BANCADA DIRECTA: Os meus “universos paralelos”. Seguro versus Costa. O Partido Socialista enfrenta um dilema do qual ainda não há previsibilidade na sua resolução. Noutra onda, melhor noutro “universo paralelo” lá anda o Maduro a dizer que a coligação deve ganhar as próximas legislativas.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Os meus “universos paralelos”. Seguro versus Costa. O Partido Socialista enfrenta um dilema do qual ainda não há previsibilidade na sua resolução. Noutra onda, melhor noutro “universo paralelo” lá anda o Maduro a dizer que a coligação deve ganhar as próximas legislativas.


Os meus “universos paralelos”. Seguro versus Costa. O Partido Socialista enfrenta um dilema do qual ainda não há previsibilidade na sua resolução. Noutra onda, melhor noutro “universo paralelo” lá anda o Maduro (ilusionista, agora, de serviço) a dizer que a coligação deve ganhar as próximas legislativas. 

O secretário-geral do PS criticou anteontem António Costa por ter decidido avançar como candidato "agora que o PS tem quase a certeza absoluta que ganhava as eleições", afirmando que Portugal "não precisa de um primeiro-ministro de ocasião". "Portugal não precisa de um primeiro-ministro de ocasião. 

Portugal precisa de um líder com coragem que avança nos períodos difíceis para tirar Portugal da crise", referiu António José Seguro. O líder socialista criticava António Costa por ter decidido avançar como candidato à liderança agora e não quando teve oportunidade, em momentos de congresso do PS. 

"Quando um partido tem eleições normais, também é normal e natural que quem se quer candidatar se apresente. Foi o que eu fiz, eu e o Assis há três anos. Mas há três anos ninguém mais esteve disponível para se chegar à frente. O PS tinha tido uma das maiores derrotas de sempre e não se sabia como se estaria nesta altura", afirmou. 

"Mas agora? Agora quando não estava aberta nenhuma disputa interna. Agora que já é apetecível o poder. Agora que o PS tem quase a certeza absoluta que ganhava as eleições, agora é que há disponibilidade", acrescentou. 

O secretário-geral do PS falava aos jornalistas após num encontro com militantes e simpatizantes que decorreu hoje no edifício da Alfândega, no Porto. 

Na sessão discursaram vários presidentes de câmara socialistas do distrito, bem como apoiantes independentes, o deputado europeu Francisco Assis e o líder da distrital PS do Porto, José Luís Carneiro. 

"Estamos por Portugal, estamos pelos portugueses" António José Seguro começou por dizer que não estava ali por "jogos de poder". "Estamos por Portugal, estamos pelos portugueses", afirmou, adivinhando-se um discurso de crítica a António Costa. 

Já no final da sua intervenção, perante cerca de 800 militantes e simpatizantes, o líder socialista referiu que "quando as televisões o convidaram para debate" disse "de imediato" que aceitava, e acrescentou: "Tenho pena que o António Costa rejeite". 

"Solidariedade" e "lealdade" foram duas palavras que percorreram todo o discurso de Seguro, que aproveitou o momento para questionar, como é que os portugueses vão acreditar que o PS é capaz de praticar esses valores uma vez no Governo, se não os souber praticar dentro do partido

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