BANCADA DIRECTA: A nossa família actua como que estando “a brincar aos pobrezinhos”. Mal sabia este membro da família Espírito Santo, que passado um ano, o património da família estava todo de cangalhas (1)

segunda-feira, 28 de julho de 2014

A nossa família actua como que estando “a brincar aos pobrezinhos”. Mal sabia este membro da família Espírito Santo, que passado um ano, o património da família estava todo de cangalhas (1)


Herdade da Comporta (activos da familia Espirito Santo)
(onde os membros da família Espirito Santo, quando vinham para aqui passar férias, diziam que estavam a brincar aos pobrezinhos. A Herdade da Comporta tem uma área de 12,5 mil hectares (área cultivada de arroz, 1 100 hectares e produz também: vinho, milho, batata-doce e curgetes). 
A parte florestal tem uma área de 7 100 hectares de pinheiros e carvalhos. Existe um projecto imobiliário e turístico.

A nossa família actua como que estando “a brincar aos pobrezinhos”. 
Mal sabia este membro da família Espírito Santos, que passado um ano, o património da família estava todo de cangalhas. E de falências concretas.....

A vaidade elevada ao seu mais alto valor exponencial. De estupidez e mau gosto, claro!

«Há precisamente um ano, numa entrevista, referindo-se às suas férias de Verão, na Herdade da Comporta, dizia Cristina Espírito Santo premonitoriamente: "É como brincar aos pobrezinhos." Não vai, certamente, ficar "pobrezinha", mas a família levou o Grupo Espírito Santo à falência. 

Os pedidos judiciais de protecção contra credores servem apenas para realizar um funeral ordenado, em vez do vasto conjunto de empresas do grupo ser atirado para a vala comum. Quanto ao BES ainda está por saber qual a dimensão da exposição ao poço sem fundo em que o Grupo se transformou. Daí dependendo se será ou não engolido nesta voragem.

A falência do Grupo Espírito Santo, cujos interesses se espalham por múltiplos sectores de actividade económica e financeira, desde a saúde ao turismo, do imobiliário aos diamantes, da construção civil às obras públicas, levanta a dúvida sobre a sacrossanta tese neoliberal, segundo a qual "os privados estão mais vocacionados e são mais competentes para gerir as empresas do que o Estado". 


 Outro elemento do clã Espirito Santo afinava pelo mesmo diapasão da vaidade pirosa

Esta tese, que parece ter pés de barro, tem levado à última sanha de privatizações, muitas vezes de empresas do Estado que apresentavam lucros, como os CTT ou a ANA. Até a Caixa Geral de Depósitos esteve nesta lista de património público a passar para as mãos da "iniciativa privada". Nem sequer o argumento segundo o qual a gestão das empresas nacionalizadas fica nas mãos dos "amigos políticos" do partido que está no governo, incompetentes para o desempenho do cargo e quase sempre permeáveis a uma gestão "de amiguismo e governamentalizada" – o que tem sido, em regra, verdade – serve para sustentar o "direito natural" de boa gestão dos privados. 

O que conhecemos é suficiente para perceber a "rede de amiguismo" que sustentou a decisão da administração da PT, uma empresa privada, em comprar quase 900 milhões de euros de "papel comercial" do Grupo Espírito Santo, três meses antes da falência, sabendo os responsáveis que estavam a atirar aquele dinheiro para uma fogueira. 

Voltaremos a este tema amanhã

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