BANCADA DIRECTA: Paulo Portas, o “irrevogável, patrão do CDS-PP viu os criticos da sua politica partidaria pregarem-lhe um enorme susto. Os crticos do Paulinho apenas perderam por 7 pontos a liderança da Concelhia de Lisboa. Num universo de 500 votos tiveram mais 100 do que há seis meses.

sábado, 7 de junho de 2014

Paulo Portas, o “irrevogável, patrão do CDS-PP viu os criticos da sua politica partidaria pregarem-lhe um enorme susto. Os crticos do Paulinho apenas perderam por 7 pontos a liderança da Concelhia de Lisboa. Num universo de 500 votos tiveram mais 100 do que há seis meses.


Paulo Portas, o “irrevogável, patrão do CDS-PP viu os críticos da sua politica partidária pregarem-lhe um enorme susto. 
Os críticos do Paulinho apenas perderam por  7 pontos a liderança da Concelhia de Lisboa. 
Num universo de 500 votos tiveram mais 100 do que há seis meses.

Os críticos de Paulo Portas não só subiram em percentagem como em número de votos na concelhia de Lisboa do CDS– por junto, mais uma centena do que há seis meses . E a urna da Juventude Popular foi dos críticos.

A noite em que o 'portismo' não ganhou para o susto

Concelhia de Lisboa do CDS foi a votos e os críticos de Paulo Portas tiveram o melhor resultado de sempre. E ganharam na urna da Juventude Popular.

Quase 500 votos, contados e recontados pela noite dentro, deixaram Paulo Portas e os seus fiéis em sobressalto até quase às duas da manhã desta sexta-feira. Em causa estava a concelhia de Lisboa do CDS, que pela primeira vez em 20 anos teve duas listas concorrentes. E a lista B, dos críticos da actual direcção do partido, provocou um susto ao 'portismo'

A lista encabeçada por Pedro Pestana Bastos acabou por ficar pelos 46%, contra 53% da lista A, liderada pelo deputado e autarca de Lisboa João Gonçalves Pereira, que se recandidatava a um terceiro mandato na estrutura concelhia.

Apesar da derrota, a diferença de cerca de 30 votos (as contabilidades divergem), numa eleição com uma afluência recorde de 478 eleitores, animou o sector crítico de Portas, organizado em torno do movimento Alternativa e Responsabilidade (AR), de que Pestana Bastos é um dos rostos mais conhecidos. 

"O resultado mostra que há um caminho de mudança no CDS que está a ser percorrido, que começou no congresso e que continuou em Lisboa. Os 47% em Lisboa mostram que este caminho é irreversível e imparável", diz ao Expresso o advogado, que é sócio de escritório de Luís Nobre Guedes, outra figura que se tem destacado pelo distanciamento em relação à direção de Paulo Portas.
 
O vencedor, João Gonçalves Pereira, contraria a euforia dos derrotados, sublinhando que alcançou "um resultado confortável". "Tenho a certeza de que tive um bom resultado, porque ganhámos. E não considero que a diferença de 7% para a lista B seja assim tão pequena", sublinha.
 
Críticos ganham na mesa da Juventude Popular

Até esta semana, o AR só tinha ido a votos em Lisboa nas eleições para delegados aos congressos do CDS - e o seu melhor resultado foi no início do ano, quando se ficaram pelos 30%. Agora, os críticos de Paulo Portas não só subiram em percentagem como em número de votos - por junto, mais uma centena do que há seis meses. Mas Gonçalves Pereira considera essa comparação ilegítima: "Há a tentativa de passar a ideia de que foi o melhor resultado de sempre, mas não é correto comparar eleições diferentes".

Outro dado importante para a lista B foi a vitória na urna da Juventude Popular, por 42 votos contra 30. Facto tanto mais relevante, notam, tendo em conta que os dois primeiros candidatos da lista A (Gonçalves Pereira e Adolfo Mesquita Nunes) são destacados ex-dirigentes da JP. "O CDS já percebeu que precisa de mudar por dentro para evitar o pior e para reconquistar a confiança", conclui Pestana Bastos.
 
Também neste caso o vencedor põe água na fogueira, lembrando que muitos militantes da JP, por serem também inscritos no CDS, não contam como votos da juventude partidária. "Não é correto dizer que a juventude votou mais num do que noutro, porque ninguém sabe isso."
 

Polémica na contagem dos votos

A contagem de votos acabou por ser envolta em polémica, por causa de um erro de impressão de boletins, que lançou a confusão. Como havia três eleições concelhias distintas (comissão política, mesa da assembleia concelhia e eleição de delegados à assembleia distrital), existiam boletins de voto de três cores diferentes. 

Mas a meio da votação faltaram boletins, foram impressos mais, mas com duas cores trocadas.

Como cada eleitor recebeu um boletim de cada cor, houve quem votasse duas vezes para um órgão e nenhuma para outro. Apesar das dúvidas, e de algumas horas de impasse, a lista perdedora optou por não impugnar os resultados.

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