interno. Fez-se isso, criando centenas de milhares de desempregados e empresas falidas, mas conseguiu-se baixar os direitos dos trabalhadores que se sujeitaram a coisas do arco-da-velha para manterem um posto de trabalho mal remunerado, cada vez mais mal remunerado.
É claro que esta política não conduz a nada de bom, quando uma pessoa trabalha 45 ou 48 horas por semana para levar para casa 400 euros. À pala dessa realidade o governo não obriga ao pagamento de salários decentes, prefere vir dizer que os desempregados ganham mais no desemprego do que a trabalhar e então, em vez de obrigar o patronato a pagar mais, não! Baixa mais e mais os subsídios aos desempregados! E numa altura de desemprego cada vez mais prolongado, reduz a duração da sua atribuição!
Perante a fome que se avizinha e com a retirada ou redução de subsídios, as pessoas que podem, emigram e muitas entram numa “clandestinidade biscateira”, bem à moda dos anos 50 e 60 do século XX.
Acrescentam-se mais umas dezenas de milhares que vão para cursos que não conduzem a nada, não dão formação nem criam oportunidades, que são retirados das estatísticas de desemprego e “voilá”! As taxas de desemprego estão a baixar!!
Para a ilusão ser maior, criam-se empregos a tempo reduzido e outras coisas do género e retiram-se esses das estatísticas! Se uma pessoa a trabalhar a tempo inteiro recebe 400 euros, imagine-se o que será trabalhar duas ou três horas! Se aquilo que diferencia as pessoas nos países desenvolvidos é o emprego e quem tem emprego normalmente está bem e quem o não tem é que corre o risco de pobreza, no Portugal de hoje está em risco extremo de pobreza quem tem emprego de salário mínimo! Não há diferenças significativas no risco de pobreza entre ter ou não emprego! E isto é que é criminoso! (CONTINUA)

luis pessoa disse...

(CONTINUAÇÃO) Quanto àquilo que os “mercados” dizem de nós, que estamos no bom caminho, que estamos melhores, etc., é óbvio que é verdade. Está muito melhor PARA ELES, para os especuladores, porque sabem que têm um governo que fará TUDO para que não lhes falte nada, que esteve e está pronto a confiscar tudo aos cidadãos, até salários e pensões, para “cumprir as suas obrigações para com os credores”. E porquê? Porque enquanto os cidadãos foram confiscados em milhares de milhões de euros, como se fossem os responsáveis pela situação, esses especuladores embolsaram muitos milhares de milhões de euros em juros (!!), persistindo e aumentando a dívida! Os nossos “parceiros”, como lhes chama este governo, da troika, cobraram já vários milhares de milhões de euros em juros pelo “empréstimo” de 78 mil milhões.
Enquanto nós, na nossa vida, somos penalizados por contrairmos encargos na aquisição de uma casa, baseados em salários que eram mais que seguros e deixaram de o ser, não conseguimos ter acesso a nenhum mecanismo que nos ajude e daí dezenas de milhares de casas em leilão por falta de pagamento aos bancos, o governo não tem esse problema: Vai à AR e aprova “assaltos” aos cidadãos, para poder pagar aos seus queridos usurários tudo o que eles quiserem!

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