BANCADA DIRECTA: Gosto de escrever banalidades! É a expressão moralista do nosso cronista "Olho Vivo e Pé Ligeiro". Disserta sobre ética e moral e a sua forma de estar na vida. O que em boa verdade deveria ser um atributo de nós todos.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Gosto de escrever banalidades! É a expressão moralista do nosso cronista "Olho Vivo e Pé Ligeiro". Disserta sobre ética e moral e a sua forma de estar na vida. O que em boa verdade deveria ser um atributo de nós todos.


Gosto de escrever banalidades! 
É a expressão moralista do nosso cronista "Olho Vivo e Pé Ligeiro". 
Disserta sobre ética e moral e a sua forma de estar na vida. 
O que em boa verdade deveria ser um atributo de nós todos.
GOSTO DE ESCREVER BANALIDADES

Todo o mundo escreveu coisas importantes e alguns por isso receberam prémios literários e até – calculem – medalhas de enfiar pela cabeça num 10 de Junho qualquer.

Confesso que nunca persegui ser importante. Para mim campa rasa e um pequeno letreiro de “Zé-ninguém”. Já agora para não parecer assim tão modesto o nome escrito em cursivo e uma leve cercadura florida a dourado. Não é pedir demasiado. É que às vezes na falsa modéstia anda um dedinho de vaidade. Não quero parece-lo.

Eu – confesso – gosto de escrever banalidades. Coisas que sucedem e nos deixam perplexos porque não percebemos os factos. Coisas do dia a dia, sem importância.


Hoje vou escrever sobre um digno magistrado que foi convidado para ser administrador não executivo do BES. O nosso homem é um tipo muito alto (dizem que mede 2 metros!) e eu conheço-o de vista, exactamente porque ele dava nas vistas atrás da Manuela Ferreira Leite ali pelos corredores da Assembleia.

É uma alta figura, pelo menos.

Dizem que é do PSD e foi durante largos anos do Tribunal Constitucional, aí também convidado por alguém do seu partido. Se não estou a mentir.

Eu acho que os partidos servem para isso para convites e assim.

É por isso que eu nunca me inscrevi em partidos. Não gosto de convites e quando quero qualquer coisa compro ou fico só a olhar, com pena de não a obter, mas depois a vontade passa.

Há nestas banalidades que escrevo muito de ingenuidade. Mas a culpa é minha.

Também não sou nenhum iluminado.

Mas pergunto:- O que é que um tipo alto e juiz tem a ver com um lugar em que tem uma grande posição mas que depois não executa? Pode ser traumatizante!

Será que ser administrador não executivo é um lugar execrável que serve só para ir lá receber o ordenado ao fim do mês e não fazer nada em troca?

Eu sou um pouco totó, tenho que referir, mas não acredito nisso.

Numa sociedade tal como a que vivemos, segundo dizem, ninguém dá almoços grátis, quanto mais um emprego!

Eu cá para mim julgo que nem é pelo curriculum do personagem. O que fará num banco um juiz? Para julgar se as notas são falsas? Só para dar sentenças?

Será porque o dito senhor também foi – fez parte, na Assembleia – daqueles que controlam a polícia do Estado?

Também não acredito porque se a polícia é secreta nem mesmo eles sabem nada do que por lá se passa!

Ou bem que a polícia é secreta ou bem que não é.

É por isso que só escrevo banalidades: fico sem saber nada do que por cá se passa.




"Olho Vivo e Pé Ligeiro"
 Lisboa. 2014. Julho. 01

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