O nosso cronista “Olho Vivo e Pé Ligeiro” diz de sua justiça. E refere que estamos na presença de várias verdades relativas a bancos, a banqueiros e a outros pantomineiros
E refere que estamos na presença de várias verdades relativas a bancos, a banqueiros e a outros pantomineiros
OS BANCOS, OS BANQUEIROS E OUTROS PANTOMINEIROS
Dizia alguém que sabia do que falava que a melhor maneira de roubar um banco era ir para a sua gerência.
Sabemos como – desde sempre a Banca e a sua influência – o dinheiro, gostaram de mandar no mundo.
Essa história de dizer-se que a política manda na economia até pode ter pernas para andar mas no fim da escada e no topo de tudo está a finança. Com ela a sua amiga Banca. Nunca vos deu para perguntar porque é que os “off-shores” ainda não fecharam? É lá que o dinheirito sujo se refugia e salta depois limpinho para o meio de nós.
Quantos políticos já tiveram a “lata” de dizer que desejavam acabar com os off-shores? Cada político afirma que sozinho não pode acabar com eles porque só acabaria com os do seu próprio País. Alguém, e muito menos esta linda Europa que nos desgoverna quis fazer o menor esforço nesse sentido?
Nem podia. Por uma razão muito simples. Quem manda nos políticos são os homens da Banca/Finança. Nós votamos – a Europa vota – e depois não sucede nada. É tudo para dar a ilusão que o voto é a arma do povo. Não queriam mais nada. Os grandes grupos financeiros que se formaram já lá vão uns belos anitos, dominam o mundo. Reúnem-se e decidem o que farão. Elem mandam e nós votamos.
Vejam o que sucedeu e está a suceder ainda na Banca Portuguesa. Enquanto a bolha aguentou uma economia de casino, ganharam-se milhões. Ganharam os banqueiros – claro! Depois a criança caiu-lhes nos braços e foi o que vimos. Nós (os votantes) é que pagámos e estamos a pagar as loucuras dos banqueiros. Que emprestavam/davam dinheiro aos amigos – era só pedir nem precisava ter crédito!
E depois vieram uns senhores muito conhecedores do fenómeno económico – ilustres professores de economia da nossa praça – dizer que vivemos acima das nossas possibilidades! Que grande falácia. Deveriam agora dizer que estamos a pagar acima das nossas possibilidades, isso sim. Esta sociedade está construída sob um terreno pantanoso.
Parece o jogo da Dona Branca, em que todos ganham até ao momento em que todos começam a perder. Eu costumo dizer – com alguma ironia – que o dinheiro não é fêmea – e que portanto não se reproduz A menos que se jogue na bolsa, e mesmo aí o dinheiro não produz riqueza nenhuma, Na bolsa só se produz especulação. A riqueza só se obtém com o trabalho. Sem trabalho não há riqueza.
Por isso, como diz quem sabe, que a mais valia obtida deve ser dividida, equitativamente, entre o capital e o trabalho. Ponto final. E no nosso pequenino Portugal, pelo que tenho visto nos últimos 30-40 anos é o domínio completo destes senhores muito bem vestidos, penteados, e cheios de iates e casas de campo, a brincar connosco e a fazer com que paguemos todas as crises que eles criarem.
Um abraço para os meus caríssimos leitores
“Olho Vivo e Pé Ligeiro”
Lisboa. 2014. Julho. 07




















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