Mais impostos para que te quero? Mas eles aí vêm na agenda de Passos Coelho. E afinal de que é que estavam à espera? Passos, uma vez mais, não exclui aumento de impostos
Mais impostos para que te quero?
Mas eles aí vêm na agenda de Passos Coelho. E afinal de que é que estavam à espera?
Passos, uma vez mais, não exclui aumento de impostos
Passos Coelho botou palavra e deu uma palavra de esperança aos portugueses. Mais impostos serão possíveis
Os números da execução orçamental estão em linha com o plano do Governo. O futuro pode ser carregado de mais nuvens negras. "Depende", diz Passos. Depende da decisão do Tribunal Constitucional.
Os números da execução orçamental estão a "correr" de acordo com os objectivos do Governo de chegar ao final do ano com um défice de 4%, destacou esta tarde o primeiro-ministro, à margem da inauguração de um lar de idosos em Sintra. Passos Coelho disse que "será preciso encontrar uma solução que possa obviar ao aumento de custos salariais em que o Estado vai incorrer depois da decisão do Tribunal Constitucional".
O tema está a ser "tratado em sede própria". A expectativa é que a solução final possa ser apresentada "até Setembro". O aumento de impostos não é uma medida que o Governo recuse como opção para alcançar essa meta e, dessa forma, compensar o chumbo do Tribunal Constitucional. Aliás, a batata quente coloca-a de novo no Palácio Ratton.
Inclina-se para o aumento do IVA?
"Não me inclino para coisa nenhuma, para já", respondeu aos jornalistas. Antes de ser tomada a decisão, é preciso "saber exactamente qual é montante que precisamos encontrar". Neste momento, há alternativa ao aumento de impostos? "Depende daquilo que o Tribunal Constitucional vier ainda a decidir", salientou.
Em causa, "a reintrodução das reduções remuneratórias que nós propusemos e que chegará ao Parlamento na sequência da negociação com os sindicatos da Administração Pública". Genericamente, "não há nada de novo".
A conclusão: "Ou cortamos na despesa ou aumentamos impostos. Se não nos deixam fazer uma coisa, fazemos outra".
Nota anexa de Bancada Directa:
Na inauguração de um Lar para Idosos na Tala/Meleças/Sintra, Coelho disse ainda a respeito do encerramento das escolas do ensino básico:
Por outro lado, interrogado sobre o encerramento de escolas em curso, Passos Coelho respondeu que não se trata de um processo novo, mas sim "muito antigo", nem motivado por razões financeiras, mas antes "razões de natureza pedagógica", feito não "contra os municípios do interior", mas em nome do "sucesso dos alunos".
"São escolas que não têm massa crítica para que as crianças possam desenvolver o seu projecto educativo em condições adequadas. As regras estão fixadas há vários anos", prosseguiu o primeiro-ministro, assinalando que "a última mexida nestes critérios foi do anterior Governo socialista".
Passos Coelho disse ainda que a regra de que "as escolas do primeiro ciclo do ensino básico que tenham menos de 21 alunos devem encerrar" não é seguida de forma "cega", mas em função de uma "interacção entre o Ministério da Educação e os municípios", tendo-se chegado "a um número final de 311".
"Espero que esse processo agora se desenvolva dentro da mesma normalidade em que se desenvolveu no passado", concluiu.
Só nos falta referir o número total de escolas encerradas por Passos Coelho para pensarmos na justificação apresentada. Foram apenas 847 escolas. Repetimos: oitocentas e quarenta e sete escolas!
Francamente


















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